Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

1 Timóteo 5 Estudo: Conselhos Pastorais

Em 1 Timóteo 5, Paulo orienta Timóteo no tratamento com os diversos públicos da igreja. Desde os anciãos até aos mais jovens, o apóstolo diz como o jovem pastor deve tratar.

Ele separa uma parte generosa do texto para orientar Timóteo no tratamento com as viúvas, deixando claro que elas não devem ser desamparadas.

Os pastores da igreja devem ser honrados com cuidado, por parte do rebanho e respeitado. Qualquer acusação não pode ser aceita contra eles, antes os requisitos da prova precisam ser cumpridos.

Paulo encerra com diversas recomendações a Timóteo, sobretudo de que ele e a congregação devem estar atentos a obedecer às suas palavras, pois elas são da parte de Deus.

Esboço de 1 Timóteo 5:

1 Timóteo 5.1 – 8: Conselhos pastorais a Timóteo

1 Timóteo 5.9 – 16: O cuidado com as viúvas

1 Timóteo 5.17 – 20: O tratamento com os dirigentes da congregação

1 Timóteo 5.21 – 25: Diversas recomendações a Timóteo

O Serviço dos Ministros

“Os que pecarem deverão ser repreendidos em público, para que os demais também temam. Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo”. (1 Timóteo 5:20,21)

Referentes ao apoio aos ministros. Precisamos tomar o cuidado para que eles sejam sustentados de maneira honrosa.

Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra (isto é, sustento dobrado, o dobro do que tinham ou o que outros têm), principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina, esses que são mais diligentes do que outros.

O presbitério governava, e os mesmos que governavam também trabalhavam na palavra e na doutrina. Eles não tinham alguém que pregasse a eles e outro que os governasse, mas a obra era feita pela mesma pessoa.

Alguns entendem que com a expressão presbíteros que governam bem, o apóstolo tem em mente anciãos (ou presbíteros) leigos, que estavam empenhados em governar, mas não em ensinar.

Que estavam empenhados com o governo da igreja, mas não interferiam na ministração da palavra e dos sacramentos. E eu confesso que esse é o texto mais claro das Escrituras que pode favorecer essa opinião.

Mas, parece um pouco estranho que meros presbíteros administradores deveriam ser considerados dignos de duplicada honra, quando o apóstolo preferia pregar a batizar, e também preferiria pregar a governar a igreja.

E é ainda mais estranho que o apóstolo não os mencione quando trata dos ministros da igreja. Mas, como foi aludido anteriormente, eles não tinham, na Igreja Primitiva, alguém para pregar e alguém para governar.

Mas governo e ensino eram realizados pelas mesmas pessoas, em que provavelmente alguns tenham trabalhado mais na palavra e doutrina do que outros.

O Trabalho dos Ministros

Ele consiste principalmente em duas coisas: governar bem e trabalhar na palavra e na doutrina. Essa era a tarefa principal dos anciãos ou presbíteros nos dias do apóstolo.

A devida honra àqueles que não eram ociosos, mas laboriosos nesse trabalho. Eles eram dignos de duplicada honra, estima e sustento. Ele cita as Escrituras para confirmar essa ordem quanto ao sustento dos ministros que podemos achar estranho.

Mas isso mostra a importância que havia em muitas das leis de Moisés, e especialmente na seguinte: Não atarás a boca ao boi, quando trilhar (Deuteronômio 25.4).

Os animais que eram usados para trilhar o grão (porque essa era a maneira de fazê-lo em vez de malhá-lo) podiam alimentar-se enquanto trabalhavam; assim, quanto mais trabalhavam mais alimento recebiam.

Portanto, os presbíteros que trabalham na palavra e na doutrina devem ser bem providos: porque digno é o operário do seu alimento (Mateus 10.10), e existem todos os motivos do mundo para que ele o receba.

Podemos aprender o seguinte: Deus, tanto debaixo da lei, quanto agora debaixo do evangelho, cuidou para que seus ministros fossem bem providos.

Se Deus cuida de bois, será que não cuidará dos seus próprios servos?

O boi somente trilha o trigo do qual fazem o pão que perece. Mas os ministros quebram o pão da vida que dura para sempre. A subsistência confortável dos ministros: como é a designação de Deus de que aqueles que pregam o evangelho devem viver do evangelho (1 Coríntios 9.14).

Assim é ajusta obrigação deles, tanto quanto a recompensa do operário. Aqueles que deixam os ministros passar fome, ou não proveem devidamente por eles, serão cobrados no devido tempo. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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