Em Esdras 1, vemos o cumprimento da profecia de Jeremias 25, onde ele diz que o cativeiro durará 70 anos. O que de fato ocorreu:

“Nabucodonosor levou muitos deles para o cativeiro no primeiro ano do seu reinado, que era o quarto ano de Jeoaquim; ele reinou 45 anos; seu filho, Evil-Meroda- que, 23 anos, e seu neto, Belsazar, três anos, que somam 70 anos (de acordo com o Dr. Ligthfoot). (Henry, Matthew. Comentário Bíblico de Josué a Ester, pg.777)

Pois bem, aqui vemos a Escritura Sagrada manter, mais uma vez a sua fidelidade.

Quando a profecia de Daniel 5 foi cumprida, e Nabucodonosor rei da Babilônia foi derrotado por Dario, o medo e Ciro, o persa; os judeus puderam sonhar com a volta para casa. O que de fato aconteceu.

Em Isaías 45, há uma profecia com relação a Ciro. Ali o Senhor o chama de ungido, a quem ele escolheu. Ela data de 150 anos antes de seu nascimento.

É possível que pessoas próximas o  tenham apresentado o texto de Isaías e ele, com certeza deve ter ficado atônito. Neste capítulo, de Esdras 1, vemos o cumprimento desta profecia.

Ciro decreta a libertação dos judeus cativos e os deixa livres para voltar para casa e reconstruir a nação e o Templo do Senhor Deus.

Conseguimos perceber nas palavras de Ciro, que a profecia de Isaías 45, provavelmente influenciou e muito sua decisão. Ele próprio se vê como servo de Deus, assim como diz o profeta:

“O Senhor, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra e designou-me para construir um templo para ele em Jerusalém de Judá”.

A verdade é que, de agora em diante o sol nasce para Israel e Judá. O tempo de reconstrução chegou. Durante 70 anos eles puderam refletir sobre sua atitude. Agora eles vão recomeçar, do fundo do poço.  Mas com a ajuda de Deus tudo é possível.

Esboço de Esdras 1:

Esdras 1.1 – 4: O decreto de Ciro

Esdras 1.5 – 8: Coração despertado

Esdras 1.9 – 11: Os utensílios do Templo

 

O Cumprimento da Promessa

“No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, a fim de que se cumprisse a palavra do Senhor falada por Jeremias, o Senhor despertou o coração de Ciro, rei da Pérsia, para redigir uma proclamação e divulgá-la em todo o seu reino, nestes termos…” (Esdras 1:1)

O estado dos judeus cativos na Babilônia, era muito deplorável em muitos sentidos; eles estavam debaixo do poder daqueles que os odiavam, não tinham coisa alguma que lhes pertencessem.

Não tinham Templo, nem altar; se cantassem salmos, seus inimigos os ridicularizavam; e, no entanto, tinham profetas no meio deles. Ezequiel e Daniel foram mantidos distintos dos gentios.

Alguns deles foram designados para ficarem na corte, outros estavam confortavelmente estabelecidos no campo, e todos estavam firmados na esperança de que, no devido tempo, voltariam para sua própria terra novamente.

Nessa expectativa eles mantinham no meio deles a separação das suas famílias, o conhecimento de sua religião e uma aversão à idolatria. O estado do governo debaixo do qual eles se encontravam.

A Dureza de Nabucodonosor

Nabucodonosor levou muitos deles para o cativeiro no primeiro ano do seu reinado, que era o quarto ano de Jeoaquim; ele reinou 45 anos; seu filho, Evil-Meroda- que, 23 anos, e seu neto, Belsazar, três anos, que somam 70 anos (de acordo com o Dr. Ligthfoot).

É imputado a Nabucodonosor, que a seus cativos não deixava ir soltos para a casa deles (Isaías 14.17). Daniel disse a ele que se tivesse mostrado misericórdia aos pobres judeus, talvez se prolongasse a sua tranquilidade (Daniel 4.27).

Mas a medida dos pecados da Babilônia estava finalmente cheia e, então, destruição foi trazida sobre eles por Dario, o medo, e Ciro, o persa (do qual lemos em Daniel 5).

O Governo de Ciro

Dario, sendo velho, deixou o governo para Ciro, e este foi usado como instrumento na libertação dos judeus. Ele deu ordens quanto à libertação deles tão logo se tornou o senhor do reino da Babilônia.

Talvez em oposição a Nabucodonosor, cuja família ele tinha liquidado, e porque tinha prazer em desfazer o que Nabucodonosor tinha feito, ou por diplomacia, para tornar atraente seu domínio recém-adquirido, como sendo misericordioso e gentil.

Alguns pensam, em uma consideração piedosa à profecia de Isaías, que tinha sido publicada, e era bem conhecida, mais de 150 anos antes, onde ele foi expressamente mencionado como o homem que deveria fazer isso para Deus, e para quem Deus faria grandes coisas (Isaías 44.28; 45.2 ss.) O que talvez foi mostrado a ele pelas pessoas próximas dele.

O nome Ciro (dizem alguns) na língua persa, significa sol, porque trouxe luz e cura à Igreja de Deus, e era um tipo notável de Cristo, o sol da justiça (veja Malaquias 4.2). Alguns dizem que seu nome significa pai, e Cristo é o Pai eterno. (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

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