Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Esdras 6 Estudo: Encorajados Pela Pregação

Em Esdras 6, o escritor nos mostra qual o desfecho da carta enviada por Tatenai ao rei Dario, o medo. Como vimos em Esdras 5, as obras de reconstrução foram reativadas sem a permissão do rei.

O objetivo da carta do governador Tatenai, é saber se Dario permite que a obra continue. Após a leitura dos arquivos da Babilônia, Dario emite sua resposta oficial.

Ele é completamente favorável a obra do Templo. Mantém os decretos de Ciro, relacionados à obra, e amplia consideravelmente os benefícios aos judeus e a obra de reconstrução do Templo.

É possível que durante sua pesquisa, Dario tenha percebido a grandeza e o poder de Deus, pois ao final do decreto ele diz: “para que ofereçam sacrifícios agradáveis ao Deus dos céus e orem pelo bem-estar do rei e dos seus filhos”.

Após longos anos parada, a reconstrução do Templo retorna de maneira triunfante. Os inimigos ao redor, agora teriam de financiá-la por decreto do rei.

Observamos que é inútil lutar contra a obra de Deus. O Senhor em sua soberania não permite que o Diabo triunfe para sempre.

Do outro lado, os servos de Deus encorajados pela pregação de Ageu e Zacarias, trabalham de maneira empolgada e dedicada no projeto.

Com isso, a obra foi concluída no sexto ano do reinado de Dario, o medo. Uma grande festa de dedicação foi feita, com ofertas, holocaustos e louvores a Deus.

Além disso, cerca de cem anos depois, o povo de Deus celebra a Páscoa juntos. Eles, que viveram situações horríveis e dias de desesperança e dor, podiam contemplar o cumprimento da promessa de restauração.

O capítulo 6 encerra de maneira belíssima:

“Durante sete dias eles celebraram com alegria a festa dos pães sem fermento, pois o Senhor os enchera de alegria ao mudar o coração do rei da Assíria, levando-o a dar-lhes força para realizarem a obra de reconstrução do templo de Deus, o Deus de Israel”.

O Senhor encheu o coração do seu povo de alegria. Ele é aquele que restaura a nossa sorte e vontade de viver.

Esboço de Esdras 6:

Esdras 6.1 – 6: A pesquisa de Dario

Esdras 6.7 – 12: O decreto de Dario

Esdras 6.13 – 16: Encorajados pela pregação

Esdras 6.17,18: Dedicação do Templo

Esdras 6.19 – 22: Celebração da Páscoa

 

O Decreto de Dario

“E que Deus, que fez o seu nome ali habitar, derrube qualquer rei ou povo que estender a mão para mudar este decreto ou para destruir esse templo de Jerusalém. “Eu, Dario, o decretei. Que seja plenamente executado”.

Então, em vista do decreto do rei Dario, Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e os companheiros deles o cumpriram plenamente. (Esdras 6:12,13)

Neste capítulo vemos a repetição do decreto de Ciro para a edificação do Templo. Os samaritanos se referiam a isso porque os judeus alegavam ter recebido essas ordens. Talvez esperassem que não fosse encontrado, e então seu apelo seria indeferido e a obra parada.

Uma busca desse decreto foi autorizada entre os registros; pelo que parece, as tribos não tinham tomado o devido cuidado para guardar uma cópia autêntica desse decreto, que lhes teria sido muito útil agora, mas precisavam solicitar o original.

Fizeram uma busca por esse decreto na Babilônia (Esdras 6.1), onde Ciro estava quando ele foi assinado. Mas, quando não foi encontrado ali, Dario não concluiu sua busca, nem fez um julgamento contra os judeus.

É provável que, tendo ouvido que esse decreto certamente foi redigido, ordenou que os rolos de outros palácios fossem averiguados e, finalmente, foi encontrado em Acmetá, na província dos medos (Esdras 6.2).

Talvez, alguém que não teve a coragem de destruí-lo, o escondeu ali de maneira maldosa, para que os judeus perdessem o seu benefício. Mas a Providência assim ordenou que fosse encontrado. E esse decreto está aqui inserido (Esdras 6.3-5).

Autorização de Edificação

Havia uma autorização para a edificação do Templo: Com respeito à Casa de Deus em Jerusalém, essa casa se edificará, com tais e tais dimensões, e com tais materiais.

Havia uma autorização para que se pagassem as despesas da edificação da casa do rei (Esdras 6.4). Não encontramos que haviam recebido o que é aqui ordenado a eles, talvez pelas mudanças da corte que logo se seguiram.

Havia uma autorização para a restituição dos vasos e utensílios do Templo, que Nabucodonosor havia tirado (Esdras 6.5), com uma ordem de que os sacerdotes, os ministros do Senhor, deviam devolvê-los todos aos seus lugares na casa de Deus. (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

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Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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2 Comentários

  1. Estudos teologicos disse:

    A história narrada no livro de Esdras é simplesmente fantástica. E parabens pelo estudo, muito bom.

  2. Felipe Nunes disse:

    Excelente site. Tem me ajudado demais para estudar as lições da EBD. Agradeço e que Deus abençoe a sua vida e da sua família.

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