Em 1 João 2, o apóstolo João inicia ensinando que amor a Deus e obediência estão completamente ligados. Não há como dizer que ama a Deus e viver de maneira que o desagrade.

Da mesma maneira, devemos amar ao nosso irmão. Muitos cristãos vivem em guerra com outros, por muitos motivos. Isso não é agradável ao Senhor. Ele tem prazer na nossa comunhão.

Ele prossegue dando recomendações aos pais e aos jovens e nos alerta sobre o fato de que não devemos amar ao mundo. Pois tudo o que há no “mundo”, o sistema de pecado dominado pelo diabo, não provém do Pai.

Não devemos nos envergonhar de Jesus Cristo, pelo contrário devemos fazer confissão pública do seu nome, palavra e ensino. Faremos isso com a unção que temos recebido dele e que nos ensina todas as coisas.

Esboço de 1 João 2:

1 João 2.1 – 6: Obediência é prova de amor a Deus

1 João 2.7 – 11: O dever de amar ao irmão

1 João 2.12 – 14: Recomendações aos pais e aos jovens

1 João 2.15 – 17: Não devemos amar ao mundo

1 João 2.18 – 23: Confessando Jesus Cristo publicamente

1 João 2.24 – 26: A promessa da vida eterna

1 João 2.27 – 29: A unção que nos ensina

 

Tome Cuidado

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.  Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo”. (1 João 2.1,2)

João não quer permitir espaço para o pecado. O motivo ou propósito dessa carta, é “dissuadir-vos e afastar-vos do pecado”. Observe a interpelação familiar e carinhosa com que introduz a admoestação: “Meus filhinhos”.

Filhinhos pelo fato de talvez terem sido gerados pelo seu evangelho, filhinhos pelo fato de terem menor idade e experiência do que ele, meus filhinhos como sendo preciosos para ele nos laços do evangelho.

Certamente o evangelho prevaleceu mais quando esse amor ministerial esteve presente. Ou talvez o leitor criterioso encontrará razão para pensar que o significado do apóstolo nessa dissuasão ou advertência redunda na seguinte interpretação: “…estas coisas vos escrevo para que não pequeis”.

Não Abuse!

E assim as palavras lembrarão aquilo que foi dito anteriormente em relação ao perdão garantido do pecado: “Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados…” (capítulo 1.9).

E, assim, as palavras são uma prevenção contra todo abuso desse tipo de favor e indulgência. “Embora os pecados sejam perdoados aos confessores penitentes, isso, no entanto, escrevo, não para encorajá-los no pecado, mas por outra razão”.

É possível que essa frase tenha em mente o que o apóstolo dirá a respeito do Advogado dos pecadores. E, dessa forma, isso é uma antecipação, uma prevenção de erro ou abuso semelhante: “…estas coisas vos escrevo para que não pequeis, para que possais ver o corretivo para o pecado”.

Assim a próxima partícula (como os estudiosos entendem) pode ser traduzida de maneira adversativa: mas, se alguém pecar, ele poderá conhecer sua ajuda e cura(Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

5 COMENTÁRIOS

  1. Muito proveitoso seus estudos, além de edificantes são bem práticos e rápidos para entender. Parabéns pela iniciativa e disposição. Que Deus lhe recompense abundantemente.

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