2 Reis 25 Estudo: Jerusalém é Invadida Pela Babilônia

Em janeiro de 588 a.C. Nabucodonosor novamente invadiu e sitiou Jerusalém (no décimo mês do nono ano de Zedequias). O cerco foi levantado brevemente quando o Egito atacou Nabucodonosor (Jeremias 37:5), mas os babilônios derrotaram facilmente o aliado de Judá e retomaram o cerco (2 Reis 25:1–3). Os habitantes de Jerusalém sofreram as consequências desse cerco prolongado: fome e medo.

Finalmente os babilônios atravessaram o muro de Jerusalém. Isso foi em 16 de julho de 586 a.C., o quarto mês do 11º ano de Zedequias (2 Reis 25:4–7). Os poucos soldados restantes (ver 24:16) fugiram durante a noite através de um portão em uma seção da parede onde era o dobro.

Eles se dirigiram para o leste em direção ao Arabá (o Vale do Jordão), mas foram encontrados e capturados perto de Jericó. Zedequias fugiu da cidade com os soldados (Jr 39:4) e também foi capturado. Ele foi levado para a sede do campo de Nabucodonosor em Ribla (cf. 2 Reis 23:33) no rio Orontes, ao norte de Damasco.

Nabucodonosor matou os filhos de Zedequias (para cortar os herdeiros do trono) diante de seus olhos, depois o cegou (para tornar a rebelião praticamente impossível; ver Ezequiel 12:3), colocou-o em algemas e o transportou para Babilônia (cf. Jeremias 32:4; 34: 1–3;39). (1)

Esboço de 2 Reis 25:

25.1 – 7: Jerusalém é invadida pela Babilônia

25.8 – 21: A destruição de Jerusalém

25.22 – 30: Confusão e dispersão 

 

2 Reis 25.1 – 7: Jerusalém é invadida pela Babilônia

1 Então, no nono ano do reinado de Zedequias, no décimo dia do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia, marchou contra Jerusalém com todo o seu exército. Ele acampou em frente da cidade e construiu rampas de ataque ao redor dela.

2 A cidade foi mantida sob cerco até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias.

3 No nono dia do quarto mês, a fome na cidade havia se tornado tão rigorosa que não havia nada para o povo comer.

4 Então o muro da cidade foi rompido, e todos os soldados fugiram de noite pela porta entre os dois muros próximos ao jardim do rei, embora os babilônios estivessem em torno da cidade. Fugiram na direção da Arabá,

5 mas o exército babilônio perseguiu o rei e o alcançou nas planícies de Jericó. Todos os seus soldados o abandonaram,

6 e ele foi capturado. Foi levado ao rei da Babilônia, em Ribla, onde pronunciaram a sentença contra ele.

7 Executaram os filhos de Zedequias na sua frente, furaram os seus olhos, prenderam-no com algemas de bronze e o levaram para a Babilônia.

2 Reis 25.8 – 21: A destruição de Jerusalém

8 No sétimo dia do quinto mês do décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã, comandante da guarda imperial, conselheiro do rei da Babilônia, foi a Jerusalém.

9 Incendiou o templo do Senhor, o palácio real, todas as casas de Jerusalém e todos os edifícios importantes.

10 Todo o exército babilônio que acom­panhava Nebuzaradã derrubou os muros de Jerusalém.

11 E ele levou para o exílio o povo que sobrou na cidade, os que passaram para o lado do rei da Babilônia e o restante da população.

12 Mas o comandante deixou para trás alguns dos mais pobres do país, para trabalharem nas vinhas e nos campos.

13 Os babilônios destruíram as colunas de bronze, os suportes e o tanque de bronze que estavam no templo do Senhor, e levaram o bronze para a Babilônia.

14 Tam­bém levaram as panelas, as pás, os cortadores de pavio, as vasilhas e todos os utensílios de bronze utilizados no serviço do templo.

15 O comandante da guarda imperial levou os incensários e as bacias de aspersão, tudo o que era feito de ouro puro ou de prata.

16 As duas colunas, o tanque e os suportes, que Salomão fizera para o templo do Senhor , eram mais do que podia ser pesado.

17 Cada coluna tinha oito metros e dez centímetros de altura. O capitel de bronze no alto de cada coluna tinha um metro e trinta e cinco centímetros de altura e era decorado com uma fileira de romãs de bronze ao redor.

18 O comandante da guarda levou como prisioneiros o sumo sacerdote Seraías, Sofonias, o segundo sacerdote, e os três guardas da porta.

19 Dos que ainda estavam na cidade, ele levou o oficial responsável pelos homens de combate e cinco conselheiros reais. Também levou o secretário, principal líder responsável pelo alistamento militar no país, e sessenta homens do povo.

20 O comandante Nebuzaradã levou todos ao rei da Babilônia, em Ribla.

21 Lá, em Ribla, na terra de Hamate, o rei mandou executá-los. Assim Judá foi para o exílio, para longe da sua terra.

2 Reis 25.22 – 30: Confusão e dispersão

22 Nabucodonosor, rei da Babilônia, nomeou Gedalias, filho de Aicam e neto de Safã, como governador do povo que havia sido deixado em Judá.

23 Quando Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho do netofatita Tanumete, e Jazanias, filho de um maacatita, todos os líderes do exército, souberam que o rei da Babilônia havia nomeado Gedalias como governador, eles e os seus soldados foram falar com Gedalias em Mispá.

24 Gedalias fez um juramento a esses líderes e a seus soldados, dizendo: “Não tenham medo dos oficiais babilônios. Estabeleçam-se nesta terra e sirvam o rei da Babilônia, e tudo lhes irá bem”.

25 Mas no sétimo mês, Ismael, filho de Netanias e neto de Elisama, que tinha sangue real, foi com dez homens e assassinou Gedalias e os judeus e os babilônios que estavam com ele em Mispá.

26 Então todo o povo, desde as crianças até ­os velhos, inclusive os líderes do exército, fugiram para o Egito, com medo dos babilônios.

27 No trigésimo sétimo ano do exílio de Joaquim, rei de Judá, no ano em que Evil-Merodaque se tornou rei da Babilônia, ele tirou Joaquim da prisão, no vigésimo sétimo dia do décimo segundo mês.

28 Ele o tratou com bondade e deu-lhe o lugar mais honrado entre os outros reis que estavam com ele na Babilônia.

29 Assim, Joaquim deixou suas vestes de prisão e pelo resto de sua vida comeu à mesa do rei.

30 E diariamente, enquanto viveu, Joaquim recebeu uma pensão do rei.

 

Referências:

Constable, T. L. (1985). 2 Kings. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 586–587). Wheaton, IL: Victor Books.

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