Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Esdras 8 Estudo: A Viagem de Esdras a Jerusalém

Em Esdras 8, o escritor começa nos mostrando os preparativos de Esdras para retornar com os exilados a Jerusalém. Muitos deles estavam vendo o agir de Deus em favor desse retorno e da reforma de todo o Israel, contudo não quiseram voltar.

O conforto, segurança e bem-estar momentâneos os impedia de ver o cumprimento da promessa de Deus. Dessa forma, muitos deles não quiseram voltar com Esdras e fazer parte do projeto de Deus.

De qualquer maneira, o nome das famílias que acompanharam o escriba, foram registrados com o propósito de honrar a atitude de fé e coragem, demonstrada por eles.

Vemos neste capítulo que Deus continua ajudando seu servo. A decisão de Esdras, de ir a Jerusalém sem a proteção dos guardas era uma clara demonstração de fé. Por quê ele não quis a escolta?

“Tive vergonha de pedir soldados e cavaleiros ao rei para nos protegerem dos inimigos na estrada, pois lhe tínhamos dito: “A mão bondosa de nosso Deus está sobre todos os que o buscam, mas o seu poder e a sua ira são contra todos os que o abandonam. Por isso jejuamos e suplicamos essa bênção ao nosso Deus, e ele nos atendeu”.

Que EXEMPLO!

Esdras queria, em tudo ser um testemunho vivo. Por isso, ao invés de confiar na força do homem, ele decide confiar em Deus. E o Senhor honra sua atitude.

Ele estava com ouro e prata em abundância, mesmo assim, os assaltantes não podiam tocá-lo, porque “A mão do nosso Deus esteve sobre nós, e ele nos protegeu do ataque de inimigos e assaltantes pelo caminho”.

Por fim, a viagem foi um grande sucesso. Deus abençoou e as coisas saíram melhor do que eles imaginavam.

Esboço de Esdras 8:

Esdras 8.1 – 14: Famílias que voltaram com Esdras

Esdras 8.15 – 20: A convocação dos levitas

Esdras 8.21 – 23: Esdras apregoa jejum

Esdras 8.24 – 30: A entrega da oferta aos sacerdotes

Esdras 8.31 – 36: A viagem de Edras a Jerusalém

 

A Fé de Esdras

“Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens. Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho; porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira contra todos os que o deixam”. (Esdras 8.21,22)

A confiança firme que tinha em Deus e em sua proteção graciosa. Ele disse ao rei quais eram os seus princípios, e que aqueles que buscam a Deus estão seguros debaixo da sombra de suas asas.

Mesmo diante dos maiores perigos, mas que esses que o abandonam estão continuamente expostos, mesmo quando estão mais seguros. Os servos de Deus contam com o seu poder; seus inimigos têm o poder dele empenhado contra eles.

Esdras cria com o coração, e com sua boca fazia confissão dessa fé diante do rei; e, portanto, estava envergonhado em pedir uma escolta ao rei, para que não oferecesse oportunidade ao rei, e aos seus subordinados mais achegados, de suspeitar do poder de Deus em ajudar o seu povo ou da confiança de Esdras nesse poder.

Esses que confiam em Deus, e triunfam nele, especialmente em usar qualquer artificio lamentável para sua própria segurança, porque, dessa forma, eles contradizem a si mesmos e a sua própria confiança.

Assim que esses que dependem de Deus devem usar seus próprios meios para sua preservação, e não precisam estar envergonhados em fazê-lo; mas, quando a honra de Deus está em jogo, devemos preferir expor a nós mesmos a qualquer coisa que possa prejudicar essa honra; ela deveria ser mais preciosa para nós do que a própria vida.

O Jejum de Esdras

A petição solene que fez a Deus nessa confiança: Ele apregoou um jejum. Sem dúvida Esdras tinha pedido direção a Deus nessa missão desde a primeira vez que a tinha em mente.

Mas era necessário fazer orações públicas pelas misericórdias públicas, para que todos que compartilhassem do bem-estar delas participassem da súplica.

O jejum deles visava expressar sua humilhação. Esdras declara o intento e o significado do jejum: “para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, pelos nossos pecados e, dessa forma, sermos qualificados para o perdão deles”.

Quando passamos para uma nova condição de vida, devemos cuidar para não trazermos a culpa dos nossos pecados da nossa condição anterior para dentro da nova.

Quando estamos em um perigo iminente, devemos certificar-nos de fazer paz com Deus, e então estamos a salvo: nada realmente pode nos afligir. Estimular suas súplicas: A oração sempre esteve ligada ao jejum espiritual.

A Importância da Oração

A incumbência deles para o trono da graça era pedir a Deus o caminho direito, isto é, comprometer-se com a orientação da Providência divina, colocar-se debaixo da proteção divina, e rogar a Deus para guiá-los e guardá-los na sua jornada e trazê-los a salvo para o seu destino.

Eles eram estrangeiros na estrada, deveriam passar pelos países dos seus inimigos, e não tinham uma coluna de nuvem e de fogo para guiá-los, como ocorreu com seus pais.

Mas eles criam que o poder e favor de Deus e a ministração dos seus anjos estariam com eles no lugar da coluna de nuvem e fogo, e esperavam, por meio da oração, obter auxílio divino.

São nosso dever e sabedoria entregar nossas preocupações, nossas famílias e nossas posses a Deus pela oração, e deixar essas preocupações com Ele (Filipenses 4.6). (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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