1 Reis 3 Estudo: A Oração de Salomão e a Resposta de Deus

O mais importante (popular ou maior) lugar alto ficava em Gibeom, a cerca de oito quilômetros ao norte de Jerusalém, no território de Benjamim. Lá, Salomão fez um grande sacrifício ao Senhor (1 Reis 3:4–5). Em resposta, naquela mesma noite o Senhor se revelou ao rei em um sonho.

Tais revelações não eram incomuns no antigo Israel (cf. Gn 28:10-15;37: 5-7; etc.). Deus convidou Salomão para pedir o que quisesse. Parece haver uma relação de causa e efeito entre a generosidade amorosa de Salomão em fazer sua oferta ao Senhor e a generosidade amorosa de Deus ao fazer essa oferta.

Salomão reconheceu que a bondade de Deus para com Davi se deveu à fidelidade de seu pai a Deus, que se manifestou em ações justas e atitudes sinceras de coração. O rei também reconheceu sua própria imaturidade e necessidade da sabedoria de Deus. Salomão tinha cerca de 20 anos quando assumiu o trono.

Dependente

Ao se chamar de criança, ele admitia sua inexperiência (cf. 1Cr 22:5; 29:1). Salomão estava preocupado se ele seria capaz de atuar efetivamente como rei de Yahweh. Sua responsabilidade como líder e juiz do povo de Deus pesou sobre ele.

Então ele pediu um coração perspicaz (lit., “um coração que ouve”) sintonizado com a voz de Deus para que ele pudesse liderar Israel como Deus desejaria que a nação fosse liderada. Ele reconheceu sua dependência do Senhor referindo-se a si mesmo como servo de Deus (1 Reis 3: 7-8).

Salomão colocou o bem do povo de Deus acima de sua paz pessoal ou prosperidade, e acima de qualquer desejo de se tornar um rei poderoso e popular (1 Reis 3:10-14). Seus valores estavam no lugar certo da perspectiva de Deus. Portanto, Deus prometeu dar a ele o que ele pediu.

Um coração sábio

Ele possuiria um coração sábio (v. 12) e seria capaz de discernir e fazer julgamentos justos (v. 11). Desde que Salomão buscou o que era mais importante, Deus também prometeu dar a ele o que era de importância secundária, riquezas e honra, para capacitá-lo ainda mais a governar o povo de Deus efetivamente.

Salomão seria o rei mais rico e mais honrado de sua época. Se Salomão permanecesse fiel para perseguir a vontade de Deus, obedecendo à Lei de Moisés, Deus prometeu que também viveria uma vida longa.

Como é frequentemente o caso, uma bênção de Deus atraiu a pessoa abençoada para um relacionamento mais próximo com Ele mesmo. Inspirado por essa revelação, Salomão voltou-se do alto e seguiu para o lugar de adoração divinamente designado, o tabernáculo.

Ele não entrou no lugar mais sagrado; somente o sumo sacerdote podia entrar ali uma vez por ano (Levítico 16). Porém o rei estava em pé diante da arca do pacto do Senhor, fora do tabernáculo voltado para a arca.

As ofertas queimadas expressavam a completa dedicação de si a Deus e as ofertas de comunhão simbolizavam a comunhão que as pessoas podem desfrutar com Deus e com os outros por meio da graça de Deus. A festa de Salomão expressou sua alegria e gratidão aos membros de sua corte. (1)

Esboço de 1 Reis 3:

3.1 – 4: O casamento de Salomão

3.5 – 15: A oração de Salomão e a resposta de Deus

3.16 – 28: Demonstração de sabedoria

 

1 Reis 3.1 – 4: O casamento de Salomão

1 Salomão aliou-se ao faraó, rei do Egito, casando-se com a filha dele. Ele a trouxe à Cidade de Davi até terminar a construção do seu palácio e do templo do Senhor, e do muro em torno de Jerusalém.

2 O povo, porém, sacrificava nos lugares sagrados, pois ainda não tinha sido construído um templo em honra ao nome do Senhor.

3 Salomão amava o Senhor, o que demonstrava andando de acordo com os decretos do seu pai Davi; mas oferecia sacrifícios e queimava incenso nos lugares sagrados.

4 O rei Salomão foi a Gibeom para oferecer sacrifícios, pois ali ficava o principal lugar sagrado, e ofereceu naquele altar mil holocaustos.

1 Reis 3.5 – 15: A oração de Salomão e a resposta de Deus

5 Em Gibeom o Senhor apareceu a Salomão num sonho, à noite, e lhe disse: “Peça-me o que quiser, e eu lhe darei”.

6 Salomão respondeu: Tu foste muito bondoso para com o teu servo, o meu pai Davi, pois ele foi fiel a ti, e foi justo e reto de coração. Tu mantiveste grande bondade para com ele e lhe deste um filho que hoje se assenta no seu trono.

7 Agora, Senhor, meu Deus, fizeste o teu servo reinar em lugar de meu pai Davi. Mas eu não passo de um jovem e não sei o que fazer.

8 Teu servo está aqui entre o povo que escolheste, um povo tão grande que nem se pode contar.

9 Dá, pois, ao teu servo um coração cheio de discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem e o mal. Pois, quem pode governar este teu grande povo?

10 O pedido que Salomão fez agradou ao Senhor.

11 Por isso Deus lhe disse: Já que você pediu isso e não uma vida longa nem riqueza, nem pediu a morte dos seus inimigos, mas discernimento para ministrar a justiça,

12 farei o que você pediu. Eu lhe darei um coração sábio e capaz de discernir, de modo que nunca houve nem haverá ninguém como você.

13 Também lhe darei o que você não pediu: riquezas e fama, de forma que não haverá rei igual a você durante toda a sua vida.

14 E, se você andar nos meus caminhos e obedecer aos meus decretos e aos meus mandamentos, como o seu pai Davi, eu prolongarei a sua vida.

15 Então Salomão acordou e percebeu que tinha sido um sonho. A seguir voltou a Jerusalém, pôs-se perante a arca da aliança do Senhor, sacrificou holocaustos e apresentou ofertas de comunhão. Depois ofereceu um banquete a toda a sua corte.

1 Reis 3.16 – 28: Demonstração de sabedoria

16 Certo dia duas prostitutas compareceram diante do rei.

17 Uma delas disse: Ah meu senhor! Esta mulher mora comigo na mesma casa. Eu dei à luz um filho e ela estava comigo na casa.

18 Três dias depois de nascer o meu filho, esta mulher também deu à luz um filho. Estávamos sozinhas; não havia mais ninguém na casa.

19 Certa noite esta mulher se deitou sobre o seu filho, e ele morreu.

20 Então ela se levantou no meio da noite e pegou o meu filho enquanto eu, tua serva, dormia, e o pôs ao seu lado. E pôs o filho dela, morto, ao meu lado.

21 Ao levantar-me de madrugada para amamentar o meu filho, ele estava morto. Mas quando olhei bem para ele de manhã, vi que não era o filho que eu dera à luz.

22 A outra mulher disse: “Não! O que está vivo é meu filho; o morto é seu”. Mas a primeira insistia: “Não! O morto é seu; o vivo é meu”. Assim elas discutiram dian­te do rei.

23 O rei disse: “Esta afirma: “Meu filho está vivo, e o seu filho está morto”, enquanto aquela diz: “Não! Seu filho está morto, e o meu está vivo””.

24 Então o rei ordenou: “Tragam-me uma espada”. Trouxeram-lhe.

25 Ele ordenou: “Cortem a criança viva ao meio e dêem metade a uma e metade à outra”.

26 A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: “Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela! Não a mate!” A outra, porém, disse: “Não será nem minha nem sua. Cortem-na ao meio!”

27 Então o rei deu o seu veredicto: “Não matem a criança! Dêem-na à primeira mulher. Ela é a mãe”.

28 Quando todo o Israel ouviu o veredicto do rei, passou a respeitá-lo profundamente, pois viu que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça.

 

Referências:

Constable, T. L. (1985). 1 Kings. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 494–495). Wheaton, IL: Victor Books.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here