No livro de 2 Crônicas, Esdras o escriba nos mostra como o foi o reinado dos descendentes de Davi. Com isso, o livro de 2 Crônicas começa contando como foi o governo de Salomão até a ruína de Judá e Jerusalém, como consequência do cativeiro.

O grande objetivo de Esdras é mostrar o destino de Judá, o Reino do Sul, o qual ele considera essencial para a história da redenção.

Durante o livro, vemos que quando os líderes se desviam a maioria do povo segue seu caminho. Isto gerou muitas discrepâncias na espiritualidade do povo de Deus, que teve sua identidade comprometida, por causa disso.

Como vimos em 1 Crônicas, o objetivo de Esdras é mostrar aos expatriados judeus, quais são as promessas de Deus para eles e a redenção final que está preparada.

Esdras espera que estas palavras sirvam de ânimo e exemplo ao povo, que está se esforçando para se reger na história.

Capítulos de 2 Crônicas:

Capítulo 1: A Oração de Salomão

Capítulo 2: O Pedido de Salomão a Hirão

Capítulo 3: O Templo de Salomão

Capítulo 4: Templo de Salomão – Utensílios

Capítulo 5: Templo de Salomão – A Glória de Deus

Capítulo 6: Templo de Salomão – A Oração

Capítulo 7: Resposta de Deus a Salomão

Capítulo 8: A Administração de Salomão

Capítulo 9: O Esplendor de Salomão

Capítulo 10: A Tolice de Roboão

Capítulo 11: Administração de Roboão

Capítulo 12: As Marcas da Vergonha

Capítulo 13: Abias é Nomeado Rei de Judá

Capítulo 14: O Reinado de Asa

Capítulo 15: Coração Dedicado

Capítulo 16: O Pecado de Asa

Capítulo 17: O Reinado de Josafá

Capítulo 18: Aliança Entre Josafá e Acabe

Capítulo 19: O Senhor Repreende Josafá

Capítulo 20: A Oração de Josafá

Capítulo 21: O Reinado de Jeorão

Capítulo 22: O Reinado de Acazias

Capítulo 23: Joás é Coroado Rei

Capítulo 24: A Morte de Joás

Capítulo 25: O Reinado de Amazias

Capítulo 26: O Reinado de Uzias

Capítulo 27: O Reinado de Jotão

Capítulo 28: O Reinado de Acaz

Capítulo 29: O Reinado de Ezequias

Capítulo 30: Convite Para a Páscoa

Capítulo 31: A Obediência de Ezequias

Capítulo 32: Maior é o Que Está Conosco

Capítulo 33: O Reinado de Manassés

Capítulo 34: O Reinado de Josias

Capítulo 35: Josias Prepara a Páscoa

Capítulo 36: A Ruína de Judá e Jerusalém

 

O Livro de 2 Crônicas

Este livro começa com o reinado de Salomão e a edificação do templo, e dá continuidade à história dos reis de Judá desde então até o cativeiro, e conclui com a queda desta ilustre monarquia e com a destruição do templo.

Esta monarquia da casa de Davi, assim como foi anterior no tempo, também foi superior no valor e dignidade a todas as quatro monarquias renomadas com as quais Nabucodonosor sonhou.

Considero que a monarquia babilónica começou no próprio Nabucodonosor – Tu és a cabeça de ouro, e que durou por volta de apenas setenta anos; a monarquia persa, em várias famílias, cerca de 130 anos; a monarquia grega, em suas diversas ramificações, cerca de 300; e mais -300 se passaram com os romanos.

A Monarquia de Davi

Mas eu considero Davi um herói maior do que qualquer um dos fundadores destas monarquias, e Salomão um príncipe mais majestoso do que qualquer daqueles que eram as glórias deles.

Assim a sucessão acompanhou uma descendência linear por toda a monarquia, que continuou considerável entre 400 e 500 anos, e, depois de um longo eclipse, brilhou novamente no reino do Messias; o aumento do seu governo e paz não terá fim.

Esta história da monarquia judaica é mais autêntica, e também mais divertida e mais instrutiva do que as histórias de qualquer uma daquelas monarquias.

Já tivemos antes a história da casa de Davi, no primeiro e no segundo livro dos Reis, misturada com a história dos reis de Israel, e ali teve mais espaço do que a história de Judá; mas aqui a temos inteira.

Muitas coisas são repetidas aqui, do que já tivemos anteriormente; porém muitas das passagens da história são ampliadas, e diversas coisas são acrescentadas, dentre aquilo que não tivemos anteriormente, especialmente as coisas relativas aos assuntos da religião.

Porque ela é uma história da igreja, e é escrita para o nosso aprendizado, para fazer com que as nações e as famílias saibam que há uma ocasião, e somente naquela ocasião podem esperar prosperar: quando se mantiverem no caminho do seu dever para com Deus.

Porque desde o início os bons reis prosperaram e os reis ímpios sofreram. Assim em 2 Crônicas temos:

1. o reinado pacífico de Salomão (cap. 1-9);

2. o reinado corrupto de Roboão (cap. 10-11);

3. o curto, mas ativo, reinado de Abias (cap. 13);

4. o longo e feliz reinado de Asa (cap. 14-16);

5. o reinado piedoso e próspero de Josafá (cap. 17-20);

6. os remados ímpios e infames de Jeorão e Acazias (cap. 21,22);

7. os reinados instáveis de Joás e Amazias (cap. 24,25);

8. o longo e próspero reinado de Uzias (cap. 26);

9. o reinado regular de Jotão (cap. 27);

10. o reinado profano e ímpio de Acaz (cap. 28);

11. o reinado bondoso e glorioso de Ezequias (cap. 29-32), os reinados ímpios de Manassés e Amom (cap. 33);

12. o reinado reformador de Josias (cap. 34,35), e os reinados destruidores de seus filhos, cap. 36.

Coloque todos eles juntos, e a veracidade da Palavra de Deus se manifestará: Aqueles que me honrarem eu honrarei, mas desprezarei aqueles que me desprezarem.

O estudioso Sr. Whiston, em sua cronologia, sugere que os livros históricos que foram escritos depois do cativeiro (ou seja, os dois livros de Crônicas, Esdras e Neemias) têm mais erros em nomes e números do que todos os livros do Antigo Testamento, pelo descuido dos transcritores.

Mas, mesmo que alguns pequenos equívocos tenham realmente acontecido, seriam tão insignificantes que podemos permanecer confiantes de que, apesar disso, o fundamento de Deus permanece firme. (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester) 

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