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2 Timóteo 4 Estudo: Carreira da Fé e o Bom Combate

Em 2 Timóteo 4, Paulo abre o coração de uma forma mais intensa. Este é com certeza um dos textos mais profundos do cristianismo. O apóstolo dos gentios está prestes a sofrer o martírio pelas mãos do maligno Imperador Nero.

Antes disso, Paulo coloca Timóteo sob juramento diante de Deus, de que ele vai pregar a Palavra de Deus e somente ela, em qualquer tempo.

Ele avisa a Timóteo de que sua partida está próxima, mas com a consciência tranquila e alma satisfeita ele declara: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”. Que exemplo!

Por fim, ele faz alguns pedidos a Timóteo, dentre eles, que o jovem se apresse e venha visitá-lo. Apenas Lucas está com Paulo nos seus últimos dias. Muitos dos seus discípulos o haviam abandonado, e ele gostaria de ver o Seu amado filho na fé antes de ver a Jesus Cristo “face a face”.

Esboço de 2 Timóteo 4:

2 Timóteo 4.1 – 5: O dever supremo de pregar a Palavra

2 Timóteo 4.6 – 8: Paulo está encerrando a carreira

2 Timóteo 4.9 – 17: Paulo está “sozinho” e pede ajuda a Timóteo

2 Timóteo 4.18 – 22: Recomendações finais e bênção

 

A Obrigação de Timóteo

“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina”. (2 Timóteo 4.1,2)

Os melhores homens precisam ter um grande temor na execução do seu dever. O trabalho de ministro não é uma coisa indiferente, mas absolutamente necessária. Ai daquele que não anunciar o evangelho (1 Coríntios 9.16).

Para levá-lo à fidelidade, ele deve considerar que o olho de Deus e de Jesus Cristo estava sobre ele, isto é:

“Como tu guardas o favor de Deus e Jesus Cristo; como tu buscas ser aprovado por Deus e por Jesus Cristo, tanto pelas obrigações da religião natural quanto da religião revelada; como tu darás retorno ao Deus que te criou e ao Senhor Jesus Cristo te redimiu”.

Ele o conjura já que terá de responder a isso no grande dia, lembrando-o do julgamento vindouro, que é confiado ao Senhor Jesus. Ele julgará os vivos e os mortos na sua vinda e no seu Reino, ou seja, quando Ele aparecer no seu Reino.

Isso interessa a todos, tanto aos ministros quanto às pessoas. Eles devem considerar seriamente a prestação de contas que terão de dar em breve a Jesus Cristo de todos os depósitos colocados neles.

Cristo há de julgar os vivos e os mortos, isto é, aqueles que no último dia estarão vivos e aqueles que serão ressuscitados dos seus túmulos. O Senhor Jesus Cristo julgará os vivos e os mortos.

Deus deu ao Filho todo o juízo e o constituiu juiz dos vivos e dos mortos (Atos 10.42). Ele aparecerá. Ele virá a segunda vez, será uma aparição gloriosa.

O Reino Aparecerá em Sua Glória

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos”. (2 Timóteo 4.3)

Não são as suas próprias ideias e concepções que devem pregar, mas a pura e clara Palavra de Deus; e eles não a devem corromper, mas com sinceridade falam de Cristo, como de Deus na presença de Deus (2 Coríntios 2.17).

Ele é conjurado a instar o que pregava e a instilar a Palavra com toda seriedade nos seus ouvintes: “Insta a tempo e fora de tempo”.

Insiste com aqueles que estão debaixo da tua responsabilidade a tomarem cuidado com o pecado e a cumprirem o seu dever, insiste para que se arrependam, creiam e vivam uma vida santa, a tempo e fora de tempo.

A tempo, quando estiverem livres para ouvir a ti, quando alguma oportunidade especial se apresentar de falar a eles.

Não somente isso, mas faze-o fora de tempo, mesmo quando não há a aparente probabilidade para despertá-los para o evangelho, porque tu não sabes, mas o Espírito de Deus pode fazer isso neles.

Não Há Tanto Tempo

Porque o vento sopra onde quer; e pela manhã, semeamos a nossa semente e, à tarde, não retiramos a nossa mão” (Eclesiastes 11.6).

Devemos fazê-lo a tempo, isto é, não deixar escapar a oportunidade; e fazê-lo fora de tempo, isto é, não esquivar-nos do dever, com o pretexto de que é fora de tempo.

Ele deve falar às pessoas a respeito das suas faltas: “Redargue, repreende. Convence as pessoas perversas do mal e do perigo dos seus caminhos perversos.

Procura esforçar-te, lidando claramente com elas, para levá-las ao arrependimento. Repreende-as com seriedade e autoridade, em nome de Cristo, para que tomem o seu desagrado como uma indicação do desagrado de Deus.

Ele deve orientar, encorajar e estimular aqueles que começaram bem. “Exorta (persuada a permanecer firme e perseverar até o fim) com toda a longanimidade e doutrina”.

Ele deve fazê-lo com muita paciência: com toda a longanimidade. “Se você não vir o resultado dos seus esforços no presente, não entregue os pontos; não se dê o luxo de ficar cansado e desanimado em falar com eles”.

Enquanto Deus mostra a eles toda longanimidade, os ministros devem exortar com toda longanimidade.

Ele deve fazê-lo racionalmente, não com paixão, mas com doutrina, ou seja: “Para submetê-los às boas práticas, instile neles bons princípios. Ensine-os a verdade em Jesus, submeta-os a uma fé firme. Isso será um meio de tirá-los do mal e trazê-los para o bem”.

O Trabalho do Ministro

O trabalho do ministro tem várias partes: ele deve pregar a palavra, redarguir, repreender e exortar. Ele deve ser muito diligente e cuidadoso. Ele deve instar a tempo e ora de tempo.

Ele não deve poupar esforços, mas deve ser insistente com eles para cuidar da alma e dos interesses eternos deles.

Ele deve ser sóbrio em tudo. Procure uma oportunidade para fazer-lhes o bem; não deixe escapar a oportunidade, por meio da sua negligência. Esteja atento ao seu trabalho.

Esteja atento contra as tentações de Satanás, para não ser distraído. Zele pelas almas daqueles que foram confiados a você.

Ele deve contar com as aflições, suportá-las e tirar o máximo proveito delas. Suporta com paciência. “Não desanime diante das dificuldades, mas suporte-as com uma serenidade de espírito. Habitue-se às privações”.

Ele deve conservar na memória o seu ofício e realizar as suas tarefas.

Faze a obra de um evangelista. O ofício dos evangelistas era, como representante dos apóstolos, regar as igrejas que os apóstolos tinham plantado.

Eles não eram pastores estabelecidos, mas, por algum tempo moravam em determinado local e supervisionavam as igrejas que os apóstolos haviam plantado, até que estivessem estabelecidas debaixo de um ministério estável. Esse era o trabalho de Timóteo.

Cumpra o Seu Ministério

Ele deve cumprir o seu ministério. Havia uma grande confiança depositada nele, e, portanto, ele deve corresponder a essa confiança e realizar todas as partes do seu ofício com diligência e cuidado.

Um ministro deve contar com aflições no cumprimento fiel do seu dever. Ele deve suportá-las com paciência, como um herói cristão. Essas aflições não devem desanimá-lo em seu trabalho, porque ele deve fazer o seu trabalho, e cumprir o seu ministério.

A melhor maneira de cumprir o nosso ministério é realizá-lo integralmente, em todas as suas partes com o trabalho apropriado. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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