Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

1 Timóteo 6 Estudo: A Melhor Fonte de Lucro

Em 1 Timóteo 6, Paulo aborda mais uma vez o tema da escravidão. Ele orienta aos escravos cristãos que sirvam bem, a despeito de toda a injustiça sofrida, assim como José no Egito ou Daniel na Babilônia (Ver Daniel na Cova dos Leões).

Se alguém não quiser aceitar suas recomendações, este não tem parte com Jesus e é desobediente. Sobre estes ele fala claramente. O valor da piedade excede ao da ansiedade e da ganância. Com isso, ele ensina que devemos estar satisfeitos e gratos tendo o necessário para viver de forma digna.

Aos ricos deste mundo ele orienta que sejam ricos para com Deus. Que se encham de boas obras e sejam generosos.

Esboço de 1 Timóteo 6:

1 Timóteo 6.1,2: O dever dos escravos

1 Timóteo 6.3,4: Aos desobedientes

1 Timóteo 6.5 – 10: A piedade é grande fonte de lucro

1 Timóteo 6.11 – 16: Guardando a justiça de Deus

1 Timóteo 6.17 – 21: Orientações para os ricos

 

O Dever dos Servos

“De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos”. (1 Timóteo 6.6 -8)

O apóstolo tinha falado anteriormente acerca dos relacionamentos na igreja; aqui ele trata dos relacionamentos na família. Lemos que os servos estão debaixo do jugo, o que denota sujeição e trabalho.

Eles são subjugados para trabalhar, não para andar ociosos. Se os servos estão debaixo de jugo, o cristianismo não deve mudar isso; porque o evangelho não cancela as obrigações da lei da natureza ou do consentimento mútuo.

Eles devem respeitar seus senhores, estimá-los por dignos de toda a honra (porque são seus senhores), com todo respeito, observância e obediência, que se espera legitimamente dos servos em relação aos seus senhores.

Não que deveriam pensar deles o que não eram; mas como seus senhores, eles deveriam considerá-los dignos de toda honra, para que o nome de Deus não seja blasfemado.

Se os servos que aceitaram a religião cristã se tornassem insolentes e desobedientes para com seus senhores, a doutrina de Cristo seria prejudicada, como se tornasse os homens piores do que eram antes de receber o evangelho.

Se os adeptos da religião se portam mal, o nome de Deus e a doutrina estão em perigo de ser blasfemados por aqueles que buscam uma oportunidade para blasfemar do bom nome que sobre nós foi invocado (veja Tiago 2.7).

E essa é uma boa razão para nos conduzirmos bem, e assim impedirmos a oportunidade que muitos procuram para falar mal da religião cristã.

Ou, suponha que o senhor e o servo sejam cristãos, será que isso não desculparia o servo, uma vez que em Cristo não há servo nem livre?

Não, de forma alguma, porque Jesus Cristo não veio para desfazer o vínculo da relação civil, mas, sim, fortalecê-la: os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos.

Porque essa fraternidade está relacionada somente aos privilégios espirituais, e não a alguma dignidade ou vantagem exterior (há uma má interpretação e um abuso contra a religião cristã quando usam essa desculpa como pretexto para deixar de cumprir seus deveres em relação aos seus senhores).

Antes, os sirvam melhor, porque eles são crentes e amados. Eles devem se sentir ainda mais obrigados a servi-los por causa da fé e do amor que se requer de cristãos em fazer o bem; é nisso que consiste o seu serviço.

É um grande encorajamento realizar nosso dever aos nossos familiares se temos motivos para pensar que são crentes e amados, que participam do benefício, isto é, do benefício do cristianismo.

Repetindo: Senhores e servos crentes são irmãos e participantes do benefício; porque em Cristo Jesus não há nem servo nem livre, porque todos vocês são um em Cristo Jesus (Gálatas 3.28).

Timóteo é designado para ensinar e exortar isto. Os ministros devem pregar não somente os deveres gerais de todos, mas também os deveres dos relacionamentos específicos. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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