1 Reis 18 Estudo: O Verdadeiro Deus

Quando ficou óbvio para todos que os profetas de Baal falharam, Elias convidou todas as pessoas a se aproximarem e observar o que ele faria. Um altar ao SENHOR havia sido construído no local muito antes, mas estava em péssimo estado (1 Reis 18:30-32).

Elias selecionou 12 pedras, uma para cada uma das tribos. Embora as tribos tivessem sido divididas em duas nações, elas ainda eram um povo nos propósitos de Deus – com um único Senhor, uma única aliança e um único destino.

Com estas pedras ele construiu um altar e cavou uma trincheira ao redor. Depois que o novilho foi morto e colocado na madeira, Elias deu outra instrução estranha (1 Reis 18:33-35).

Ele pediu que todo o sacrifício e sua madeira fossem encharcados com água por três vezes diferentes. O excesso de água até encheu a trincheira. A água – quatro jarros grandes cheios três vezes cada – provavelmente foi coletada de uma fonte na montanha ou no vale de Quisom abaixo (v. 40), ou do Mar Mediterrâneo.

O objetivo dessa imersão, é claro, era mostrar a todos os presentes que a queima do sacrifício que aconteceria não era um fenômeno natural ou um truque, mas um milagre. Além disso, o tempo envolvido na segurança da água aumentaria a tensão da hora.

A oração de Elias

Na época do sacrifício noturno dos israelitas (3 da tarde; v. 29), Elias avançou e orou. Sem nenhuma das expressões corporais, exageradas de seus adversários, Elias simplesmente se dirigiu a Deus como se dirige a outra pessoa viva.

Suas palavras foram projetadas para demonstrar aos espectadores que tudo o que ele tinha feito como servo de Deus (cf. 17.1; 18.15) tinha sido em obediência ao mandamento de Deus e não por iniciativa própria do profeta. Elias simplesmente pediu a Deus que mostrasse às pessoas que Ele é o verdadeiro Deus e que voltasse os corações das pessoas para Si mesmo.

Instantaneamente fogo caiu do céu (relâmpago), consumindo o sacrifício, a madeira, o altar e até o solo e a água ao redor. Espontaneamente, a multidão gritou de espanto. Visto que o Senhor (Yahweh) havia respondido pelo fogo (cf. v. 24); eles reconheceram que Ele é o verdadeiro Deus (1 Reis 18:36–39).

As consequências

O vale de Quisom corria paralelamente à cordilheira do Carmelo, no lado norte. Lá o povo massacrou os falsos profetas em obediência ao mandamento de Deus através de Moisés (Deuteronômio 13: 12-15) e Elias (1 Reis 18:40-42). Anteriormente, Elias havia previsto a seca para Acabe (1 Reis 17:1); agora o profeta disse ao rei que haveria uma forte chuva.

Acabe desceu a montanha para comemorar o fim da seca comendo e bebendo, mas Elias voltou a subir a montanha para rezar pela chuva. Sua postura enquanto orava refletia a sinceridade de sua petição, novamente para a glória do Senhor. (1)

Esboço de 1 Reis 18:

18.1 – 16: Mensagem de Elias a Acabe

18.17 – 20: Acabe diante de Elias

18.21 – 40: O verdadeiro Deus

18.41 – 46: O retorno da chuva 

1 Reis 18.1 – 16: Mensagem de Elias a Acabe

1 Depois de um longo tempo, no terceiro ano da seca, a palavra do Senhor veio a Elias: “Vá apresentar-se a Acabe, pois enviarei chuva sobre a terra”.

2 E Elias foi. Como a fome era grande em Samaria,

3 Acabe convocou Obadias, o responsável por seu palácio, homem que temia muito o Senhor.

4 Jezabel estava exterminando os profetas do Senhor. Por isso Obadias reuniu cem profetas e os escondeu em duas cavernas, cinqüenta em cada uma, e lhes forneceu comida e água.

5 Certa vez Acabe disse a Obadias: “Vamos a todas as fontes e vales do país. Talvez consigamos achar um pouco de capim para manter vivos os cavalos e as mulas e assim não será preciso matar nenhum animal”.

6 Para isso dividiram o território que iam percorrer; Acabe foi numa direção e Obadias noutra.

7 Quando Obadias estava a caminho, Elias o encontrou. Obadias o reconheceu, inclinou-se até o chão e perguntou: “És tu mesmo, meu senhor Elias?”

8 “Sou”, respondeu Elias. “Vá dizer ao seu senhor: Elias está aqui.”

9 “O que eu fiz de errado”, perguntou Obadias, “para que entregues o teu servo a Acabe para ser morto?

10 Juro pelo nome do Senhor, o teu Deus, que não há uma só nação ou reino aonde o rei, meu senhor, não enviou alguém para procurar por ti. E, sempre que uma nação ou reino afirmava que tu não estavas lá, ele os fazia jurar que não conseguiram encontrar-te.

11 Mas agora me dizes para ir dizer ao meu senhor: “Elias está aqui”.

12 Não sei para onde o Espírito do Senhor poderá levar-te quando eu te deixar. Se eu for dizer isso a Acabe e ele não te encontrar, ele me matará. E eu, que sou teu servo, tenho adorado o Senhor desde a minha juventude.

13 Por acaso não ouviste, meu senhor, o que eu fiz enquanto Jezabel estava matando os profetas do Senhor? Escondi cem dos profetas do Senhor em duas cavernas, cinqüenta em cada uma, e os abasteci de comida e água.

14 E agora me dizes que vá dizer ao meu senhor: “Elias está aqui”. Ele vai me matar!

15 E disse Elias: “Juro pelo nome do Senhor dos Exércitos, a quem eu sirvo, que hoje eu me apresentarei a Acabe”.

16 Então Obadias dirigiu-se a Acabe, passou-lhe a informação, e Acabe foi ao encontro de Elias.

1 Reis 18.17 – 20: Acabe diante de Elias

17 Quan­do viu Elias, disse-lhe: “É você mesmo, perturbador de Israel?”

18 “Não tenho perturbado Israel”, Elias respondeu. “Mas você e a família do seu pai têm. Vocês abandonaram os mandamentos do Senhor e seguiram os baalins.

19 Agora convoque todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem à mesa de Jezabel.

20 Acabe convocou então todo o Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo.

1 Reis 18.21 – 40: O verdadeiro Deus

21 Elias dirigiu-se ao povo e disse: “Até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no”. O povo, porém, nada respondeu.

22 Disse então Elias: Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, mas Baal tem quatrocentos e cinqüenta profetas.

23 Tragam dois novilhos. Escolham eles um, cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e também não acenderei fogo nela.

24 Então vocês invocarão o nome do seu deus, e eu invocarei o nome do Senhor. O deus que responder por meio do fogo, esse é Deus”. Então todo o povo disse: “O que você disse é bom”.

25 Elias disse aos profetas de Baal: “Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo nome do seu deus, mas não acendam o fogo”.

26 Então pegaram o novilho que lhes foi dado e o prepararam. E clamaram pelo nome de Baal desde a manhã até o meio-dia. “Ó Baal, responde-nos!”, gritavam. E dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma resposta; ninguém respondeu.

27 Ao meio-dia Elias começou a zombar deles. “Gritem mais alto!”, dizia, “já que ele é um deus. Quem sabe está meditando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado.”

28 Então passaram a gritar ainda mais alto e a ferir-se com espadas e lanças, de acordo com o costume deles, até sangrarem.

29 Passou o meio-dia, e eles continuaram profetizando em transe até a hora do sacrifício da tarde. Mas não houve resposta alguma; ninguém respondeu, ninguém deu atenção.

30 Então Elias disse a todo o povo: “Aproximem-se de mim”. O povo aproximou-se, e Elias reparou o altar do Senhor, que estava em ruínas.

31 Depois apanhou doze pedras, uma para cada tribo dos descendentes de Jacó, a quem a palavra do Senhor tinha sido dirigida, dizendo-lhe: “Seu nome será Israel”.

32 Com as pedras construiu um altar em honra ao nome do Senhor e cavou ao redor do altar uma valeta na qual poderiam ser semeadas duas medidas de sementes.

33 Depois arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre a lenha. Então lhes disse: “Encham de água quatro jarras grandes e derramem-na sobre o holocausto e sobre a lenha”.

34 “Façam-no novamente”, disse, e eles o fizeram de novo. “Façam-no pela terceira vez”, ordenou, e eles o fizeram pela terceira vez.

35 A água escorria do altar, chegando a encher a valeta.

36 À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente do altar e orou: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua.

37 Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti.

38 Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta.

39 Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”

40 Então Elias ordenou-lhes: “Prendam os profetas de Baal. Não deixem nenhum escapar!” Eles os prenderam, e Elias os fez descer ao riacho de Quisom e lá os matou.

1 Reis 18.41 – 46: O retorno da chuva

41 E Elias disse a Acabe: “Vá comer e beber, pois já ouço o barulho de chuva pesada”.

42 Então Acabe foi comer e beber, mas Elias subiu até o alto do Carmelo, dobrou-se até o chão e pôs o rosto entre os joelhos.

43 “Vá e olhe na direção do mar”, disse ao seu servo. E ele foi e olhou. “Não há nada lá”, disse ele. Sete vezes Elias mandou: “Volte para ver”.

44 Na sétima vez o servo disse: “Uma nuvem tão pequena quanto a mão de um homem está se levantando do mar”. Então Elias disse: “Vá dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desça, antes que a chuva o impeça”.

45 Enquanto isso, nuvens escuras apareceram no céu, começou a ventar e a chover forte, e Acabe partiu de carro para Jezreel.

46 O poder do Senhor veio sobre Elias, e ele, prendendo a capa com o cinto, correu à frente de Acabe por todo o caminho até Jezreel.

 

Referências:

Constable, T. L. (1985). 1 Kings. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 527). Wheaton, IL: Victor Books.

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