2 Samuel - Bíblia de Estudo Online

Em 2 Samuel 1 um amalequita vem até Davi com a coroa e o bracelete de Saul, dizendo que o havia matado, quando na verdade o rei foi morto em batalha pelos inimigos (1 Samuel 31:1-6).

O amalequita acreditava que Davi se alegraria com a notícia de que seu rival e perseguidor estavam mortos, mas a atitude do futuro rei foi surpreendente.

Davi ordenou que o amalequita fosse morto, porque ousou tirar a vida do ungido do Senhor.

Não podemos jamais achar que a mentira é uma vantagem, em nenhuma circunstância. Como crentes, somos testemunha da verdade.

O Cântico do Arco

Em seu luto, Davi fez um cântico em homenagem a Saul e a Jônatas, que ficou conhecido na história de Israel como o cântico do arco, que faz parte de uma coleção chamada “O Livro de Jaser”. O título provavelmente é uma referência ao arco que Jônatas usava.

Deste cântico podemos destacar que Davi era um ser humano incrível. Vemos em suas palavras o quanto era generoso com Saul, mesmo este querendo tirar sua vida várias vezes, e sendo o responsável por um dos períodos mais difíceis na sua vida.

Além disso, sua gratidão ao amigo Jônatas não é esquecida. A amizade sincera entre eles, levou o filho de Saul a se voltar contra o próprio pai, para defendê-lo.

Há também uma tristeza notória no coração dele. Isso porque incircuncisos filisteus – pessoas que não tem aliança com Deus – derrotaram os circuncidados. A glória de Deus foi manchada nesta derrota, e Davi sente.

Sua preocupação com o bem estar do povo e com o seu futuro também são declaradas em suas palavras.

Davi era um homem diferenciado, não é a toa, que o Senhor Deus o escolheu por ser segundo o seu coração.

Esboço de 2 Samuel 1:

1.1 – 10: A notícia da morte de Saul e Jônatas

1.11 – 16: Davi se entristece profundamente

1.17 – 27: O lamento de Davi por Saul e Jônatas

 

2 Samuel 1.1 – 10: A notícia da morte de Saul e Jônatas

1 Depois da morte de Saul, Davi retornou de sua vitória sobre os amalequitas. Fazia dois dias que ele estava em Ziclague

2 quando, no terceiro dia, chegou um homem que vinha do acampamento de Saul, com as roupas rasgadas e terra na cabeça. Ao aproximar-se de Davi, prostrou-se com o rosto em terra, em sinal de respeito.

3 Davi então lhe perguntou: “De onde você vem?” Ele respondeu: “Fugi do acampamento israelita”.

4 Disse Davi: “Conte-me o que aconteceu”. E o homem contou: “O nosso exército fugiu da batalha, e muitos morreram. Saul e Jônatas também estão mortos”.

5 Então Davi perguntou ao jovem que lhe trouxera as notícias: “Como você sabe que Saul e Jônatas estão mortos?”

6 O jovem respondeu: Cheguei por acaso ao monte Gilboa, e lá estava Saul, apoiado em sua lança. Os carros de guerra e os oficiais da cavalaria estavam a ponto de alcançá-lo.

7 Quando ele se virou e me viu, chamou-me gritando, e eu disse: Aqui estou.

8 Ele me perguntou: “Quem é você?” Sou amalequita, respondi.

9 Então ele me ordenou: “Venha aqui e mate-me! Estou na angústia da morte!”.

10 “Por isso aproximei-me dele e o matei, pois sabia que ele não sobreviveria ao ferimento. Peguei a coroa e o bracelete dele e trouxe-os a ti, meu senhor”.

2 Samuel 1.11 – 16: Davi se entristece profundamente

11 Então Davi rasgou suas vestes; e os homens que estavam com ele fizeram o mesmo.

12 E se lamentaram, chorando e jejuando até o fim da tarde, por Saul e por seu filho Jônatas, pelo exército do Senhor e pelo povo de Israel, porque muitos haviam sido mortos à espada.

13 E Davi perguntou ao jovem que lhe trouxera as notícias: “De onde você é?” E ele respondeu: “Sou filho de um estrangeiro, sou amalequita”.

14 Davi lhe perguntou: “Como você não temeu levantar a mão para matar o ungido do Senhor?”

15 Então Davi chamou um dos seus soldados e lhe disse: “Venha aqui e mate-o!” O servo o feriu, e o homem morreu.

16 Davi tinha dito ao jovem: “Você é responsável por sua própria morte. Sua boca testemunhou contra você, quan­do disse: “Matei o ungido do Senhor””.

2 Samuel 1.17 – 27: O lamento de Davi

17 Davi cantou este lamento sobre Saul e seu filho Jônatas,

18 e ordenou que se ensinasse aos homens de Judá; é o Lamento do Arco, que foi registrado no Livro de Jasar:

19 O seu esplendor, ó Israel, está morto sobre os seus montes. Como caíram os guerreiros!

20 Não conte isso em Gate, não o proclame nas ruas de Ascalom, para que não se alegrem as filhas dos filisteus nem exultem as filhas dos incircuncisos.

21 Ó colinas de Gilboa, nunca mais haja orvalho nem chuva sobre vocês, nem campos que produzam trigo para as ofertas. Porque ali foi profanado o escudo dos guerreiros, o escudo de Saul, que nunca mais será polido com óleo.

22 Do sangue dos mortos, da carne dos guerreiros, o arco de Jônatas nunca recuou, a espada de Saul sempre cumpriu a sua tarefa.

23 Saul e Jônatas, mui amados, nem na vida nem na morte foram separados. Eram mais ágeis que as águias, mais fortes que os leões.

24 Chorem por Saul, ó filhas de Israel! Chorem aquele que as vestia de rubros ornamentos, e suas roupas enfeitava com adornos de ouro.

25 Como caíram os guerreiros no meio da batalha! Jônatas está morto sobre os montes de Israel.

26 Como estou triste por você, Jônatas, meu irmão! Como eu lhe queria bem! Sua amizade era, para mim, mais preciosa que o amor das mulheres!

27 “Caíram os guerreiros! As armas de guerra foram destruídas!”

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