2 Reis 4 Estudo: Eliseu e os 5 Milagres

O local onde este incidente ocorreu não é declarado, mas provavelmente a viúva vivia em uma das cidades onde as escolas dos profetas estavam situadas, talvez Betel, Gilgal ou Jericó (2 Reis 4:1).

Como o profeta tinha uma esposa, fica claro que a companhia dos profetas não era um assentamento monástico (ou assentamentos) de celibatários. Esta viúva pediu ajuda a Eliseu em sua hora de necessidade.

Ela apelou para ele com base no fato de que seu marido havia sido fiel ao Senhor (ele reverenciava o Senhor). A tomada de meninos como escravos em pagamento de dívidas não era incomum no antigo Oriente Próximo.

Eliseu estava ansioso para ajudar a viúva. Seus milagres, em contraste com os de Elias, frequentemente envolviam atender às necessidades dos indivíduos. Seu pouco de óleo era azeite usado para comida e combustível. Eliseu disse a ela para coletar jarros vazios; eles seriam enchidos com o óleo que Deus proveria.

A da viúva pode ser “medida” pelo número de jarros que ela coletou em resposta às instruções do profeta. Fechar a porta forneceu privacidade para a tarefa de derramar o óleo. Nem todos foram para ver o milagre acontecer; somente a viúva e seus filhos, os beneficiários diretos da graça de Deus, deveriam vê-la.

Mas mais tarde ela provavelmente contou a todos os amigos sobre a provisão milagrosa de Deus. Deus forneceu óleo suficiente para encher todos os frascos que a mulher coletou, tudo o que ela sentiu que precisava.

Ela retornou a Eliseu com um relato do milagre e ele lhe disse para vender o óleo e pagar suas dívidas. Havia dinheiro suficiente para ela viver depois de todas as suas obrigações financeiras terem sido cumpridas. Eliseu é chamado de homem de Deus, termo usado por vários profetas em 1 e 2 Reis.

Esta história demonstra o cuidado de Deus por Seus fiéis que viviam em Israel apóstata neste momento. As viúvas eram sempre vulneráveis ​​e a viúva de um profeta teria sido ainda mais necessitada. No entanto, Deus milagrosamente se importou com esse crente fiel e dependente. (1)

Esboço de 2 Reis 4:

4.1 – 7: Deus multiplica o azeite da viúva

4.8 – 17: Eliseu e a Sunamita

4.18 – 37: Ressurreição do Filho da Sunamita

4.38 – 44: Primeira multiplicação de pães da história

 

2 Reis 4.1 – 7: Deus multiplica o azeite da viúva

1 Certo dia, a mulher de um dos discípulos dos profetas foi falar a Eliseu: “Teu servo, meu marido, morreu, e tu sabes que ele temia o Senhor. Mas agora veio um credor que está querendo levar meus dois filhos como escravos”.

2 Eliseu perguntou-lhe: “Como posso ajudá-la? Diga-me, o que você tem em casa?” E ela respondeu: “Tua serva não tem nada além de uma vasilha de azeite”.

3 Então disse Eliseu: Vá pedir emprestadas vasilhas a todos os vizinhos. Mas peça muitas.

4 Depois entre em casa com seus filhos e feche a porta. Derrame daquele azeite em cada vasilha e vá separando as que você for enchendo.

5 Depois disso ela foi embora, fechou-se em casa com seus filhos e começou a encher as vasilhas que eles lhe traziam.

6 Quan­do todas as vasilhas estavam cheias, ela disse a um dos filhos: “Traga-me mais uma”. Mas ele respondeu: “Já acabaram”. Então o azeite parou de correr.

7 Ela foi e contou tudo ao homem de Deus, que lhe disse: “Vá, venda o azeite e pague suas dívidas. E você e seus filhos ainda poderão viver do que sobrar”.

2 Reis 4.8 – 17: Eliseu e a Sunamita

8 Certo dia, Eliseu foi a Suném, onde uma mulher rica insistiu que ele fosse tomar uma refeição em sua casa. Depois disso, sempre que passava por ali, ele parava para uma refeição.

9 Em vista disso, ela disse ao marido: Sei que esse homem que sempre vem aqui é um santo homem de Deus.

10 Vamos construir lá em cima um quartinho de tijolos e colocar nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina para ele. Assim, sempre que nos visitar ele poderá ocupá-lo.

11 Um dia, quando Eliseu chegou, subiu ao seu quarto e deitou-se.

12 Ele mandou o seu servo Geazi chamar a sunamita. Ele a chamou e, quando ela veio,

13 Eliseu mandou Geazi dizer-lhe: “Você teve todo este trabalho por nossa causa. O que podemos fazer por você? Quer que eu interceda por você junto ao rei ou ao comandante do exército?” Ela respondeu: “Estou bem entre a minha própria gente”.

14 Mais tarde Eliseu perguntou a Geazi: “O que se pode fazer por ela?” Ele respondeu: “Bem, ela não tem filhos, e seu marido é idoso”.

15 Então Eliseu mandou chamá-la de novo. Geazi a chamou, ela veio até a porta

16 e ele disse: “Por volta desta época, no ano que vem, você estará com um filho nos braços”. Ela contestou: “Não, meu senhor. Não iludas a tua serva, ó homem de Deus!”

17 Mas, como Eliseu lhe dissera, a mulher engravidou e, no ano seguinte, por volta daquela mesma época, deu à luz um filho.

2 Reis 4.18 – 37: Ressurreição do Filho da Sunamita

18 O menino cresceu e, certo dia, foi encontrar-se com seu pai, que estava com os ceifeiros.

19 De repente ele começou a chamar o pai, gritando: “Ai, minha cabeça! Ai, minha cabeça!” O pai disse a um servo: “Leve-o para a mãe dele”.

20 O servo o pegou e o levou à mãe. O menino ficou no colo dela até o meio-dia, e morreu.

21 Ela subiu ao quarto do homem de Deus, deitou o menino na cama, saiu e fechou a porta.

22 Ela chamou o marido e disse: “Preciso de um servo e de uma jumenta para ir falar com o homem de Deus. Vou e volto logo”.

23 Ele perguntou: “Mas, por que hoje? Não é lua nova nem sábado!” Ela respondeu: “Não se preocupe”.

24 Ela mandou selar a jumenta e disse ao servo: “Vamos rápido; só pare quando eu mandar”.

25 Assim ela partiu para encontrar-se com o homem de Deus no monte Carmelo. Quando ele a viu a distância, disse a seu servo Geazi: Olhe! É a sunamita!

26 Cor­ra ao seu encontro e pergunte a ela: “Está tudo bem com você? Tudo bem com seu marido? E com seu filho?”” Ela respondeu a Geazi: “Está tudo bem”.

27 Ao encontrar o homem de Deus no monte, ela se abraçou aos seus pés. Geazi veio para afastá-la, mas o homem de Deus lhe disse: “Deixe-a em paz! Ela está muito angustiada, mas o Senhor nada me revelou e escondeu de mim a razão de sua angústia”.

28 E disse a mulher: “Acaso eu te pedi um filho, meu senhor? Não te disse para não me dar falsas esperanças?”

29 Então Eliseu disse a Geazi: “Ponha a capa por dentro do cinto, pegue o meu cajado e corra. Se você encontrar alguém, não o cumprimente e, se alguém o cumprimentar, não responda. Quando lá chegar, ponha o meu cajado sobre o rosto do menino”.

30 Mas a mãe do menino disse: “Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que, se ficares, não irei”. Então ele foi com ela.

31 Geazi chegou primeiro e pôs o cajado sobre o rosto do menino, mas ele não falou nem reagiu. Então Geazi voltou para encontrar-se com Eliseu e lhe disse: “O menino não voltou a si”.

32 Quando Eliseu chegou à casa, lá estava o menino, morto, estendido na cama.

33 Ele entrou, fechou a porta e orou ao Senhor.

34 Depois deitou-se sobre o menino, boca a boca, olhos com olhos, mãos com mãos. Enquanto se debruçava sobre ele, o corpo do menino ia se aquecendo.

35 Eliseu levantou-se e começou a andar pelo quarto; depois subiu na cama e debruçou-se mais uma vez sobre ele. O menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.

36 Eliseu chamou Geazi e o mandou chamar a sunamita. E ele obedeceu. Quando ela chegou, Eliseu disse: “Pegue seu filho”.

37 Ela entrou, prostrou-se a seus pés, curvando-se até o chão. Então pegou o filho e saiu.

2 Reis 4.38 – 44: Primeira multiplicação de pães da história

38 Depois Eliseu voltou a Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. Quando os discípulos dos profetas estavam reunidos com ele, ordenou ao seu servo: “Ponha o caldeirão no fogo e faça um ensopado para estes homens”.

39 Um deles foi ao campo apanhar legumes e encontrou uma trepadeira. Apanhou alguns de seus frutos e encheu deles o seu manto. Quando voltou, cortou-os em pedaços e colocou-os no caldeirão do ensopado, embora ninguém soubesse o que era.

40 O ensopado foi servido aos homens, mas, logo que o provaram, gritaram: “Homem de Deus, há morte na panela!” E não puderam mais tomá-lo.

41 Então Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeirão e disse: “Sirvam a todos”. E já não havia mais perigo no caldeirão.

42 Veio um homem de Baal-Salisa, trazendo ao homem de Deus vinte pães de cevada, feitos dos primeiros grãos da colheita, e também algumas espigas verdes. Então Eliseu ordenou ao seu servo: “Sirva a todos”.

43 O auxiliar de Eliseu perguntou: “Como poderei servir isso a cem homens?” Eliseu, porém, respondeu: “Sirva a todos, pois assim diz o Senhor: “Eles comerão, e ainda sobrará””.

44 Então ele serviu a todos e, conforme a palavra do Senhor, eles comeram e ainda sobrou.

 

Referências:

Constable, T. L. (1985). 2 Kings. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 544). Wheaton, IL: Victor Books.

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