Em Colossenses 3, Paulo exorta aos colossenses sobre como vencer a batalha travada no campo de batalha da mente. Devemos ocupar a mente com as coisas do alto.

Abandonando as práticas do pecado, devemos nos revestir do comportamento de Jesus Cristo como povo escolhido e amado de Deus.

Assim como na instrução a Tito, Paulo exorta em Colossenses 3 que eles devem praticar o perdão de forma constante, e que o amor deve ocupar espaço importante na convivência uns dos outros (Ver Estudo Sobre o Amor de Deus).

Paulo ensina sobre a importância da Palavra de Deus na vida particular e na vida da congregação. As reuniões da Igreja devem ser completamente dirigidas por elas. Ele encerra, dando conselhos diversos que os cristãos podem aplicar no dia-a-dia.

Esboço de Colossenses 3:

Colossenses 3.1 – 7: Mantenha os pensamentos nas coisas “alto”

Colossenses 3.8 – 13: Devemos nos revestir de Jesus Cristo

Colossenses 3.13 – 15: A prática do perdão e a importância do amor para a paz

Colossenses 3.16 – Guardando a palavra de Deus e conselhos de sabedoria

 

As Coisas do Alto

“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”. (Colossenses 3.1)

O apóstolo, tendo descrito nossos privilégios em Cristo na primeira parte da epístola, e nossa libertação do jugo da lei cerimonial, busca aqui estimular-nos ao nosso dever conforme é inferido dali.

Embora estejamos livres das obrigações da lei cerimonial, não segue que podemos viver como nos apraz. Devemos andar mais próximos de Deus em todas as ocasiões da obediência evangélica.

Ele inicia exortando os Colossenses a firmarem seus corações no céu e tirá-lo deste mundo: se já ressuscitastes com Cristo.

É nosso privilégio ter ressuscitado com Cristo; isto é, ter o benefício da ressurreição de Cristo, e em virtude da nossa união e comunhão com Ele, ser justificados e santificados, e ser glorificados.

Por isso, ele infere que devemos buscar as coisas que são de cima. Devemos nos importar mais com as coisas do outro mundo do que com as coisas daqui.

Devemos fazer do céu o nosso escopo e alvo, buscar o favor de Deus acima, manter nossa comunhão com o mundo acima pela fé, e esperança, e amor santo, e torná-lo nosso constante cuidado e interesse, para assegurarmos nossa posição e qualificações para a alegria celestial.

À Destra de Deus

E o motivo disso é que Cristo está assentado à destra de Deus. Aquele que é nosso melhor amigo e nossa cabeça foi promovido à dignidade e honra mais elevada no céu e foi antes para assegurar-nos a felicidade celestial.

Portanto, deveríamos buscar e assegurar o que Ele comprou por um preço tão elevado e sobre o que tem um cuidado tão grande. Devemos viver uma vida como Cristo a viveu aqui na terra e a vive agora no céu, de acordo com nossa capacidade.

O Nosso Dever

“Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas”. (Colossenses 3.2)

Ele explica esse dever: Buscar as coisas celestiais significa pensar nelas, amá-las e desejá-las. Nas asas do pensamento, o coração voa mais alto e é levado a objetos espirituais e divinos.

Devemos nos familiarizar com elas, estimá-las acima de todas as outras coisas, e preparar-nos para o gozo delas. Davi deu essa prova do seu amor pela Casa do Senhor, a ponto de diligentemente buscá-la e preparar-se (SaImos 27.4).

Isso quer dizer estar espiritualmente inclinado (Romanos 8.6), e buscar e desejar uma pátria melhor, isto e, a celestial (Hebreus 11.14,16).

Coisas que são da terra estão aqui em oposição às coisas que são de cima. Não devemos idolatrá-las, nem esperar demais delas, para que possamos colocar a nossa afeição no céu.

O céu e a terra são opostos um ao outro, e uma consideração suprema a ambos é inconsistente; a predominância do nosso pensamento em relação a um vai proporcionalmente enfraquecer e diminuir nosso interesse pelo outro.

Três Razões

Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória. (Colossenses 3:3,4)

Estamos mortos – isto é, para as coisas presentes e como nosso destino. Somos assim em confissão e obrigação; porque fomos sepultados com Cristo e plantados na semelhança da sua morte.

Cada cristão está crucificado para o mundo, e o mundo está crucificado para ele (Gálatas 6.14). E se estamos mortos para a terra e a temos renunciado como nossa felicidade, é absurdo pensar nas coisas aqui da terra, e buscá-las.

Deveríamos agir como se ela estivesse morta para nós, inalterados e impassíveis em relação a ela.

Nossa verdadeira vida em outro mundo Já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus (Colossense 3.3). O novo homem recebe seu sustento de lá.

Ele nasceu e é nutrido do alto, e a perfeição da sua vida é reservada para esse estado. Essa vida está escondida com Cristo: não escondida somente de nós, de maneira secreta, mas escondida para nós, indicando segurança.

A vida de um cristão está escondido, com Cristo. Porque eu vivo, e vós vivereis (João 14.19). Cristo é atualmente um Cristo escondido, ou alguém a quem não vemos; mas o nosso consolo é que a nossa vida está escondida com ele, e guardada de maneira segura nele.

Assim como temos motivos para amar aquele ao qual não vimos (1 Pedro 1.8), do mesmo modo podemos receber a consolação de uma felicidade não visível, guardada nos céus para nós.

Porque na segunda vinda de Cristo, aguardamos pela perfeição da nossa felicidade – Se vivemos uma vida de pureza e devoção cristãs agora, quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também nos manifestaremos com ele em glória (Colossenses 3.4).

Observe: Cristo é a vida de um crente. Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2.20). Ele é o princípio e o fim da vida cristã.

Ele vive em nós pelo seu Espírito, e nós vivemos nele em tudo que fazemos. Para mim o viver é Cristo (Filipenses 1.21).

Cristo aparecerá novamente. Ele está escondido atualmente; e os céus o devem conter; mas Ele aparecerá com toda pompa do mundo acima, com seus santos anjos, e na sua glória e na do Pai (Marcos 8.38; Lucas 9.26).

Aparecendo em Glória

Apareceremos então com Ele em glória. Será sua glória o fato de ter seus redimidos com Ele; Ele virá para ser glorificado em seus santos (2 Tessalonicenses 1.10).

E será a glória deles vir com Ele e estar com Ele para sempre. Na segunda vinda de Cristo, haverá uma reunião geral de todos os santos.

E aqueles cuja vida está agora escondida em Cristo aparecerão então com Cristo naquela glória que Ele próprio desfruta (João 17.24).

Será que de fato estamos buscando esse tipo de felicidade? Não deveríamos pensar nessas coisas e viver acima deste mundo? O que nos atrai neste mundo?

O que não existe lá para que nosso coração não seja atraído para lá? Nossa cabeça está lá, nosso lar está lá, nosso tesouro está lá, e nós esperamos estar lá para sempre.

A Necessidade da Mortificação do Pecado

“Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas”. (Colossenses 3:5-7)

O apóstolo exorta os Colossenses à mortificação do pecado, o grande obstáculo na busca das coisas que são de cima. Visto que é nosso dever pensar nas coisas celestiais, também é nosso dever mortificar os nossos membros que estão sobre a terra e que naturalmente nos inclinam para as coisas do mundo:

Mortifiquem-nos, isto é, subjuguem os hábitos viciosos da mente que prevaleciam em seu estado gentio.

Matem-nos, subjuguem-nos, como vocês fazem com as ervas daninhas ou os bichos que se espalham e destroem tudo que está ao seu redor, ou como vocês matam um inimigo que luta e fere vocês.

Os vossos membros que estão sobre a terra; ou os membros do corpo, que são as partes terrenas de nós, e foram entretecidos como nas profundezas da terra (SaImos 139.15), ou os pensamentos corrompidos da mente, que nos levaram para as coisas terrenas, os membros do corpo da morte (Romanos 7.24).

Ele especifica: as concupiscências da carne, pelas quais eram tão conhecidos: a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos – as diversas operações dos apetites carnais e impurezas carnais, com as quais se saciavam no seu curso de vida anterior e que eram tão contrários ao estado cristão e à esperança celestial. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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