Esdras - Bíblia de Estudo Online

Em Esdras 6, o escritor nos mostra qual o desfecho da carta enviada por Tatenai ao rei Dario, o medo. Como vimos em Esdras 5, as obras de reconstrução foram reativadas sem a permissão do rei.

O objetivo da carta do governador Tatenai, é saber se Dario permite que a obra continue. Após a leitura dos arquivos da Babilônia, Dario emite sua resposta oficial.

Ele é completamente favorável a obra do Templo. Mantém os decretos de Ciro, relacionados à obra, e amplia consideravelmente os benefícios aos judeus e a obra de reconstrução do Templo.

É possível que durante sua pesquisa, Dario tenha percebido a grandeza e o poder de Deus, pois ao final do decreto ele diz: “para que ofereçam sacrifícios agradáveis ao Deus dos céus e orem pelo bem-estar do rei e dos seus filhos”.

Após longos anos parada, a reconstrução do Templo retorna de maneira triunfante. Os inimigos ao redor, agora teriam de financiá-la por decreto do rei.

Observamos que é inútil lutar contra a obra de Deus. O Senhor em sua soberania não permite que o Diabo triunfe para sempre.

Do outro lado, os servos de Deus encorajados pela pregação de Ageu e Zacarias, trabalham de maneira empolgada e dedicada no projeto.

Com isso, a obra foi concluída no sexto ano do reinado de Dario, o medo. Uma grande festa de dedicação foi feita, com ofertas, holocaustos e louvores a Deus.

Além disso, cerca de cem anos depois, o povo de Deus celebra a Páscoa juntos. Eles, que viveram situações horríveis e dias de desesperança e dor, podiam contemplar o cumprimento da promessa de restauração.

O capítulo 6 encerra de maneira belíssima:

“Durante sete dias eles celebraram com alegria a festa dos pães sem fermento, pois o Senhor os enchera de alegria ao mudar o coração do rei da Assíria, levando-o a dar-lhes força para realizarem a obra de reconstrução do templo de Deus, o Deus de Israel”.

O Senhor encheu o coração do seu povo de alegria. Ele é aquele que restaura a nossa sorte e vontade de viver.

Esboço de Esdras 6:

6.1 – 6: A pesquisa de Dario

6.7 – 12: O decreto de Dario

6.13 – 16: Encorajados pela pregação

6.17,18: Dedicação do Templo

6.19 – 22: Celebração da Páscoa

 

Esdras 6.1 – 6: A pesquisa de Dario

1 O rei Dario mandou então fazer uma pesquisa nos arquivos da Babilônia, que estavam nos locais em que se guardavam os tesouros.

2 Encontrou-se um rolo na cidadela de Ecbatana, na província da Média, e nele estava escrito o seguinte, que Dario comunicou:

3 No primeiro ano do seu reinado, o rei Ciro promulgou um decreto acerca do templo de Deus em Jerusalém, nestes termos: “Que o templo seja reconstruído como local destinado à apresentação de sacrifícios, e que se lancem os seus alicerces. Ele terá vinte e sete metros de altura e vinte e sete metros de largura,

4 com três carreiras de pedras grandes e uma carreira de madeira. O custo será pago pela tesouraria do rei.

5 E os utensílios de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonosor tirou do templo de Jerusalém e trouxe para a Babilônia, serão devolvidos aos seus lugares no templo de Jerusalém; devem ser colocados na casa de Deus”.

6 Agora, então, Tatenai, governador do território situado a oeste do Eufrates, e Setar-Bozenai, e vocês, oficiais dessa província e amigos deles, mantenham-se afastados de lá.

Esdras 6.7 – 12: O decreto de Dario

7 Não interfiram na obra que se faz nesse templo de Deus. Deixem o governador e os líderes dos judeus reconstruírem esse templo de Deus em seu antigo local.

8 Além disso, promulgo o seguinte decreto a respeito do que vocês farão por esses líderes dos judeus na construção desse templo de Deus: As despesas desses homens serão integralmente pagas pela tesouraria do rei, do tributo recebido do território a oeste do Eufrates, para que a obra não pare.

9 E o que for necessário: novilhos, carneiros, cordeiros para os holocaustos oferecidos ao Deus dos céus, e trigo, sal, vinho e azeite, conforme for solicitado pelos sacerdotes em Jerusalém, tudo deverá ser entregue diariamente a eles, sem falta,

10 para que ofereçam sacrifícios agradáveis ao Deus dos céus e orem pelo bem-estar do rei e dos seus filhos.

11 Além disso, determino que, se alguém alterar este decreto, atravessem-lhe o corpo com uma viga tirada de sua casa e deixem-no empalado. E seja a sua casa transformada num monte de entulho.

12 E que Deus, que fez o seu nome ali habitar, derrube qual­quer rei ou povo que estender a mão para mudar este decreto ou para destruir esse templo de Jerusalém. “Eu, Dario, o decretei. Que seja plenamente executado”.

Esdras 6.13 – 16: Encorajados pela pregação

13 Tendo recebido o decreto do rei Dario, Tatenai, governador do território situado a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e os companheiros deles o cumpriram plenamente.

14 Dessa maneira, os líderes dos judeus continuaram a construir e a prosperar, encorajados pela pregação dos profetas Ageu e Zacarias, descendente de Ido. Eles terminaram a reconstrução do templo conforme a ordem do Deus de Israel e os decretos de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia.

15 O templo foi concluído no terceiro dia do mês de adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.

16 Então o povo de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos exilados, celebraram com alegria a dedicação do templo de Deus.

Esdras 6.17,18: Dedicação do Templo

17 Para a dedicação do templo de Deus ofereceram cem touros, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e, como oferta pelo pecado de todo o Israel, doze bodes, de acordo com o número das tribos de Israel.

18 E organizaram os sacerdotes em suas divisões e os levitas em seus grupos para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme o que está escrito no Livro de Moisés.

Esdras 6.19 – 22: Celebração da Páscoa

19 No décimo quarto dia do primeiro mês, os exilados celebraram a Páscoa.

20 Os sacerdotes e os levitas tinham se purificado; estavam todos cerimonialmente puros. Os levitas sacrificaram o cordeiro da Páscoa por todos os exilados, por seus colegas sacerdotes e por eles mesmos.

21 Assim, os israelitas que tinham voltado do exílio comeram do cordeiro, participando com eles todos os que se haviam separado das práticas impuras dos seus vizinhos gentios para buscarem o Senhor, o Deus de Israel.

22 Durante sete dias eles celebraram com alegria a festa dos pães sem fermento, pois o Senhor os enchera de alegria ao mudar o coração do rei da Assíria, levando-o a dar-lhes força para realizarem a obra de reconstrução do templo de Deus, o Deus de Israel.

3 COMENTÁRIOS

  1. Nossa! Não conhecia ou lembrava desta parte estraordinaria da bíblia,estava aqui pedindo a Deus para falar comigo,encontrei esse tesouro.obrigado meu Deus! obrigado pastor, Deus possa te honrar

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