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Daniel 8 Estudo: Visão do Carneiro e do Bode

Em Daniel 8, o profeta tem mais uma visão que refere-se aos governos da Terra, para seus dias. Desta vez, o Senhor lhe mostra visões referentes ao império persa e o grego.

O império persa é Dario Codomano, representado pelo Carneiro na visão de Daniel. Embora fosse grande e poderoso, o Bode isto é, o Império grego o superou e subjugou.

O Bode é Alexandre “o Grande”. Em seis anos ele conquistou a maior parte do mundo conhecido da época. Era um desbravador, um gênio na arte da guerra. Pouca ou nenhuma resistência os adversários conseguiam demonstrar contra ele.

Quando Alexandre (o Bode) morreu, ele não deixou herdeiro. Com isso, seu grande império foi dividido entre seus quatro comandantes (os quatro chifres).

Destes um se destacou como grande perseguidor do povo de Deus, Antíoco Epifânio. Ele avançou contra Israel e Jerusalém. Causou grande mal aos santos e devastou a cidade santa.

Além disso, ele é bastante conhecido por profanar o altar do Senhor, sacrificando um porco onde eram oferecidas as ofertas sagradas a Deus.

Deus mostra todas estas coisas a Daniel a fim de que ele ore. Deus procura intercessores, pessoas que se coloquem na brecha, no lugar da oração. Nossa oração influencia o rumo da história. (Ver Daniel 7 Estudo)

Em Daniel 8 veremos:

Daniel 8.1 – 4: Daniel e a visão do carneiro

Daniel 8.5 – 12: Daniel e a visão do bode

Daniel 8.13 – 15: Daniel e o tempo da visão

Daniel 8.16 – 27: Daniel e a interpretação de Gabriel

 

Daniel 8.1 – 4: Daniel e a visão do carneiro

1 No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive outra visão, a segunda.

2 Na minha visão eu me vi na cidadela de Susã, na província de Elão; na visão eu estava junto do canal de Ulai.

3 Olhei para cima e, diante de mim, junto ao canal, estava um carneiro; seus dois chifres eram compridos, um mais que o outro, mas o mais comprido cresceu depois do outro.

4 Observei o carneiro enquanto ele avançava para o oeste, para o norte e para o sul. Nenhum animal conseguia resistir-lhe, e ninguém podia livrar-se do seu poder. Ele fazia o que bem desejava e foi ficando cada vez maior.

Daniel 8.5 – 12: Daniel e a visão do bode

5 Enquanto eu considerava isso, de repente um bode, com um chifre enorme entre os olhos, veio do oeste, percorrendo toda a extensão da terra sem encostar no chão.

6 Ele veio na direção do carneiro de dois chifres que eu tinha visto ao lado do canal, e avançou contra ele com grande fúria.

7 Eu o vi atacar furiosamente o carneiro, atingi-lo e quebrar os seus dois chifres. O carneiro não teve forças para resistir a ele; o bode o derrubou no chão e o pisoteou, e ninguém foi capaz de livrar o carneiro do seu poder.

8 O bode tornou-se muito grande, mas no auge da sua força o seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar cresceram quatro chifres enormes, na direção dos quatro ventos da terra.

9 De um deles saiu um pequeno chifre, que logo cresceu em poder na direção do sul, do leste e da Terra Magnífica.

10 Cresceu até alcançar o exército dos céus, e atirou na terra parte do exército das estrelas e as pisoteou.

11 Tanto cresceu que chegou a desafiar o príncipe do exército; suprimiu o sacrifício diário oferecido ao príncipe, e o local do santuário foi destruído.

12 Por causa da rebelião, o exército dos santos e o sacrifício diário foram dados ao chifre. Ele tinha êxito em tudo o que fazia, e a verdade foi lançada por terra.

Daniel 8.13 – 15: Daniel e o tempo da visão

13 Então ouvi dois anjos conversando, e um deles perguntou ao outro: “Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário e a rebelião devastadora prevalecerá? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues ao poder do chifre e serão pisoteados?”

14 Ele me disse: “Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será reconsagrado”.

15 Enquanto eu, Daniel, observava a visão e tentava entendê-la, diante de mim apareceu um ser que parecia homem.

Daniel 8.16 – 27: Daniel e a interpretação de Gabriel

16 E ouvi a voz de um homem que vinha do Ulai: “Gabriel, dê a esse homem o significado da visão”.

17 Quando ele se aproximou de mim, fiquei aterrorizado e caí prostrado. Ele me disse: “Filho do homem, saiba que a visão refere-se aos tempos do fim”.

18 Enquanto ele falava comigo, eu, com o rosto em terra, perdi os sentidos. Então ele tocou em mim e me pôs em pé.

19 E disse: Vou contar-lhe o que acontecerá depois, no tempo da ira, pois a visão se refere ao tempo do fim.

20 O carneiro de dois chifres que você viu representa os reis da Média e da Pérsia.

21 O bode peludo é o rei da Grécia, e o grande chifre entre os seus olhos é o primeiro rei.

22 Os quatro chifres que tomaram o lugar do chifre que foi quebrado são quatro reis. Seus reinos surgirão da nação daquele rei, mas não terão o mesmo poder.

23 No final do reinado deles, quando a rebelião dos ímpios tiver chegado ao máximo, surgirá um rei de duro semblante, mestre em astúcias.

24 Ele se tornará muito forte, mas não pelo seu próprio poder. Provocará devastações terríveis e será bem-sucedido em tudo o que fizer. Destruirá os homens poderosos e o povo santo.

25 Com o intuito de prosperar, ele enganará a muitos e se considerará superior aos outros. Destruirá muitos que nele confiam e se insurgirá contra o Príncipe dos príncipes. Apesar disso, ele será destruído, mas não pelo poder dos homens.

26 “A visão das tardes e das manhãs que você recebeu é verdadeira; sele porém a visão, pois refere-se ao futuro distante”.

27 Eu, Daniel, fiquei exausto e doente por vários dias. Depois levantei-me e voltei a cuidar dos negócios do rei. Fiquei assustado com a visão; estava além da compreensão humana.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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