2 Samuel 2 Estudo: Davi é Ungido Rei em Hebrom

Davi tinha olhado para trás e lamentado o passado, mas com a morte de Saul veio o futuro para o qual ele havia olhado desde o dia de sua unção por Samuel, mais de 15 anos antes (1 Samuel 16:13). Havia um vácuo de poder (2 Samuel 2:1–4a), particularmente em Judá, agora que Saul e três de seus filhos, por sua esposa Ainoã, tinham partido (Saul teve dois outros filhos por sua concubina Rispa, 2 Samuel 21: 8, 11.).

Davi, portanto, buscou a direção de Deus e foi instruído a ir a Hebrom onde, por fim, ele foi formalmente instalado pela unção de óleo como rei sobre Judá. (Mais tarde ele foi ungido pela terceira vez, como rei de toda a nação, [5:3].).

Esse foi um movimento decisivo e importante, pois imediatamente o afastou dos filisteus com os quais ele havia se refugiado e fez uma aliança; significava a quase independência de Judá de Israel, uma atitude que encontraria completa expressão na divisão do reino após a morte de Salomão (1 Reis 12:16); e afirmou que o reino de Davi estava em rivalidade com o filho de Saul, Is-Bosete, que sucedeu a seu pai no norte. (1)

Esboço de 2 Samuel 2:

2.1 – 7: Davi é ungido rei em Hebrom

2.8 – 17: Isbosete é empossado rei em Israel

2.18 – 24: Abner assassina Asael

2.25 – 32: A batalha é encerrada

 

2 Samuel 2.1 – 7: Davi é ungido rei em Hebrom

1 Passado algum tempo, Davi perguntou ao Senhor: “Devo ir para uma das cidades de Judá?” O Senhor respondeu que sim, e Davi perguntou para qual delas. “Para Hebrom”, respondeu o Senhor.

2 Então Davi foi para Hebrom com suas duas mulheres, Ainoã, de Jezreel, e Abigail, viúva de Nabal, o carmelita.

3 Davi também levou os homens que o acompanhavam, cada um com sua família, e estabeleceram-se em Hebrom e nos povoados vizinhos.

4 Então os homens de Judá foram a Hebrom e ali ungiram Davi rei da tribo de Judá. Informado de que os habitantes de Jabes-Gileade tinham sepultado Saul,

5 Davi enviou-lhes mensageiros que lhes disseram: O Senhor os abençoe pelo seu ato de lealdade, dando sepultura a Saul, seu rei.

6 Seja o Senhor leal e fiel para com vocês. Também eu firmarei minha amizade com vocês, por terem feito essa boa ação.

7 Mas, agora, sejam fortes e corajosos, pois Saul, seu senhor, está morto, e já fui ungido rei pela tribo de Judá.

2 Samuel 2.8 – 17: Isbosete é empossado rei em Israel

8 Enquanto isso, Abner, filho de Ner, comandante do exército de Saul, levou Is-Bosete, filho de Saul, a Maanaim,

9 onde o proclamou rei sobre Gileade, Assuri, Jezreel, Efraim, Benjamim e sobre todo o Israel.

10 Is-Bosete, filho de Saul, tinha quarenta anos de idade quando começou a reinar em Israel, e reinou dois anos. Entretanto, a tribo de Judá seguia Davi,

11 que a governou em Hebrom por sete anos e seis meses.

12 Abner, filho de Ner, e os soldados de Is-Bosete, filho de Saul, partiram de Maanaim e marcharam para Gibeom.

13 Joabe, filho de Zeruia, e os soldados de Davi foram ao encontro deles no açude de Gibeom. Um grupo posicionou-se num lado do açude, o outro grupo, no lado opos­to.

14 Então Abner disse a Joabe: “Vamos fazer alguns soldados lutarem diante de nós”. Joabe respondeu: “De acordo”.

15 Então doze soldados aliados de Benjamim e Is-Bosete, filho de Saul, atravessaram o açude para enfrentar doze soldados aliados de Davi.

16 Cada soldado pegou o adversário pela cabeça e fincou-lhe o punhal no lado, e juntos caíram mortos. Por isso aquele lugar, situado em Gibeom, foi chamado Helcate-Hazurim.

17 Houve uma violenta batalha naquele dia, e Abner e os soldados de Israel foram derrotados pelos soldados de Davi.

2 Samuel 2.18 – 24: Abner assassina Asael

18 Estavam lá Joabe, Abisai e Asael, os três filhos de Zeruia. E Asael, que corria como uma gazela em terreno plano,

19 perseguiu Abner, sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda.

20 Abner olhou para trás e perguntou: “É você, Asael?” “Sou eu”, respondeu ele.

21 Disse-lhe então Abner: “É melhor você se desviar para a direita ou para a esquerda, capturar um dos soldados e ficar com as armas dele”. Mas Asael não quis parar de persegui-lo.

22 Então Abner advertiu Asael mais uma vez: “Pare de me perseguir! Não quero matá-lo. Como eu poderia olhar seu irmão Joabe nos olhos de novo?”

23 Como, porém, Asael não desistiu de persegui-lo, Abner cravou no estômago dele a ponta da lança, que saiu pelas costas. E ele caiu, morrendo ali mesmo. E paravam todos os que chegavam ao lugar onde Asael estava caído.

24 Então Joabe e Abisai perseguiram Abner. Ao pôr-do-sol, chegaram à colina de Amá, defronte de Gia, no caminho para o deserto de Gibeom.

2 Samuel 2.25 – 32: A batalha é encerrada

25 Os soldados de Benjamim, seguindo Abner, reuniram-se formando um só grupo e ocuparam o alto de uma colina.

26 Então Abner gritou para Joabe: “O derramamento de sangue vai continuar? Não vê que isso vai trazer amargura? Quando é que você vai mandar o seu exército parar de perseguir os seus irmãos?”

27 Respondeu Joabe: “Juro pelo nome de Deus que, se você não tivesse falado, o meu exército perseguiria os seus irmãos até de ma­nhã”.

28 Então Joabe tocou a trombeta, e o exército parou de perseguir Israel e de lutar.

29 Abner e seus soldados marcharam pela Arabá durante toda a noite. Atravessaram o Jordão, marcharam durante a manhã inteira e chegaram a Maanaim.

30 Quando Joabe voltou da perseguição a Abner, reuniu todo o exército. E viram que faltavam dezenove soldados, além de Asael.

31 Mas os soldados de Davi tinham matado trezentos e sessenta benjamitas que estavam com Abner.

32 Levaram Asael e o sepultaram no túmulo de seu pai, em Belém. Depois disso, Joabe e seus soldados marcharam durante toda a noite e chegaram a Hebrom ao amanhecer.

 

Referências:

Merrill, E. H. (1985). 2 Samuel. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 458). Wheaton, IL: Victor Books.

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