Em 2 Tessalonicenses 2, Paulo dá maiores detalhes sobre a volta de Jesus e é ainda mais especifico, com relação a manifestação do Anticristo, o filho do pecado.

O Espírito Santo é quem detém a plena atuação do diabo. Na segunda vinda de Jesus Cristo, junto com o arrebatamento da Igreja ele será retirado. Com isso, o anticristo terá poderes totais sobre a humanidade.

A inconsequência dos seres humanos e seu constante descaso, com a Palavra de Deus, faz com que o Senhor permita a atuação e o engano do maligno sobre suas vidas. Em contrapartida, os filhos de Deus são constantemente guardados e fortalecidos na justiça.

Esboço de 2 Tessalonicenses 2:

2 Tessalonicenses 2.1 – 4: A Segunda vinda de Jesus e o Anticristo

2 Tessalonicenses 2.5 – 10: O Anticristo e a ação de Satanás

2 Tessalonicenses 2.11 – 14: O juízo de Deus e o escolhidos

2 Tessalonicenses 2.15 – 17: O apego às tradições e a força de Jesus Cristo

 

Apostasia Geral

“Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus”. (2 Tessalonicenses 2:3,4)

Por essa apostasia não devemos entender uma deserção do estado ou do governo civil, mas em questões espirituais ou religiosas, como da sã doutrina, da adoração instituída e do governo de igreja e da vida santa.

O apóstolo fala de uma apostasia muito grande, não somente de alguns convertidos judeus ou gentios, mas de uma apostasia geral, embora gradual, que daria ocasião à revelação ou surgimento do anticristo, o homem do pecado.

Isso ele tinha lhes anunciado quando esteve com eles (2 Tessalonicenses 2.5), com o intento, sem dúvida, de não se ofenderem nem se escandalizarem com isso.

Observamos que tão logo o cristianismo foi plantado ou arraigado no mundo começou a haver uma deserção na Igreja cristã. Foi assim na Igreja do Antigo Testamento.

Logo após qualquer avanço considerável na religião, ocorria uma deserção: logo após a promessa, houve uma rebelião; por exemplo, logo depois que o homem começou a invocar o nome do Senhor, toda carne corrompeu o seu caminho.

Logo após o concerto com Noé, os construtores de Babel ofereceram resistência ao céu; logo depois do concerto com Abraão, sua semente degenerou no Egito.

Logo depois que os israelitas foram plantados em Canaã, quando a primeira geração esfriou, eles abandoaram a Deus e serviram a Baal.

Logo depois do concerto com Davi, sua semente se rebelou e serviu a outros deuses; logo após o retorno do cativeiro, houve um declínio de piedade, como pode ser lido na história de Esdras e Neemias.

E, portanto, não era de estranhar que depois do surgimento do cristianismo houvesse um abandono da fé.

A Revelação do Homem do Pecado

“Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda. A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras”. (2 Tessalonicenses 2.8,9)

O anticristo surgirá dessa apostasia geral. O apóstolo mais tarde fala da revelação do iníquo, mencionando a revelação que deveria ser feita da sua iniquidade, para a sua destruição.

Parece que aqui ele fala da sua ascensão, que deveria ocorrer na apostasia geral que o apóstolo havia mencionado, e menciona que toda sorte de doutrinas falsas e corrupções se concentrariam nele.

Grandes discussões ocorreram ao longo da história em relação a quem de fato é e o que se tenciona com esse homem do pecado e filho da perdição. E, se não está claro que são o poder e a tirania papal que estão principalmente ou unicamente planejados aqui, uma coisa é certa:

O que foi dito aqui está exatamente de acordo com isso. Os nomes dessa pessoa, ou melhor, o estado e o poder aqui considerado.

Ele é chamado de o homem do pecado, para indicar sua extraordinária iniquidade. Não somente ele é dedicado ao mal e o pratica, mas também promove, encoraja e comanda o pecado e a iniquidade em outros.

E ele é o filho da perdição, porque ele mesmo está dedicado à destruição certa e é o agente para destruir muitos outros, tanto o corpo quanto a alma.

Por esses motivos, esses nomes podem ser aplicados adequadamente ao estado papal. Nesse sentido, também podemos ver as características aqui apresentadas.

Que ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora. Os bispos de Roma também não somente se opuseram à autoridade de Deus, e dos magistrados civis, que são chamados deuses.

Mas também se exaltaram acima de Deus e dos governadores terrenos, ao requerer maior respeito ao seu comando do que à autoridade de Deus ou dos magistrados.

Ele se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Como Deus estava no templo antigamente, e adorava ali, e está na Igreja e com sua Igreja agora, assim o anticristo aqui mencionado é um usurpador da autoridade de Deus na Igreja cristã, reivindicando honras divinas.

Os Bispos de Roma

“E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. A verdade é que o mistério da iniquidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém”. (2 Tessalonicenses 2.6,7)

A quem isso pode ser mais bem aplicado do que aos bispos de Roma, a quem os títulos mais blasfemos têm sido dados, como: Dominus Deus noster papa – Nosso Senhor Deus, o papa; Deus alter in terra – Outro Deus na terra; Idem est dominium Dei et papa – O domínio de Deus e do papa é o mesmo!

Sua ascensão é mencionada. Devemos observar duas coisas a esse respeito: Havia algo que impedia ou obstruía, ou resistia até que do meio fosse tirado.

Presume-se que esse era o poder do Império Romano, que o apóstolo não achava conveniente mencionar mais claramente naquele momento; e é notório que, enquanto esse poder continuava, ele frustrava os avanços dos bispos de Roma até esse grau de tirania a que pouco tempo depois alcançaram. Esse mistério de iniquidade iria gradualmente alcançar o seu grau máximo.

Pudemos observar que a corrupção universal da doutrina e adoração na Igreja Romana ocorreu por passos, e a usurpação dos bispos de Roma foi gradual, não imediatamente.

E, assim, o mistério da iniquidade se tornou bem-sucedido de maneira mais fácil e quase insensível. O apóstolo o chama de mistério da injustiça, porque intentos e ações perversos foram ocultados debaixo de pretensões e aparências falsas, pelo menos da observação comum.

Por meio de uma devoção simulada, a superstição e idolatria foram promovidas; e, por um zelo simulado por Deus e sua glória, fomentou-se o fanatismo e a perseguição.

E ele nos conta que esse mistério de iniquidade já tinha começado naquela época, ou já operava. Enquanto os apóstolos estavam vivos, veio o seu inimigo e semeou o joio; em seguida lemos das obras dos nicolaítas, pessoas que simulavam um zelo por Cristo, mas realmente se opunham a Ele.

Orgulho, ambição e interesses mundanos de pastores e de administradores de igreja, como aconteceu com Diótrefes e outros, foram as primeiras operações do mistério da iniquidade, que, gradualmente, tomou proporções gigantescas, hoje visíveis na Igreja de Roma.

A Queda do Anticristo

“Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda”. (2 Tessalonicenses 2.8)

A queda ou ruína do estado anticristão é declarada. A cabeça desse reino anticristão é chamada de o iníquo, ou essa pessoa sem lei que estabelece um poder humano rival para contestar o domínio e poder divino do Senhor Jesus Cristo.

Mas, à medida que ele se revela como o homem do pecado, essa revelação ou descoberta para o mundo seria o presságio seguro e o meio da sua destruição.

O apóstolo assegura aos Tessalonicenses que o Senhor o aniquilaria e o destruiria; o aniquilamento do iníquo precede a sua destruição final, e isso ocorrerá pelo assopro da sum boca, pela sua palavra de comando.

A pura palavra de Deus, acompanhada do Espírito de Deus, descobrirá esse mistério de iniquidade e fará com que o poder do anticristo se desfaça e definhe.

E, no devido tempo, ele será totalmente e finalmente destruído, e isso ocorrerá pelo esplendor da vinda de Cristo. Observe: A vinda de Cristo para destruir os perversos será com uma glória peculiar e brilho e esplendor notáveis.

O Homem do Pecado

O apóstolo então descreve o reino e domínio desse homem do pecado. Precisamos observar o seguinte: O modo da sua vinda, ou governo, e seu operar: em geral, o modo é segundo o exemplo de Satanás, o inimigo maior das almas, o grande adversário de Deus e das pessoas.

Ele é o grande patrocinador do engano e da mentira, o inimigo declarado da verdade como a vemos em Jesus e em todos os seguidores fiéis de Jesus.

Mais especificamente, ele opera com poder e engano satânicos. Um poder divino é simulado para o apoio do seu reino; no entanto, esse reino opera exclusivamente pelo poder de Satanás. Sinais e prodígios, visões e milagres são simulados.

Por meio dessas manifestações, o reino papal foi inicialmente estabelecido, e tem ao longo dos anos sido conservado, mas ele manifesta falsos sinais e apoia falsas doutrinas.

Ele também apresenta prodígios mentirosos e somente milagres simulados que têm servido sua causa, coisas que, na verdade, são falsas, ou conduzidas de maneira falsa e impostas ao povo. E os enganos diabólicos que sustentam o estado anticristão são evidentes.

Todo Engano e Justiça

“Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar”. (2 Tessalonicenses 2.10)

O apóstolo os chama de todo engano da injustiça. Outros podem chamá-los de fraudes devotas, mas o apóstolo os chamou de fraudes injustas e perversas; e, na verdade, toda fraude (que é contrária à verdade) é uma coisa ímpia.

O homem do pecado tem usado muitos artifícios sutis e simulações plausíveis para iludir pessoas descuidadas e instáveis. Essas pessoas acabam abraçando doutrinas falsas e se submetendo ao seu domínio usurpador.

A descrição das pessoas que são seus súditos, ou inclinadas a se tornar. Essas pessoas não amam a verdade para se salvarem.

Elas ouviram a verdade (possivelmente), mas não a amaram; elas não suportaram a sã doutrina, e, portanto, facilmente absorveram falsas doutrinas.

Elas tinham um certo conhecimento da verdade, mas toleraram alguns preconceitos poderosos, e, assim, tornaram-se presas dos sedutores.

Se tivessem amado a verdade, teriam perseverado nela e teriam sido preservados por ela; mas, não é de admirar que se afastaram daquilo que nunca amaram.

Lemos que essas pessoas perecem ou estão perdidas. Elas estão em uma condição perdida, correndo o risco de estarem perdidas para sempre.

A Ruína dos Súditos do Reino do Anticristo

“Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça”. (2 Tessalonicenses 2:11,12)

O pecado deles era não crer na verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade: eles não amaram a verdade, e, portanto, não creram nela; e, uma vez que não creram a verdade, tiveram prazer na injustiça, ou em ações perversas, e estavam satisfeitas com noções falsas.

Uma mente errônea e uma vida corrupta com frequência andam juntas e ajudam a fomentar uma à outra. A ruína deles é expressa da seguinte forma: Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.

Assim, ele castigará as pessoas por causa da sua descrença e pela sua aversão à verdade e amor ao pecado e à perversidade; não que Deus seja o autor do pecado, mas em justiça, Ele, às vezes, retira sua graça de pecadores como esses aqui.

Ele os entrega a Satanás, ou permite que sejam enganados ou iludidos pelos seus agentes; ele os entrega aos desejos do seu próprio coração, os abandona à própria sorte; então o pecado certamente terá vazão, o pior da perversidade, que terminará finalmente na eterna condenação.

Deus é justo quando impõe julgamentos espirituais agora, e castigos eternos no futuro, para com as pessoas que não têm amor à verdade do evangelho.

Que não creem nelas, nem vivem de acordo com elas, mas que toleram doutrinas falsas em sua mente e práticas perversas em sua vida e relacionamentos. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

4 COMENTÁRIOS

  1. ARREBATAMENTO? longe mas muito longe da realidade.
    Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
    Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.
    Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
    Porque o mesmo Senhor DESCERÁ DO CÉU COM ALARIDO, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
    Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

    1 Tessalonicenses 4:13-17

  2. Diego, bom dia, não concordo com vc a respeito de jesus buscar a igreja e só depois vir o anticristo. Pois agora não me lembro do cap e vers. mas diz assim, que depois da tribulação, o sol se escurecerá, a lua não dará sua claridade daí então mat.24 vers 30, então a grande tribulação só ocorrerá qdo satanás der seu poder e autoridade ao anticristo,muitos confundem as bodas com esse dia, todos os que realmente forem discípulos de jesus, estes perseverarão até o fim. As igrejas estão querendo passar um evangelho muito fofo, sobre a volta de jesus, tanto que o senhor disse se aqueles dias não fosse abreviados muitos não sobreviveriam. A TERRA tem que ver os escolhidos de DEUS sendo perseguidos, capturados, enforcados, mortos, pois aí é o testemunho contra as nações.mas o que Paulo está dizendo é sobre primeiro vem a apostasia, depois é revelado o anticristo, mas sua atuação essa sim acontecerá com nós vivos e ainda aqui.SENÃO, não teria motivo de marcar 666, já que todos que ficarem são deles. Mas amém irmão, que saia a rivalidade, ou quem sabe menos ou mais e sim prevaleça a vontade do senhor. Santos até o fim. Abraço.

    • Bom dia meu irmão!

      Gostei muito do seu comentário. Ele acrescenta muito ao assunto e apresenta mais uma visão sobre esse tema teológico que já é discutido ha cerca de 2000 anos pela Igreja.Mas eu gostaria de fazer algumas ressalvas.
      No meu comentário do capítulo, eu não disse que o Anticristo só virá depois do arrebatamento. Eu disse que ele só terá, plenos poderes sobre a humanidade após isso. Isto é dito pelo apóstolo Paulo, no texto:

      “6 E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. 7 A verdade é que o mistério da iniquidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém. 8 Então será revelado o perverso…”

      Embora, o espírito do Anticristo já esteja em atuação o Espírito Santo o detém. Mas quando o Espírito Santo for retirado da Terra, sua manifestação será completa.
      Em segundo lugar, é importante perceber que este assunto, isto é, a volta de Jesus apresenta ao menos três propostas aceitas pela Igreja ao longo destes 2000 anos. Isto mostra que não há consenso sobre todos os detalhes da volta de Jesus. Ou seja, só saberemos quando o evento ocorrer, porque os pais da Igreja e a Igreja contemporânea não dão como certo nenhuma visão ou outra.
      Quando falo de Igreja, não me refiro a minha denominação ou a sua. Igreja é o corpo de Cristo sobre toda a Terra. E quando se estuda a fundo o tema, não pelos olhos denominacionais, mais teológicos, não há consenso.
      Portanto, fico feliz que você discorde de mim neste caso. Significa que eu e você estamos tentando crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.

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