Apocalipse 21 Estudo: A Nova Jerusalém

Depois do julgamento final, em Apocalipse 21, João mostra aos seus leitores uma imagem de perfeição que se diferencia radicalmente do mundo presente. A antiga ordem passou e todas as coisas são novas.

O tempo cósmico se transformou em eternidade; a separação de Deus se transformou em comunhão íntima com ele. A morte pertence ao passado, pois os santos bebem a água da vida. Os ímpios estão no lago de fogo, enquanto os santos estão com Deus e pertencem à sua família.

A nova Jerusalém é a imagem da perfeição com respeito às dimensões, beleza e glória. Essa imagem revela um rio da vida fluindo do trono de Deus e do Cordeiro com árvores frutíferas em ambos os lados do rio. Com a maldição eliminada, os servos de Deus servem a ele e ao Cordeiro. Isso é o paraíso restaurado.

Apocalipse 21 e o Paralelo

Observe a ligação entre a primeira criação registrada em Gênesis e a nova criação do céu e da terra no Apocalipse. No Paraíso, antes da queda, Deus tinha uma comunicação íntima com Adão, dava a ele instruções e supriu as suas necessidades (Gn 2.15–25).

Na nova terra, Deus habita com o seu povo em estreita comunhão: “Veja, o tabernáculo de Deus está com as pessoas, e ele irá morar com elas” (v.3a). Depois da queda, Adão e Eva se esconderam da presença de Deus (Gn 3.8); na restauração, Deus habita com eles para sempre no seu tabernáculo.

O jardim do Éden era um lugar em que não havia medo, dor, choro e morte; a nova criação é um lugar em que “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (v. 4).

A Nova Jerusalém

A segunda parte do capítulo (v. 9–27) é uma descrição da nova Jerusalém com relação à sua santidade, perfeição, beleza e glória. Essa imagem da cidade, relatada em linguagem humana de tempo e espaço, descreve de modo inadequado a beleza do novo céu e da nova terra.

Esse fluxo de pensamento de certo modo desconexo mostra que o escritor está tentando transmitir o máximo de detalhes que consegue. No entanto, ao longo do seu discurso, João desenvolve o seu tema básico que é Deus está com o seu povo num cenário sagrado e perfeito. (1)

Esboço de Apocalipse 21:

Apocalipse 21.1 – 8: Deus e seu povo

Apocalipse 21.9 – 14: A cidade santa

Apocalipse 21.15 – 21: O adorno da cidade

Apocalipse 21.22 – 27: A luz da cidade

Apocalipse 21.1 – 8: Deus e seu povo

1 Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.

2 Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.

3 Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.

4 Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou.

5 Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas!” E acrescentou: “Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”.

6 Disse-me ainda: Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida.

7 O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho.

8 Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte.

Apocalipse 21.9 – 14: A cidade santa

9 Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas aproximou-se e me disse: “Venha, eu lhe mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro”.

10 Ele me levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus.

11 Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era como o de uma jóia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal.

12 Tinha um grande e alto muro com doze portas e doze anjos junto às portas. Nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.

13 Havia três portas ao oriente, três ao norte, três ao sul e três ao ocidente.

14 O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Apocalipse 21.15 – 21: O adorno da cidade

15 O anjo que falava comigo tinha como medida uma vara feita de ouro, para medir a cidade, suas portas e seus muros.

16 A cidade era quadrangular, de comprimento e largura iguais. Ele mediu a cidade com a vara; tinha dois mil e duzentos quilômetros de comprimento; a largura e a altura eram iguais ao comprimento.

17 Ele mediu o muro, e deu sessenta e cinco metros de espessura, segundo a medida humana que o anjo estava usando.

18 O muro era feito de jaspe e a cidade era de ouro puro, semelhante ao vidro puro.

19 Os fundamentos dos muros da cidade eram ornamentados com toda sorte de pedras preciosas. O primeiro fundamento era ornamentado com jaspe; o segundo com safira; o terceiro com calcedônia; o quarto com esmeralda;

20 o quinto com sardônio; o sexto com sárdio; o sétimo com crisólito; o oitavo com berilo; o nono com topázio; o décimo com crisópraso; o décimo primeiro com jacinto; e o décimo segundo com ametista. 

21 As doze portas eram doze pérolas, cada porta feita de uma única pérola. A rua principal da cidade era de ouro puro, como vidro transparente.

Apocalipse 21.22 – 27: A luz da cidade

22 Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo.

23 A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia.

24 As nações andarão em sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória.

25 Suas portas jamais se fecharão de dia, pois ali não haverá noite.

26 A glória e a honra das nações lhe serão trazidas.

27 Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro.

Referências

  1. Kistemaker, S. (2014). Apocalipse. (J. Hack, M. Hediger, & M. Lane, Trads.) (2a edição, p. 719–720). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

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