Em Ester 10, o escritor registra a influência que Mardoqueu acabou exercendo no reinado de Xerxes. Ele era o segundo no comando do reino e extremamente amado pelos judeus.

Ao longo da história, o Senhor Deus sempre levantou homens e mulheres que desempenham papéis que afetam diretamente a vida de inúmeras pessoas.

Vemos isso em Moisés, José, Davi, Daniel, Jeremias, Ester, João Batista e tantos outros. Nossa oração deve ser: “Usa-me ó Deus de maneira que eu seja um instrumento precioso em suas mãos”.

Esboço de Ester 10:

Ester 10.1 – 3: A influência de Mardoqueu

 

A Nobreza de Mardoqueu

“O judeu Mardoqueu foi o segundo na hierarquia, depois do rei Xerxes. Era homem importante entre os judeus e foi muito amado por todos os judeus, pois trabalhou para o bem do seu povo e promoveu o bem-estar de todos eles”. (Ester 10:3)

Ele era grande e é salutar ver a virtude e a piedade serem assim honradas. Ele era grande junto ao rei, e próximo dele, como um em quem este mais se deleitava e confiava.

Por muito tempo havia Mardoqueu sentado contentemente à porta do rei, e agora finalmente ele é promovido à direção de seu conselho. Homens de mérito podem, às vezes, por algum tempo, parecer enterrados vivos.

Mas, frequentemente, de alguma maneira ou outra, são descobertos e, finalmente, exaltados.

A declaração da grandeza a que o rei exaltara Mardoqueu foi escrita no livro das crônicas dos reis, como muito memoráveis, e contribuindo para as grandes realizações do rei.

Permaneceu o Mesmo

Ele nunca efetuou atos de poder como os que efetuara quando Mardoqueu era sua mão direita. Ele era grande para com os judeus (Ester 10.3), não apenas grande acima deles, mais ilustre do que qualquer um deles, mas grande com eles, querido deles, era-lhes familiar, e eles muito o respeitavam.

Tão longe estavam de invejar sua posição exaltada, que regozijavam nela, e acresciam a ela dando-lhe grande influência entre eles, e submetendo suas questões em sua direção.

Ele era bom, muito bom, pois fazia o bem. Essa bondade o fazia verdadeiramente grande, e sua grandeza lhe dava uma oportunidade de fazer muito mais bondade.

Quando o rei o exaltou ele não renegou seu povo, os judeus, nem se envergonhou de sua relação com eles, embora fossem estrangeiros e cativos, dispersos e desprezados.

Orgulho de Seus Irmãos

Mesmo assim ele assinava como Mardoqueu o judeu, portanto, sem dúvida aderia à religião dos judeus, pela prática da qual ele se distinguia, e mesmo assim isso não foi impedimento para sua promoção, nem lhe foi tomado como mácula.

Ele não procurava sua própria fortuna, ou o levantamento de um patrimônio para si e sua família, que é o que a maioria ambiciona quando consegue posições elevadas na corte.

Mas ele tomava em consideração o bem-estar de seu povo, e incumbiu-se a si mesmo de promovê-lo. De seu poder, sua fortuna e toda a influência de que gozava junto ao rei e à rainha, ele se valia para o bem público.

Ele não apenas fazia o bem, mas fazia-o de maneira humilde, era acessível, cortês e afável no trato boas obras e a melhor e principal coisa que se espera dos que dispõem de fortuna e poder; mas oferecer boas palavras também é louvável, e torna a boa ação tanto mais aceitável. ((Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

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