Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

1 Coríntios 4 Estudo: Servos de Cristo e o Ministério

Em 1 Coríntios 4, Paulo apresenta a eles e aos ministros do Evangelho, como servos de Jesus Cristo. Ele argumenta que não devemos fazer distinção entre um servo de Cristo e outro, isto porque todos são servos de Deus.

Ele apresenta a ele e a Apolo como exemplo e faz uma lista detalhada das adversidades enfrentadas por eles na pregação do Evangelho (Ver 1 Coríntios 3 Estudo).

 

Esboço de 1 Coríntios 4:

1 Coríntios 4.1 – 5: Servos de Jesus Cristo

1 Coríntios 4.6 – 15: As adversidades do ministério

1 Coríntios 4.16 – 21: A visita de Timóteo

 

Não Podemos Nos Gloriar

Aqui o apóstolo aproveita as sugestões anteriores para advertir contra o orgulho e a vaidade própria, e demonstra as tentações que os coríntios tinham de desprezá-lo em virtude da diferença de suas circunstâncias.

Ele os adverte contra o orgulho e a vaidade própria através da consideração de que toda distinção entre eles era devida a Deus: “Porque quem te diferença? E que tens tu que não tenhas recebido ?” (v. 7).

O apóstolo volta ao seu discurso para os ministros que se colocavam como chefes dessas divisões, e encorajavam e incitavam as pessoas naquelas contendas.

O que eles tinham para gloriar-se, quando todos os seus dons peculiares vinham de Deus? Eles os haviam recebido e não podiam gloriar-se neles como se lhes fossem próprios, sem serem injustos com Deus.

No tempo em que refletiam sobre eles para alimentar sua vaidade, deviam tê-los considerado como grandes deveres e obrigações para com a liberalidade e a graça divinas.

Mas isto pode ser tomado como uma máxima geral: não temos nenhuma razão para nos orgulharmos de nossos talentos, alegrias ou desempenhos.

Tudo o que temos, ou somos, ou fazemos, que é bom, é devido à livre e rica graça de Deus. A ostentação está excluída para sempre. Não há nada que temos que podemos chamar de propriamente nosso.

Tudo é recebido de Deus. Portanto, é tolice nossa e ofensivo a Ele gabar-se disso; aqueles que receberam tudo não devem orgulhar-se de nada (SI 115.1).

Pedintes e dependentes podem gloriar-se de seus amparos, mas gloriar-se em si mesmos é orgulhar-se ao mesmo tempo de vileza, impotência e carência.

Note que a devida atenção às nossas obrigações para com a graça divina nos curaria da arrogância e da vaidade próprias.

O Dever da Humildade

Ele pressiona o dever da humildade sobre eles através de uma ironia muito fina, ou pelo menos os reprova por seu orgulho e vaidade: “Já estais fartos! Já estais ricos! Sem nós reinais!

Vós não tendes somente uma suficiência, mas uma riqueza de dons espirituais; e não somente isso, mas podeis fazer deles o assunto de vossa glória sem nós, isto é, em minha ausência, e sem terdes qualquer necessidade de mim”.

Há uma gradação muito elegante da suficiência à riqueza, e dali para a realeza, para insinuar o quanto os coríntios estavam orgulhosos da riqueza de sua sabedoria e de seus dons espirituais.

O que era um capricho que havia entre eles enquanto o apóstolo estava longe deles, e os fez esquecer o interesse que ele tinha por todos.

Vejamos quão hábil é o orgulho em superestimar os benefícios e negligenciar o benfeitor, aumentar suas posses e esquecer de quem elas vêm.

Mais ainda, o orgulho faz com que se vejam por uma lente de aumento: “Sem nós reinais”, diz o apóstolo, “isto é, em vossa opinião; e prouvera Deus reinásseis para que também nós reinemos convosco.

Eu desejaria que vós tivésseis tanto da verdadeira glória de uma igreja cristã sobre vós quanto vos arrogais a vós mesmos.

Eu deveria ir então para obter uma fração da honra: eu deveria reinar convosco; eu não deveria ser negligenciado por vós como sou agora, mas valorizado e considerado como um ministro de Cristo e um instrumento muito útil entre vós.”

Note que geralmente não se conhecem melhor aqueles que pensam o melhor de si mesmos, que têm a mais alta opinião de si mesmos.

Os coríntios podiam ter reinado, e o apóstolo com eles, se eles não tivessem se inchado com uma realeza imaginária. O orgulho é um grande prejuízo para o nosso progresso. (Henry, Matthhew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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1 Comentário

  1. Viviane disse:

    Muito bom o comentário do capitulo e o estudo. De forma resumida, nos traz grandes verdades que podem ser absorvidas de maneira prática. Obrigada!

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