1 Coríntios 5 Estudo: Escândalo na Igreja e a Disciplina

Em 1 Coríntios 5, Paulo faz uma advertência grave aos coríntios, isso porque entre eles havia um caso de incesto e ninguém fez nada para resolver.

Paulo ordena que os culpados sejam tratados e disciplinados. A impunidade não é sempre sinônimo de misericórdia. Devemos estar atentos porque um pouco de fermento leveda toda a massa.

Ele encerra exortando aos cristãos sinceros que não se associem, ou seja não tenham amizade íntima com falsos cristãos. Aqueles que dize temer a Jesus Cristo, mas amam a prática do pecado.

Esboço de 1 Coríntios 5:

5.1 – 5: Caso de incesto na igreja

5.6 – 8: O fermento velho

5.9 – 13: Não devemos nos associar com falsos irmãos

 

Caso de incesto na igreja

O orgulho é o oposto do amor porque produz auto-interesse, enquanto o amor responde às necessidades dos outros. O orgulho corintiano produzia não apenas desunião, mas também indiferença e falta de vontade de exercer disciplina dentro da igreja.

A questão dizia respeito a um cristão coríntio que estava conduzindo um caso incestuoso com sua madrasta, um relacionamento proibido tanto no Antigo Testamento (Levítico 18: 8; Dt 22:22) como no direito romano (Cícero Cluentes 6: 15 e Caio). Institutis 1. 63) é grave.

Não é mencionada disciplina para a mulher, o fato de que Paulo não disse nada sobre isso sugere que ela não era cristã (1 Coríntios 5:1)

A situação vergonhosa não pareceu abalar os coríntios. Provavelmente, o caso pode até ter inchado seus espíritos arrogantes. A resposta piedosa teria sido a tristeza por esse irmão (cf. 12.26; Gál. 6: 1-2), levando à disciplina que o excluiria da intimidade com a congregação até que se arrependesse (cf. 1 Coríntios 5:2; Mt 18.15).

A disciplina

Em vista da indiferença dos coríntios com o assunto, Paulo foi obrigado a agir. Pela autoridade investida nele como um apóstolo, ele julgou o ofensor. Aqui estava um exemplo do poder que ele havia se referido anteriormente (4:20-21).

A tradução da palavra grega sarkos pela natureza pecaminosa sugere a ideia de que os apetites carnais do homem seriam anulados.

No entanto, vários fatores sugerem uma disciplina diferente, a saber, aflição corporal – com sarkos entendida como “corpo”. O resultado, claro, é o mesmo – a purificação do homem.

Primeiro, o significado usual do termo quando é justaposto ao espírito, o que significa o homem inteiro em seu ser interno e externo.

Segundo, a palavra traduzida para “destruir” (olethron) é um termo forte, cuja forma substantiva (olethreutou) ocorre em outra parte desta carta (10:10) onde é traduzido “o anjo destruidor” que matou homens.

Terceiro, Paulo também falou nesta carta sobre uma disciplina que leva à morte (11:30) com o mesmo fim em vista – a preservação final da pessoa (11:32; cf. 1 Tim. 1:20; 1 João 5 : 16).

Assim, parece provável que Paulo pretendesse que este homem fosse excluído da comunhão da congregação, expressando assim fisicamente sua exclusão da proteção de Deus que ele anteriormente desfrutava (cf. Jó 1:12) e lançando-o na arena do mundo ( 1 João 5:19) onde Satanás traria sua morte.

Tornou-se, assim, um doloroso exemplo do preço da indiferença egocêntrica e uma poderosa lembrança da exigência de santidade no templo de Deus (1Co 3:17; 6:19).

 

Referências:

Lowery, D. K. (1985). 1 Corinthians. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 2, p. 513–514). Wheaton, IL: Victor Books.

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