Deuteronômio - Bíblia de Estudo Online

Moisés lembrou-se do choque das pessoas quando ouviram o relato original dos 12 espias relativo ao tamanho, força e número dos habitantes de Canaã (Nm 13: 26-14: 4). Ele não queria que ficassem surpresos de novo ou subestimassem a enormidade da tarefa que estava diante deles (Deuteronômio 9:1–3).

Por isso, enfatizou que, do ponto de vista puramente militar e humano, sua vitória era impossível. O inimigo tinha força superior, fortificações (grandes cidades com muros altos), experiência e números. E eles ganharam uma reputação terrível: quem pode se levantar contra os anaquins?

Embora os cananeus tivessem todas essas coisas a seu favor, estavam condenados antes do início das batalhas. Assim como no deserto o SENHOR foi diante dos israelitas numa coluna de nuvem e fogo, agora ele iria diante do exército israelita como um fogo devorador para destruir o inimigo.

Este princípio é declarado em Provérbios 21:31: “O cavalo está pronto para o dia da batalha, mas a vitória está com o SENHOR.” Mas o povo de Deus não podia permanecer passivo. Com fé eles tiveram que começar a batalha e aniquilar o inimigo com a força que Deus proveria como prometeu.

Fruto de amor

Depois de experimentar as magníficas vitórias da Conquista, teria sido fácil para os israelitas se tornarem orgulhosos. Teria sido ainda mais fácil para eles se tornarem espiritualmente orgulhosos depois de meditarem no favor divino que Deus lhes deu nessas vitórias.

Em cada um desses três versos, Moisés advertiu contra o perigo de desenvolver um espírito farisaico dizendo-lhes que suas vitórias não eram resultado de sua retidão.

De fato, Moisés deu três razões pelas quais Israel seria vitorioso na conquista. Primeiro, a maldade dessas nações (vv. 4–5) era tão grande que exigia o julgamento de Deus.

Ele é o Deus de Israel, mas também é o Deus de todas as nações. Eles são todos responsáveis ​​por ele. Segundo, Deus daria a vitória a Israel porque Ele havia jurado isso aos patriarcas.

Terceiro, o SENHOR estava dando a terra como puro dom da graça, pois os israelitas eram um povo de dura cerviz, teimoso e indiferente (Deuteronômio 9: 6; cf. verso 13; 10:16; 31:27).

Mais tarde Moisés mostrou que os israelitas realmente mereciam ser destruídos (9: 13-14) em vez de abençoados com o dom da terra. Então, Israel nunca deve desenvolver uma atitude de justiça própria por causa de suas vitórias na conquista.

Essas vitórias seriam devidas à maldade de seus inimigos, à promessa de Deus e à graça de Deus. (1)

Esboço de Deuteronômio 9:

9.1 – 6: Promessa de vitória

9.7 – 29: Erros do passado 

 

Deuteronômio 9.1 – 6: Promessa de vitória

1 Ouça, ó Israel: Hoje você está atravessando o Jordão para entrar na terra e conquistar nações maiores e mais poderosas do que você, as quais têm cidades grandes, com muros que vão até o céu.

2 O povo é forte e alto. São enaquins! Você já ouviu falar deles e até conhece o que se diz: “Quem é capaz de resistir aos enaquins?”

3 Esteja, hoje, certo de que o Senhor, o seu Deus, ele mesmo, vai adiante de você como fogo consumidor. Ele os exterminará e os subjugará diante de você. E você os expulsará e os destruirá, como o Senhor lhe prometeu.

4 Depois que o Senhor, o seu Deus, os tiver expulsado da presença de você, não diga a si mesmo: “O Senhor me trouxe aqui para tomar posse desta terra por causa da minha justiça”. Não! É devido à impiedade destas nações que o Senhor vai expulsá-las da presença de você.

5 Não é por causa de sua justiça ou de sua retidão que você conquistará a terra delas. Mas é por causa da maldade destas nações que o Senhor, o seu Deus, as expulsará de diante de você, para cumprir a palavra que o Senhor prometeu, sob juramento, aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó.

6 Portanto, esteja certo de que não é por causa de sua justiça que o Senhor, o seu Deus, lhe dá esta boa terra para dela tomar posse, pois você é um povo obstinado.

Deuteronômio 9.7 – 29: Erros do passado

7 Lembrem-se disto e jamais esqueçam como vocês provocaram a ira do Senhor, o seu Deus, no deserto. Desde o dia em que saíram do Egito até chegarem aqui, vocês têm sido rebeldes contra o Senhor.

8 Até mesmo em Horebe vocês provocaram a ira do Senhor, e ele ficou furioso, ao ponto de querer exterminá-los.

9 Quando subi o monte para receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor tinha feito com vocês, fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água.

10 O Senhor me deu as duas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus. Nelas estavam escritas todas as palavras que o Senhor proclamou a vocês no monte, de dentro do fogo, no dia da assembléia.

11 Passados os quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança,

12 e me disse: “Desça imediatamente, pois o seu povo, que você tirou do Egito, corrompeu-se. Eles se afastaram bem depressa do caminho que eu lhes ordenei e fizeram um ídolo de metal para si”.

13 E o Senhor me disse: “Vejo que este povo é realmente um povo obstinado!

14 Deixe que eu os destrua e apague o nome deles de debaixo do céu. E farei de você uma nação mais forte e mais numerosa do que eles”.

15 Então voltei e desci do monte, enquanto este ardia em chamas. E as duas tábuas da aliança estavam em minhas mãos.

16 E vi que vocês tinham pecado contra o Senhor, o seu Deus. Fizeram para si um ídolo de metal em forma de bezerro. Bem depressa vocês se desviaram do caminho que o Senhor, o Deus de vocês, lhes tinha ordenado.

17 Então peguei as duas tábuas e as lancei das minhas mãos, quebrando-as diante dos olhos de vocês.

18 Depois prostrei-me perante o Senhor outros quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água, por causa do grande pecado que vocês tinham cometido, fazendo o que o Senhor reprova, provocando a ira dele.

19 Tive medo da ira e do furor do Senhor, pois ele estava irado ao ponto de destruí-los, mas de novo o Senhor me escutou.

20 O Senhor irou-se contra Arão a ponto de querer destruí-lo, mas naquela ocasião também orei por Arão.

21 Então peguei­ o bezerro, o bezerro do pecado de vocês, e o queimei no fogo; depois o esmigalhei e o moí até virar pó, e o joguei no riacho que desce do monte.

22 Além disso, vocês tornaram a provocar a ira do Senhor em Taberá, em Massá e em Quibrote-Hataavá.

23 E, quando o Senhor os enviou de Cades-Barnéia, disse: “Entrem lá e tomem posse da terra que lhes dei”. Mas vocês se rebelaram contra a ordem do Senhor, o seu Deus. Não confiaram nele, nem lhe obedeceram.

24 Vocês têm sido rebeldes contra o Senhor desde que os conheço.

25 Fiquei prostrado perante o Senhor durante aqueles quarenta dias e quarenta noites porque o Senhor tinha dito que ia destruí-los.

26 Foi quando orei ao Senhor, dizendo: Ó Soberano Senhor, não destruas o teu povo, a tua própria herança! Tu o redimiste com a tua grandeza e o tiraste da terra do Egito com mão poderosa.

27 Lembra-te de teus servos Abraão, Isaque e Jacó. Não leves em conta a obstinação deste povo, a sua maldade e o seu pecado,

28 se não os habitantes da terra de onde nos tiraste dirão: “Como o Senhor não conseguiu levá-los à terra que lhes havia prometido, e como ele os odiava, tirou-os para fazê-los morrer no deserto”.

29 Mas eles são o teu povo, a tua herança, que tiraste do Egito com o teu grande poder e com o teu braço forte.

 

Referências:

Deere, J. S. (1985). Deuteronomy. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 278–279). Wheaton, IL: Victor Books.

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