Apocalipse - Bíblia de Estudo Online

Perceba que na estrutura do livro de Apocalipse, João o autor, utiliza muitas figuras do Antigo Testamento. Em Apocalipse 16, por exemplo, vemos uma clara alusão as pragas derramadas sobre o Egito, no Êxodo. A sequência não é a mesma, mas a similaridade é inegável.

A primeira das taças causa feridas nas pessoas (v.2), assim como a praga das úlceras em Êxodo 9:10. A terceira taça que transformou águas do rio e fontes, em sangue (v.4) é uma clara alusão à praga que tornou a água do Egito em sangue (Êxodo 7:19). A quinta taça trouxe trevas sobre a Terra (v.10) e é um reflexo da praga que trouxe escuridão ao Egito (Êxodo 10:22).

A sexta taça secou as águas do rio Eufrates e fez surgir três espíritos diabólicos com a semelhança de rãs (v.13), o que nos lembra a praga das rãs que cobriram a terra do Egito (Êxodo 8:6). Por fim, a sétima taça trouxe chuva de granizo a terra (v.21), algo semelhante a chuva de granizo que arrasou o Egito (Êxodo 9:23,24).

Há mais.

Abaixo é possível ver na imagem o paralelo entre as sete taças de Apocalipse 16 e as sete trombetas que aparecem nos capítulos 8 e 9, observe:

Apocalipse 16 - 7 Taças e Trombetas

O que se percebe entre um período e o outro, é um aumento na gravidade dos danos causados por cada uma das séries. O que fica ainda mais claro, quando cada trombeta e taça, é analisada individualmente.

Esboço de Apocalipse 16:

16.1 – 2: A primeira taça

16.3: Segunda taça

16.4 – 7: Terceira taça

16.8,9: Quarta taça

16.10,11: Quinta taça

16.12 – 16: Sexta taça

16.17 – 21: Sétima taça

Apocalipse 16.1 – 2: A primeira taça

1 Então ouvi uma forte voz que vinha do santuário e dizia aos sete anjos: “Vão derramar sobre a terra as sete taças da ira de Deus”.

2 O primeiro anjo foi e derramou a sua taça pela terra, e abriram-se feridas malignas e dolorosas naqueles que tinham a marca da besta e adoravam a sua imagem.

Apocalipse 16.3: Segunda taça

3 O segundo anjo derramou a sua taça no mar, e este se transformou em sangue como de um morto, e morreu toda criatura que vivia no mar.

Apocalipse 16.4 – 7: Terceira taça

4 O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes, e eles se transformaram em sangue.

5 Então ouvi o anjo que tem autoridade sobre as águas dizer: Tu és justo, tu, o Santo, que és e que eras, porque julgaste estas coisas;

6 pois eles derramaram o sangue dos teus santos e dos teus profetas, e tu lhes deste sangue para beber, como eles merecem.

7 E ouvi o altar responder: “Sim, Senhor Deus todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos”.

Apocalipse 16.8,9: Quarta taça

8 O quarto anjo derramou a sua taça no sol, e foi dado poder ao sol para queimar os homens com fogo.

9 Estes foram queimados pelo forte calor e amaldiçoaram o nome de Deus, que tem domínio sobre estas pragas; contudo, recusaram arrepender-se e glorificá-lo.

Apocalipse 16.10,11: Quinta taça

10 O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino ficou em trevas. De tanta agonia, os homens mordiam a própria língua,

11 e blasfemavam contra o Deus dos céus, por causa das suas dores e das suas feridas; contudo, recusaram arrepender-se das obras que haviam praticado.

Apocalipse 16.12 – 16: Sexta taça

12 O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates, e secaram-se as suas águas para que fosse preparado o caminho para os reis que vêm do Oriente.

13 Então vi saírem da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs.

14 São espíritos de demônios que realizam sinais milagrosos; eles vão aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso.

15 “Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha.”

16 Então os três espíritos os reuniram no lugar que, em hebraico, é chamado Armagedom.

Apocalipse 16.17 – 21: Sétima taça

17 O sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e do santuário saiu uma forte voz que vinha do trono, dizendo: “Está feito!”

18 Houve, então, relâmpagos, vozes, trovões e um forte terremoto. Nunca havia ocorrido um terremoto tão forte como esse desde que o homem existe sobre a terra.

19 A grande cidade foi dividida em três partes, e as cidades das nações se desmoronaram. Deus lembrou-se da grande Babilônia e lhe deu o cálice do vinho do furor da sua ira.

20 Todas as ilhas fugiram, e as montanhas desapareceram.

21 Caíram sobre os homens, vindas do céu, enormes pedras de granizo, de cerca de trinta e cinco quilos cada; eles blasfemaram contra Deus por causa do granizo, pois a praga fora terrível.

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