Apocalipse 6 Estudo: Os Seis Selos Abertos

A seção sobre os sete selos abarca Apocalipse 6 e o primeiro versículo do capítulo 8. Seis selos são enumerados em sequência no capítulo 6, e o sétimo (8.1) serve como instrução para calar-se no julgamento dos ímpios. Entre o sexto e o sétimo selo, o capítulo 7 serve como interlúdio.

Há um interlúdio semelhante na seção sobre as sete trombetas (veja 10.1–11.14). O capítulo 7 fornece uma descrição dos santos, ou seja, da igreja na terra e no céu. O capítulo do qual estamos tratando, no entanto, descreve a história do mundo e da igreja.

O relato não é uma sequência histórica dos acontecimentos ou uma profecia que se refere apenas ao retorno de Cristo. Ele abarca o período entre a ascensão de Cristo e seu retorno, durante o qual o evangelho avança para os lugares mais remotos da terra, guerras devastam sua população, fomes causam intermináveis sofrimentos e a morte é um companheiro constante daqueles que residem na terra.

O capítulo de Apocalipse 6 é dividido em três partes. Os primeiros quatro selos formam uma unidade que apresentam as figuras simbólicas dos quatro cavalos de diversas cores. O segundo segmento retrata as almas debaixo do altar e representa o povo que morreu por causa de sua fé no Senhor. E a última seção retrata o julgamento e os terrores daqueles que rejeitaram a Cristo.

O aspecto temporal na unidade sobre os quatro cavalos pode ser interpretado tanto sequencial quanto simultaneamente; das duas opções, a segunda é preferível. Por exemplo: conquista, guerra, fome e morte são acontecimentos concomitantes em qualquer dado tempo ou era.

Na história mundial, atormentada pela violência de uma maneira ou outra, a igreja ocupa uma posição central, e seu povo sofre repetidamente o impacto principal de sofrimento e injustiça por causa do seu testemunho do Cordeiro.

Os seguidores do Senhor precisam andar “no mesmo caminho que ele percorreu: o caminho do fiel testemunho da verdade, até mesmo ao ponto da morte”. A abertura dos selos implica que os santos na terra sofrerão nas mãos das forças anticristãs até o dia do retorno de Cristo.

Não é de admirar, portanto, que os mártires no céu clamem pela justiça de Deus. Eles são instruídos a serem pacientes, sabendo que Deus soberanamente controla a história do mundo. Sua ira e a ira do Cordeiro se voltam contra aqueles que expressaram sua inimizada contra Deus, sua Palavra e seu povo.

Esses inimigos terão que ficar diante do Juiz. No entanto, no julgamento, eles tentarão evitar encontrá-lo, pedindo às montanhas e às rochas que os cubram. O sexto selo com todo seu simbolismo revela o fim dos tempos, quando o Senhor retorna e o tempo do julgamento vem.

O Cordeiro abre os selos um após o outro, para que os acontecimentos descritos no rolo possam vir a acontecer. Ao quebrar os selos e abrir o rolo, o Cordeiro inaugura o plano de Deus e revela o que virá a acontecer nos tempos antes e durante a sua vinda.

Ao quebrar os selos um por um, o Cordeiro é repetidamente apresentado como aquele que dá início aos acontecimentos nesse capítulo.

Esboço de Apocalipse 6:

Apocalipse 6.1,2: O primeiro selo

Apocalipse 6.3,4: O segundo selo

Apocalipse 6.5,6: O terceiro selo

Apocalipse 6.7,8: O quarto selo

Apocalipse 6.9 – 11: O quinto selo

Apocalipse 6.12 – 17: O sexto selo

 

Apocalipse 6.1,2: O primeiro selo

1 Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão: “Venha!”

2 Olhei, e diante de mim estava um cavalo branco. Seu cavaleiro empunhava um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor determinado a vencer.

Apocalipse 6.3,4: O segundo selo

3 Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: “Venha!”

4 Então saiu outro cavalo; e este era vermelho. Seu cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada.

Apocalipse 6.5,6: O terceiro selo

5 Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava um cavalo preto. Seu cavaleiro tinha na mão uma balança.

6 Então ouvi o que parecia uma voz entre os quatro seres viventes, dizendo: “Um quilo de trigo por um denário, e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho!”

Apocalipse 6.7,8: O quarto selo

7 Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: “Venha!”

8 Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra.

Apocalipse 6.9 – 11: O quinto selo

9 Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram.

10 Eles clamavam em alta voz: “Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?”

11 Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles.

Apocalipse 6.12 – 17: O sexto selo

12 Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terremoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue,

13 e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte.

14 O céu se recolheu como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares.

15 Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos — todos, escravos e livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas.

16 Eles gritavam às montanhas e às rochas: Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro!

17 Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?

Referências

  1. Kistemaker, S. (2014). Apocalipse. (J. Hack, M. Hediger, & M. Lane, Trads.) (2a edição, p. 289–290). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

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