Bíblia de Estudo Online

1 Timóteo 1 Estudo: Cuidado com os Falsos Mestres

Em 1 Timóteo 1, Paulo começa a alertar seu filho na fé, contra os falsos mestres que estavam levantando-se em ÉfesoEle faz questão de deixar clara a sua intenção e dá ao jovem pastor, conselhos práticos para que a saúde da igreja seja preservada.

Os falsos mestres mais uma vez utilizavam parte da lei, como argumento de seus ensinamentos, tal como aconteceu com os GálatasPaulo ensina que a lei é boa, se usada legitimamente, no entanto, o Evangelho de Jesus  é superior e a única forma de redenção e transformação do ser humano. 

Ele ratifica isso citando o seu próprio exemplo, colocando a si mesmo como o pior dos pecadores, que foi alcançado por essa graça de Deus.

Esboço de 1 Timóteo 1:

1 Timóteo 1.1 – 7: Saudação e exortação contra falsos mestres

1 Timóteo 1.8 – 10: A Lei é boa, se usada legitimamente

1 Timóteo 1.11 – 17: A graça de Deus sobre Paulo

1 Timóteo 1.18 – 20: Recomendações finais

 

Instrução de Amor

“O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera”. (1 Timóteo 1.5)

O âmbito e o desígnio principal da lei divina devem nos comprometer com o amor de Deus e uns aos outros; e qualquer coisa que tende a enfraquecer nosso amor a Deus ou aos irmãos tende a derrotar a finalidade do mandamento.

E certamente o evangelho, que nos exorta a amar nossos inimigos, de fazer bem àqueles que nos odeiam (Mateus 5.44), não intenta deixar de lado ou substituir um mandamento cujo fim é o amor.

Por outro lado, lemos que mesmo tendo todos os benefícios, se nos faltasse a caridade, seríamos como o metal que soa ou como o sino que tine (1 Coríntios 13.1). Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João 13.35).

Esses, portanto, que se vangloriavam do seu conhecimento da lei, mas a usavam somente como um pretexto para o transtorno que davam à pregação do evangelho (com a escusa de zelo pela lei, dividindo a igreja e confundindo-a).

Anularam aquilo que era o fim maior do mandamento, que é o amor, amor de um coração puro, um coração purificado pela fé, purificado de sentimentos corrompidos.

Para conservar o amor santo, nosso coração deve ser purificado de todo amor pecaminoso; nosso amor deve originar-se de uma boa consciência, mantida sem ofensa.

Cumprem o propósito do mandamento aqueles que são cuidadosos em manter uma boa consciência em relação a uma verdadeira crença da verdade da Palavra de Deus que a prescreve, aqui chamada de fé não fingida.

Temos aqui os aspectos concomitantes dessa caridade graciosa, eles são três:

  1. Um coração puro;
  2. Uma boa consciência;
  3. A fé não fingida.

Em um coração puro o amor deve estar estabelecido e de lá florescer. Uma boa consciência, na qual nos devemos exercitar diariamente, não só para alcançá-la, mas para mantê-la (At 14.26). A fé não fingida também deve acompanhar o amor, porque é um amor não fingido.

A fé que opera por meio do amor deve ser da mesma natureza, genuína e sincera. Ora, alguns que se estabeleceram como mestres da lei se desviaram do objetivo maior do mandamento.

Eles se estabeleceram como mestres, mas tinham a pretensão de ensinar ao outro o que eles mesmos não compreendiam. Não devemos estranhar se a igreja atual é corrompida por esses mestres, porque isso já ocorreu desde o início da sua existência.

Quando pessoas, especialmente ministros, se desviam da grande lei da caridade – o fim do mandamento, eles se envolvem em contendas vãs.

Quando um homem erra seu fim e escopo, não é de admirar que cada um dos seus passos esteja fora do caminho. Contenda, espelhação a tudo que é bom, e é muito perniciosa.

E, mesmo assim, a religião de muitas pessoas consiste basicamente na vã contenda. Esses que estão envolvidos em muita contenda vã são aficionados e ambiciosos para serem mestres de outros; eles desejam o ofício de mestre.

É muito comum pessoas intrometerem-se no ofício do ministério quando são muito ignorantes em relação às coisas que vão falar: elas não entendem o que dizem.

Será que podem edificar os seus ouvintes por meio dessa ignorância erudita?

O Uso da Lei

“Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada”. (1 Timóteo 1.8)

A lei é boa, se alguém dela usa legitimamente. Os judeus usavam-na como um mecanismo para dividir a igreja, um disfarce para a oposição maligna que faziam ao evangelho de Cristo; eles a armaram para a justificação, e, assim, a usaram de maneira ilegítima.

Não devemos, portanto, pensar em deixá-la de lado, mas usá-la de maneira legítima, para a coibição do pecado.

O abuso que alguns fizeram da lei não elimina o uso dela; mas, quando uma ordem divina é abusada, tire o abuso e use-a de maneira certa, porque a lei continua sendo muito útil como regra de vida.

Embora não estejamos mais debaixo dela como se estivéssemos debaixo de um pacto de obras, mesmo assim ela é boa para nos ensinar o que é pecado e o que é obrigação.

Ela não é feita para um homem justo, isto é, ela não é feita para aqueles que a observam. Porque, se pudéssemos guardar a lei, a justiça seria pela lei (Gálatas 13.21).

Mas ela é feita para pessoas más, para refreá-las, para controlá-las e para impedir o vício e a profanação. E a graça de Deus que muda o coração das pessoas.

Os Terrores da Lei

“Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina”. (1 Timóteo 1:9,10)

Mas os terrores da lei podem ser úteis para amarrar suas mãos e refrear suas línguas. Uma pessoa justa não deseja essas restrições que são necessárias para os ímpios.

Ou, pelo menos, a lei não é feita primeiramente e principalmente para os justos, mas para os pecadores de todo tipo, em maior ou menor grau.

Nessa lista negra de pecadores, o apóstolo menciona de maneira específica as violações da segunda tábua, as obrigações que devemos ao nosso próximo.

Contra o quinto e sexto mandamentos: parricidas e matricidas, para os homicidas; contra o sétimo: os fornicadores e os sodomitas; contra o oitavo: os roubadores de homens; contra o nono: os mentirosos e os perjuros; e então termina seu relato dizendo: e para o que for contrário à sã doutrina.

Alguns entendem tudo isso como a instituição do poder no magistrado civil de fazer leis contra esses pecadores tão evidentes e ver essas leis sendo executadas. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.