Apocalipse - Bíblia de Estudo Online

Em Apocalipse 9, João nos mostra a consequência da quinta e sexta trombetas, tocadas pelos anjos. São inúmeras calamidades que é descrita pelo anjo como “Ai”. A seguir, ele nos diz que ainda há dois “ais”, no versículo 12, o que nos mostra um juízo ainda mais severo.

Como vemos em Apocalipse 8, as quatro primeiras trombetas atingem a natureza. A terra, o mar, os rios, as fontes de águas, os astros do céu, todos são atacados. Contudo, a quinta e a sexta trombeta nos mostra que poderosas forças diabólicas são libertas e lideradas por Satanás, para causar grande aflição as pessoas (ver versículo 11).

As imagens criadas por João parecem com o próprio inferno, onde as pessoas em meio a tanta agonia e sofrimento querem morrer e não conseguem. Isto é, elas querem que suas consciências sejam deletadas para que a agonia acabe, mas só piora o sofrimento espiritual e psicológico em eterno.

Esboço de Apocalipse 9:

9.1 – 6: O abismo e as forças demoníacas

9.7 – 12: Os gafanhotos

9.13 – 16: Uma ordem divina

9.17 – 19: Uma visão descritiva

9.20,21: Não há arrependimento

Apocalipse 9.1 – 6: O abismo e as forças demoníacas

1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que havia caído do céu sobre a terra. À estrela foi dada a chave do poço do Abismo.

2 Quando ela abriu o Abismo, subiu dele fumaça como a de uma gigantesca fornalha. O sol e o céu escureceram com a fumaça que saía do Abismo.

3 Da fumaça saíram gafanhotos que vieram sobre a terra, e lhes foi dado poder como o dos escorpiões da terra.

4 Eles receberam ordens para não causar dano nem à relva da terra, nem a qualquer planta ou árvore, mas apenas àqueles que não tinham o selo de Deus na testa.

5 Não lhes foi dado poder para matá-los, mas sim para causar-lhes tormento durante cinco meses. A agonia que eles sofreram era como a da picada do escorpião.

6 Naqueles dias os homens procurarão a morte, mas não a encontrarão; desejarão morrer, mas a morte fugirá deles.

7 Os gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha. Tinham sobre a cabeça algo como coroas de ouro, e o rosto deles parecia rosto humano.

Apocalipse 9.7 – 12: Os gafanhotos

8 Os cabelos deles eram como os de mulher e os dentes como os de leão.

9 Tinham couraças como couraças de ferro, e o som das suas asas era como o barulho de muitos cavalos e carruagens correndo para a batalha.

10 Tinham caudas e ferrões como de escorpiões, e na cauda tinham poder para causar tormento aos homens durante cinco meses.

11 Tinham um rei sobre eles, o anjo do Abismo, cujo nome, em hebraico, é Abadom e, em grego, Apoliom.

12 O primeiro ai passou; dois outros ais ainda virão.

Apocalipse 9.13 – 16: Uma ordem divina

13 O sexto anjo tocou a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das pontas do altar de ouro que está diante de Deus.

14 Ela disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: “Solte os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates”.

15 Os quatro anjos, que estavam preparados para aquela hora, dia, mês e ano, foram soltos para matar um terço da humanidade.

16 O número dos cavaleiros que compunham os exércitos era de duzentos milhões; eu ouvi o seu número.

Apocalipse 9.17 – 19: Uma visão descritiva

17 Os cavalos e os cavaleiros que vi em minha visão tinham este aspecto: as suas couraças eram vermelhas como o fogo, azuis como o jacinto, e amarelas como o enxofre. A cabeça dos cavalos parecia a cabeça de um leão, e da boca lançavam fogo, fumaça e enxofre.

18 Um terço da humanidade foi morto pelas três pragas: de fogo, fumaça e enxofre, que saíam das suas bocas.

19 O poder dos cavalos estava na boca e na cauda; pois as suas caudas eram como cobras; tinham cabeças com as quais feriam as pessoas.

Apocalipse 9.20,21: Não há arrependimento

20 O restante da humanidade que não morreu por essas pragas, nem assim se arrependeu das obras das suas mãos; eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, ídolos que não podem ver, nem ouvir, nem andar.

21 Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos.

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