1 Coríntios - Bíblia de Estudo Online

Em 1 Coríntios 1, Paulo começa saudando a igreja de forma amorosa e paterna. Ele expressa a sua alegria ao saber que a fé dos irmãos tem sido confirmada com o passar do tempo.

Em seguida, ele aborda o tema: divisão na igreja. A igreja de Corinto embora possuísse vários dons espirituais, estava se tornando uma comunidade medíocre e soberba.

Seus talentos em lugar de edificar, começaram a ser motivo de divisão, além disso eles passaram a ter preferência por ministros do Evangelho, e começaram a dizer: “Eu sou de Paulo”; ou “Eu sou de Apolo”; ou “Eu sou de Pedro”; ou ainda “Eu sou de Cristo”.

Paulo os repreende e afirma que o mais importante é a mensagem da cruz. Não importa quem a ministre, além disso Jesus Cristo é o Senhor da Igreja, nós somos apenas servos.

Deus escolheu o que o mundo naturalmente rejeita. Somos fracos, vis, insignificantes para o mundo. No entanto, o Deus Eterno quis revelar sua grandeza através dessa insignificância.

Esboço de 1 Coríntios 1:

v.v 1 – 6: Saudação

v.v 7 – 11: A divisão na Igreja

v.v 12 – 17: O partidarismo na igreja

v.v 18 – 23: A mensagem da Cruz

v.v 24 – 31: Jesus Cristo é o poder de Deus

 

Saudação

Em sua saudação aos coríntios, o apóstolo Paulo faz questão de enfatizar sua vocação como algo estabelecido pela vontade de Deus. Precisamos viver e ser dirigidos pela vontade de Deus, não pela nossa. Tomamos muitas decisões erradas, decisões que parecem ser benção, mas não são.

Ele escreve à Igreja, a um povo que foi chamado para ser santo, separado. Temos a obrigação, de como cristãos, ter um estilo de vida parecido com o de Jesus. Uma vida que revele a vontade de Deus.

A divisão na Igreja

Temos um Deus fiel. Um Deus bondoso que cuida de nós, mesmo diante das mais severas adversidades. Paulo enfatiza, que Ele nos chamou para ter comunhão com Jesus Cristo, seu Filho. Não devemos viver distantes, aquém. Como filhos, devemos nos aproximar e ter comunhão com a Divindade.

Em contraste com a fidelidade de Deus, está a infidelidade humana. Somos difíceis de convivência. Os coríntios tinham muitos dons, mas eram divididos. Já no primeiro século a divisão era um problema na Igreja.

Ao saber desses eventos Paulo fica muito triste. De fato, a divisão entristece o coração de Deus. Precisamos nos comportar e tomar decisões que fortaleçam a unidade do corpo de Cristo. Devemos ser promotores da paz e unidade, não da divisão e da guerra (1 Coríntios 1.7-11).

O partidarismo na igreja

O partidarismo na Igreja foi a primeira forma de “denominacionalismo”. Não acredito que as denominações são um problema, elas se tornam um problema quando os interesses do grupos superam o do Corpo. Quando ao invés de unir o corpo e atrair pessoas a Cristo, elas dividem e afastam.

A cristãos de determinadas denominações que nem consideram os outros como filhos de Deus. E eu lhes pergunto: O Senhor nos deu esta autoridade?

NÃO!

Não cabe a nós dizer quem é joio ou trigo, o Senhor Jesus deixa isso bem claro. Somos chamados para amar, acolher, ajudar. Cristo não está divido. E na eternidade, todos os cristãos de todos os povos, raça e cultura estão diante do trono, adorando ao Rei (1 Coríntios 1:12 – 17).

A mensagem da Cruz

A mensagem da Cruz corta o coração do egocentrismo. Paulo viu isso como central para a salvação, que ele entendeu como um processo iniciado pela justificação, promovido pela santificação e culminado na glorificação.

Paulo falou mais enfaticamente neste verso e na carta como um todo para a segunda dessas fases, a santificação progressiva. “A mensagem da cruz” é a mensagem da renúncia, da obediência a Deus, que pode levar, como no caso de Jesus, à humilhação e à morte, mas que, em última instância, não leva à autodestruição, mas à preservação (Marcos 8: 34–35) e exaltação (2 Timóteo 2:12; Apocalipse 22: 5).

Ele destaca que com toda a sabedoria humana, seja do estimado estudioso judeu ou filósofo grego. O brilho do homem não pode apreciar o plano de Deus (Isaías 55: 8–9). Não é uma erudição autoconfiante, mas sim modesta, que permite entrar no caminho estreito.

Não foi nos termos e iniciativa do homem, mas no homem de Deus, encontrou o que ele precisava, o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Na pregação de Cristo crucificado, Deus chamou as pessoas abrindo os olhos da fé para crer no evangelho.

Jesus Cristo é o poder de Deus

Paulo encerra o capítulo, declarando que Jesus é o poder e a sabedoria de Deus. Isto significa, que em Seu Filho, Deus Pai fez sua maior revelação.

Por mais que esta revelação seja considerada fraca, ou insuficiente. Uma loucura! Ainda assim, ela é mais sábia do que o plano dos homens. Por mais que essa revelação pareça fraca, ele é mais forte do que toda força humana.

Através de Paulo, o Espírito Santo nos mostra que os critérios e a forma de agir de Deus, são diferentes das nossas. Por mais louca ou insignificante que pareça, as escolhas do Senhor são muito superiores a nossa (1 Coríntios 1:24 – 31).

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