Início Bíblia de Estudo Online 1 Tessalonicenses 2 Estudo: Enfrentando a Adversidade

1 Tessalonicenses 2 Estudo: Enfrentando a Adversidade

1 Tessalonicense - Bíblia de Estudo Online

Em 1 Tessalonicenses 2, Paulo relata aos irmãos as suas lutas e tribulações na pregação do Evangelho de Jesus. Sua intenção ao fazê-lo não é a ganância ou o desejo de glória pessoal, mas sim cumprir sua vocação e agradar a Deus, que os chamou.

Paulo faz questão de destacar que não foi um peso para a igreja. Não permitiu que a ganância o dominasse e trabalhou noite e dia para não sobrecarregar os humildes irmãos de Tessalônica.

Ao saber que os Tessalonicenses estão enfrentando oposição, Paulo os encoraja a perseverar. Ele relata como o exemplo deles tem sido importante para o crescimento da fé de outras igrejas e do Reino de Deus.

Ele encerra dizendo o quanto gostaria de visitá-los. Paulo sentia prazer em estar com irmãos e fazer parte do dia-a-dia da igreja.

Esboço de 1 Tessalonicenses 2:

1 Tessalonicenses 2.1 – 6: Anunciando o Evangelho em meio a adversidade

1 Tessalonicenses 2.7 – 13: O trabalho de Paulo entre os Tessalonicenses

1 Tessalonicenses 2.14 – 16: O sofrimento dos Tessalonicenses

1 Tessalonicenses 2.17 – 20: Paulo deseja visitar os irmãos

 

Sucesso no Ministério

“Irmãos, vocês mesmos sabem que a visita que lhes fizemos não foi inútil. Apesar de termos sido maltratados e insultados em Filipos, como vocês sabem, com a ajuda de nosso Deus tivemos coragem de anunciar-lhes o evangelho de Deus, em meio a muita luta”. (1 Tessalonicenses 2:1,2)

Temos aqui um relato da forma de pregação de Paulo, e sua reflexão confortável em relação à sua entrada no meio dos Tessalonicenses.

Como ele tinha o testemunho da sua própria consciência acerca da sua integridade, assim ele podia apelar aos Tessalonicenses com respeito a quão fielmente ele, Silas e Timóteo, seus auxiliares no trabalho do Senhor, tinham exercido seu trabalho.

Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis… a nossa entrada para convosco. É um grande consolo para um ministro ter sua própria consciência e a consciência de outros testemunhando por ele de que ele tinha começado bem, com bons intentos e com bons princípios. E que sua pregação não foi vã.

O apóstolo aqui encontra consolo, ou no sucesso de seu ministério, de que não era infrutífero ou em vão (de acordo com a nossa tradução), ou, como alguns entendem, refletindo sobre a sinceridade da sua pregação, de que não foi em vão ou vazia, ou enganosa e ilusória.

O assunto da pregação do apóstolo não era uma especulação vã e ineficiente acerca de sutilezas e questões frívolas, mas verdades sólidas e confiáveis, do tipo que trariam benefícios para os seus ouvintes. Esse é um bom exemplo a ser imitado por todos os ministros do evangelho.

Pregação Proveitosa

Certamente a pregação do apóstolo não foi vã e enganosa. Ele podia dizer a esses Tessalonicenses o que havia dito aos Coríntios (1 Coríntios 4.2). Rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus.

Ele não tinha um intento desonesto ou mundano em sua pregação. Por isso, o apóstolo os lembra do seguinte: Ele esteve no meio deles com coragem e determinação.

O apóstolo foi inspirado com uma ousadia santa e não se deixou desanimar com as tribulações diante dele ou com a oposição imposta a ele.

Ele tinha sido maltratado em Filipos, como esses Tessalonicenses bem sabiam. Ele e Silas tinham sido tratados de maneira vergonhosa, onde seus pés foram colocados no tronco.

Mas após serem colocados em liberdade, seguiram para Tessalônica e pregaram o evangelho com muita ousadia. O sofrimento por uma boa causa deveria nos estimular em vez de nos enfraquecer.

O Estímulo do Sofrimento

“Pois nossa exortação não tem origem no erro nem em motivos impuros, nem temos intenção de enganá-los”. (1 Tessalonicenses 2:3)

O evangelho de Cristo, quando primeiro foi espalhado no mundo, encontrou muita oposição; e aqueles que o pregavam, o pregavam com grande combate, com grande agonia, o que indicava, ou a luta do apóstolo na pregação a eles, ou a luta deles contra a oposição com a qual deparavam.

Esse era o consolo de Paulo: ele não se sentia intimidado em seu trabalho, nem afugentado por ele. Ele esteve no meio deles com grande simplicidade e sinceridade devota.

Isso, sem dúvida, era o aspecto de maior consolo para o apóstolo – a percepção de sua própria sinceridade; e isso foi um dos motivos do seu sucesso. Ele pregava o evangelho sincero e incorrupto e os exortava a crer e obedecer.

Seu intento não era estabelecer uma facção ou atrair as pessoas para um partido, mas promover uma religião pura e imaculada para com Deus, o Pai.

O evangelho que ele pregava era sem engano; ele era verdadeiro e fiel. Esse evangelho não era falacioso, nem uma fábula artificialmente composta.

Ele também não era impuro. Seu evangelho era puro e santo, digno do seu autor santo. Ele cuidava para desencorajar toda forma de impureza. A palavra de Deus é pura.

Não deveria haver nada corrompido nela; e, como a exortação do apóstolo era verdadeira e pura, a maneira do seu falar era sem fraude.

Ele não fingia uma coisa e intentava outra. Ele cria por isso, falava (veja 2 Coríntios 4.13). Ele não tinha objetivos e visões desonestos e seculares, mas era o que aparentava ser.

O apóstolo não somente reivindica sua sinceridade, mas acrescenta os motivos e evidências dela.

Quais os Motivos?

“Pelo contrário, como homens aprovados por Deus, a ponto de nos ter sido confiado por ele o evangelho, não falamos para agradar a pessoas, mas a Deus, que prova os nossos corações”. (1 Tessalonicenses 2:4)

Eles eram mordomos, a quem o evangelho foi confiado: e exige-se que um mordomo seja fiel. O evangelho que Paulo pregava não era dele, mas o evangelho de Deus.

Os ministros têm um grande benefício mostrado a eles, e uma honra colocada sobre eles, e uma confiança depositada neles.

Eles não devem ousar corromper a Palavra de Deus: eles devem diligentemente fazer uso daquilo que foi confiado a eles, de acordo com a permissão e ordem de Deus, sabendo que serão chamados para prestar contas, quando não forem mais mordomos. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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