Em Efésios 3, Paulo fala sobre a revelação do antigo mistério de Deus, mostrando que o evangelho de Jesus Cristo, revelou o plano redentor de Deus para a humanidade de forma perfeita e eficaz.

Ele descreve em que situação a graça de Deus o encontrou. Ele, “o menor dos menores de todos os santos”, passou a anunciar o evangelho. A intenção desta graça é revelar a partes da formidável sabedoria de Deus.

Por fim, Paulo ora para que os Efésios cresçam no conhecimento de Jesus e compreendam a amplitude do amor de Deus.

 

Esboço de Efésios 3:

Efésios 3.1 – 6: A revelação do antigo mistério de Deus

Efésios 3. 7 – 12: Paulo ministro do Evangelho e a intenção da graça

Efésios 3. 13 – 21: A oração de Paulo e a compreensão do amor de Deus

 

Prisioneiro de Cristo

“Por essa razão, eu, Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus por amor de vocês, gentios”. (Efésios 3.1)

Podemos observar que ele os familiariza com as tribulações e sofrimentos que suportou no desempenho do seu ministério.

A primeira cláusula refere-se ao capítulo anterior e pode ser entendida de duas maneiras: “Por esta causa – por ter pregado a doutrina contida no capítulo anterior e por declarar que os grandes privilégios do evangelho pertencem não somente aos judeus, mas também aos gentios crentes.

Estes embora não tenham sido circuncidados -, sou agora prisioneiro, mas prisioneiro de Jesus Cristo, enquanto sofro na sua causa e por causa dele e continuo sendo seu servo fiel e o objeto da sua proteção e cuidado especiais, enquanto estou sofrendo dessa forma por Ele”.

Se os servos de Cristo se tornam prisioneiros, são prisioneiros dele. Ele nunca pensa o pior deles pelo mau nome que o mundo lhes dá, ou o tratamento perverso que recebem dele.

Paulo dedicou-se a Cristo, e Cristo o possuía, quando do esteve na prisão: por vós, os gentios”; os judeus o perseguiram e o aprisionaram porque era o apóstolo dos gentios e pregava o evangelho a eles.

Podemos aprender disso que os ministros fiéis de Cristo devem ministrar as verdades dele, independentemente de quão desagradáveis possam ser para alguns, e do que possam vir a sofrer por causa delas.

As palavras podem ser entendidas da seguinte maneira: “Por esta causa – visto que já não sois estrangeiros, nem forasteiros (como Efésios.2.19), mas estais unidos a Cristo e aceitos na comunhão de sua igreja.

“Eu, Paulo, que sou o prisioneiro de Jesus Cristo, oro para que vós sejais capacitados a agir como pessoas favorecidas por Deus e feitas participantes desses privilégios”.

Nós o encontramos expressando-se dessa forma no versículo 14, em que, depois da digressão contida nos diversos versículos intercalados, ele continua com o que começou no primeiro versículo.

A Necessidade da Oração

“Portanto, peço-lhes que não se desanimem por causa das minhas tribulações em seu favor, pois elas são uma glória para vocês”. (Efésios 3.13)

Aqueles que receberam graça e benefícios notáveis de Deus necessitam da oração, para que possam melhorar e avançar e continuar a agir como lhes convém.

E, observando Paulo devotando-se dessa maneira à oração a favor dos efésios, enquanto era prisioneiro, deveríamos aprender que nenhum sofrimento em particular deve nos tornar apreensivos e solícitos em relação a nós mesmos, a ponto de negligenciarmos a situação dos outros em nossas súplicas e orações a Deus.

Ele fala novamente dos seus sofrimentos: “Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória”.

Enquanto esteve na prisão, ele sofreu muito, e, embora fosse por causa deles que estava sofrendo, ele não queria que ficassem desanimados nem tristes com isso, sabendo que Deus tinha feito coisas tão grandes por eles por meio do seu ministério.

Que preocupação carinhosa ele tinha pelos efésios!

O apóstolo parece estar mais preocupado para que não fiquem desanimados e abatidos por causa das suas tribulações do que com o seu próprio sofrimento.

E, para evitar que isso aconteça, ele deixa claro que o seu sofrimento é a glória deles, e não será de forma alguma um verdadeiro desencorajamento.

Se eles considerarem adequadamente a questão, visto que lhes dava motivo para se gloriarem e se regozijarem à medida que isso revela a verdadeira estima e consideração que Deus tem por eles.

Pelo fato de que Ele não só enviou seus apóstolos para pregar o evangelho, mas também para sofrer por eles e para confirmar as verdades que anunciaram pelas perseguições que passaram.

Não somente os ministros fiéis de Cristo, mas o seu povo também, têm motivos especiais para se alegrarem e se regozijarem, quando sofrem por causa da ministração do evangelho. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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