Em Eclesiastes 6, o pregador real vai ainda mais longe para mostrar a vaidade das riquezas mundanas, quando os homens colocam a sua felicidade nelas e ficam ansiosos e desordenados em recolhê-las.

As riquezas, nas mãos de um homem sábio e generoso, são boas para alguma coisa, mas nas mãos de um homem sórdido, delator, cobiçoso e miserável, não servem para nada.

Ele faz um relato das posses e divertimentos que um homem pode ter. Ele tem riquezas (v. 2), ele tem filhos para herdá-las (v. 3), e tem uma vida longa, v.v. 3,6.2.

Ele descreve sua loucura em não aproveitar o conforto que há nisso; ele não tem poder para comer disso, deixa que os estranhos o devorem, nunca preenche a si mesmo com o que é bom, e por último nem tem enterro, v.v. 2,3. 3.

Ele condena isso como sendo algo mau, um mal comum, a vaidade, e uma doença, v.v. 1,2. 4. Ele prefere a condição de uma criança natimorta do que a condição de um como aquele, v. 3.

A infelicidade de uma criança natimorta é apenas negativa (v.v. 4,5), mas a infelicidade da cobiça mundana é positiva; ele vive durante muito tempo para ver a si próprio miserável, v. 6.

Ele mostra a vaidade dos ricos como pertencendo somente ao corpo, e não dando satisfação alguma à mente (v.v. 7,8), e daqueles infinitos desejos com que as pessoas cobiçosas se afligem (v. 9), os quais, se forem totalmente satisfeitos, não deixam senão um homem inerte, v. 10.

Ele conclui esse discurso sobre a vaidade da criatura com esta inferência clara do todo: que é loucura pensar em constituir uma felicidade para nós mesmos nas coisas deste mundo, v.v. 11,12.

A nossa satisfação deve estar em outra vida, não nesta. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Eclesiastes 6:

Eclesiastes 6.1 – 6: Os sofrimentos da cobiça

Eclesiastes 6.7 – 10: Desejo insaciável

Eclesiastes 6.11,12: O que é bom para o homem? 

 

Eclesiastes 6.1 – 6: Os sofrimentos da cobiça

1 Vi ainda outro mal debaixo do sol, que pesa bastante sobre a humanidade:

2 Deus dá riquezas, bens e honra ao homem, de modo que não lhe falta nada que os seus olhos desejam; mas Deus não lhe permite desfrutar tais coisas, e outro as desfruta em seu lugar. Isso não faz sentido; é um mal terrível.

3 Um homem pode ter cem filhos e viver muitos anos. No entanto, se não desfrutar as coisas boas da vida, digo que uma criança que nasce morta e nem ao menos recebe um enterro digno tem melhor sorte que ele.

4 Ela nasce em vão e parte em trevas, e nas trevas o seu nome fica escondido.

5 Embora jamais tenha visto o sol ou conhecido qualquer coisa, ela tem mais descanso do que tal homem.

6 Pois, de que lhe valeria viver dois mil anos, sem desfrutar a sua prosperidade? Afinal, não vão todos para o mesmo lugar?

Eclesiastes 6.7 – 10: Desejo insaciável

7 Todo o esforço do homem é feito para a sua boca; contudo, o seu apetite jamais se satisfaz.

8 Que vantagem tem o sábio em relação ao tolo? Que vantagem tem o pobre em saber como se portar diante dos outros?

9 Melhor é contentar-se com o que os olhos vêem do que sonhar com o que se deseja. Isso também não faz sentido; é correr atrás do vento.

10 Tudo o que existe já recebeu nome, e já se sabe o que o homem é; não se pode lutar contra alguém mais forte.

Eclesiastes 6.11,12: O que é bom para o homem?

11 Quanto mais palavras, mais tolices[11], e sem nenhum proveito.

12 Na verdade, quem sabe o que é bom para o homem, nos poucos dias de sua vida vazia, em que ele passa como uma sombra? Quem poderá contar-lhe o que acontecerá debaixo do sol depois que ele partir?

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