Em Colossenses 2, Paulo continua a advertir os irmãos para que não caiam na tentação dos falsos ensinos. Eles devem crescer no conhecimento de Deus e no relacionamento com ele.

Além disso, precisam permanecer em Cristo, devem ser envolvidos por seu poder. Isto porque Jesus é o cabeça da Igreja e por ele a dívida do pecado foi cancelada.

Por fim, Paulo os adverte a não cair na cilada do legalismo. A religiosidade aparente, é uma erva daninha contra a graça de Deus.

 

Esboço de Colossenses 2:

Colossenses 2.1 – 6: A dedicação de Paulo e o conhecimento de Deus

Colossenses 2.6 – 12: O dever de permanecer em Jesus Cristo

Colossenses 2.13 – 15: A dívida do pecado foi cancelada na cruz

Colossenses 2.16 – 23: Cuidado com o engano do legalismo

 

A Morte de Cristo em Nossa Vida

“Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões”. (Colossenses 2:13)

Um estado de pecado é um estado de morte espiritual. Aqueles que estão em pecado estão mortos no pecado. Como a morte do corpo redunda na separação da alma, assim a morte da alma redunda na separação de Deus e do favor divino.

Como a morte do corpo é a corrupção e putrefação dele, assim o pecado é a corrupção ou depravação da alma. Como um homem que está morto é incapaz e ajudar-se a si mesmo, assim um pecador costumeiro é moralmente impotente.

Embora tenha o poder natural, ou o poder de uma criatura racional, ele não tem o poder espiritual, até que tenha a vida divina ou uma natureza renovada.

É essencial entender que o mundo gentio estava no maligno. Eles estavam mortos na incircuncisão da sua carne, separados dos concertos da promessa, sem Deus no mundo (Efésios 2.11,12). Por causa da sua incircuncisão, eles estavam mortos no seu pecado.

A Incircuncisão Espiritual

Aqui se entende a incircuncisão espiritual ou a corrupção da natureza; e assim fica claro que estamos mortos na lei e mortos em estado.

Mortos na lei, como um malfeitor condenado é chamado de homem morto porque está debaixo de uma sentença de morte; assim os pecadores pela culpa do pecado estão debaixo da sentença da lei e já estão condenados (João 3.18).

E mortos em estado, por causa da incircuncisão da nossa carne. Um coração não consagrado é chamado de coração incircunciso: esse é nosso estado.

Mas, por meio de Cristo, nós, que estávamos mortos em pecado, somos vivificados; isto é, uma provisão eficaz é promovida para tirar a culpa do pecado e quebrar o poder e o domínio dela.

Vos vivificou juntamente com ele – devido à nossa união com Ele, e em conformidade com Ele. A morte de Cristo era a morte pelo nosso pecado; a ressurreição de Cristo é o avivar da nossa alma.

Por meio dele, temos a remissão do pecado: perdoando-vos todas as ofensas. Essa é nossa vivificação. O perdão do crime significa vida para um criminoso.

E isso devemos à ressurreição de Cristo, bem como à sua morte; porque, como Ele morreu pelos nossos pecados, assim Ele ressuscitou para nossa justificação (Romanos 4.25).

Dívida Cancelada

“E cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”. (Colossenses 2:14)

Tudo que estava em vigor contra nós é tirado do caminho. Ele obteve para nós uma anulação legal da cédula que era contra nós, que pode ser entendida como: A obrigação do castigo no qual se baseia a culpa do pecado.

A culpa da lei é a cédula contra nós, como a cédula na parede de Belsazar. Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas (veja Gálatas 3.10). Essa era uma cédula que era contra nós e nos era contrária’, porque nos ameaçava com destruição eterna.

Isso foi removido quando Ele nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3.13). Ele cancelou a obrigação de todos que se arrependem e crêem. “Sobre mim esteja a maldição, meu Pai”.

Ele anulou e revogou o julgamento que estava contra nós. Quando Ele foi pregado na cruz, era a maldição que estava sendo pregada nela. E nossa corrupção interior está crucificada com Cristo e em virtude da sua cruz.

Lembrança de Redenção

Quando lembramos da morte do Senhor Jesus, e o vemos pregado na cruz, deveríamos ver a cédula contra nós sendo tirada do caminho.

Ou melhor, ela deve ser entendida como a lei cerimonial, a cédula nas suas ordenanças, as instituições cerimoniais ou a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças (Efésios 2.15), que era um jugo para os judeus e uma parede de separação para os gentios.

O Senhor Jesus a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz; isto é, anulou a obrigação dela, para que todos possam ver e estar satisfeitos pelo fato de não mais ser obrigatória.

Quando a essência veio, as sombras se dissiparam. Ela é abolida (2 Coríntios 3.13), e o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar (Hebreus 8.13).

As expressões fazem alusão aos antigos métodos de cancelar um acordo, ou o de riscar o escrito ou o de apagar com um prego. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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