Em Ester 1, podemos contemplar a soberania de Deus em ação. Embora o texto não diga, mas fica claro que o Senhor está criando uma situação de milagres para que Ester venha tornar-se rainha na Pérsia, e com isso salve os judeus dos malignos planos de Hamã.

O desejo iminente de Xerxes e a inesperada recusa da rainha, são fatores em que a mão de Deus fica evidente. A atitude de Vasti teve consequências graves para ela, pois quando tronou a sobriedade, Xerxes convocou seus juristas que eram também seus melhores amigos e pediu seus conselhos.

Da parte deles a orientação é que a rainha fosse substituída, pois a insubmissão dela poderia ter consequências graves em todo o império.

Isso nos ensina que devemos pensar muito bem antes de tomar uma decisão. Precisamos orar e refletir sobre isso, de maneira que o Espírito Santo possa nos dirigir e evitar danos em nossa vida.

Esboço de Ester 1:

Ester 1.1 – 8: O banquete de Xerxes

Ester 1.9 – 12: Vasti recusa o convite do rei

Ester 1.13 – 20: As consequências

Ester 1.21,22: O decreto do rei

 

Um Grande Banquete

“Foi no tempo de Xerxes, que reinou sobre cento e vinte e sete províncias, desde a Índia até a Etiópia: naquela época o rei Xerxes reinava em seu trono na cidadela de Susã e, no terceiro ano do seu reinado, deu um banquete a todos os seus nobres e seus oficiais. Estavam presentes os líderes militares da Pérsia e da Média, os príncipes e os nobres das províncias”. (Ester 1:1-3)

Um relato da pompa e esplendor de sua corte. Quando se encontrou bem estabelecido em seu trono, o orgulho de seu coração crescendo com a grandeza de seu reino, deu o rei um suntuoso banquete, o que lhe trouxe grande prejuízo e tribulações.

Fê-lo apenas para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza. Isso era vaidade, uma afetação de pompa sem nenhum sentido, pois ninguém duvidava da riqueza do seu reino, nem pretendia competir com a sua honra.

Se, como alguns de seus sucessores, tivesse demonstrado a riqueza de seu reino, e a honra de sua majestade, contribuindo generosamente com a construção do templo, bem como com a manutenção de seu serviço (Esdras 6.8; 7.22), teríamos um relato muito mais agradável.

Dois Momentos

Assuero realizou dois banquetes. Um para seus nobres e príncipes, que durou 180 dias (Ester 1.3,4). Não que tenha regalado as mesmas pessoas todos os dias do longo banquete, mas talvez os nobres e príncipes de uma província num dia, os de outra província no outro, de modo que ele e seus criados constantes banquetearam suntuosamente todos os dias.

O parafrasta caldeu (bastante ousado nas adições à história deste livro) relata uma rebelião entre seus súditos, e que o banquete foi mantido pelo prazer de suprimir o levante.

Outro banquete foi feito para todo o povo, desde o maior até ao menor, que durou sete dias, alguns vindo um dia, alguns no outro; e, como nenhuma casa desse conta de seu número, foram regalados no pátio do jardim (Ester 1.5).

As tapeçarias com que os vários aposentos foram divididos, e as barracas que foram armadas para o séquito, eram todas belas e preciosas; como também eram as camas e os bancos em que se assentavam, e o calçamento sob seus pés.

Melhor é um banquete de ervas em silêncio, deleitando-se na companhia de um amigo, que um banquete de vinho como esse, com toda a balbúrdia e tumulto que necessariamente acompanham festas dessa espécie. (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

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