Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Ester 6 Estudo: Hamã Honra Mardoqueu

Em Ester 6, algo que pode ser considerado um milagre. Antes do banquete da rainha Ester, o rei perde o sono. Com isso, ele ordena que lhe tragam as crônicas do seu reinado, isto é, o registro de tudo o que havia acontecido até ali.

Na leitura é mencionado o episódio em que Mardoqueu denuncia a conspiração que estava formada contra o rei, mas não registra nenhum benefício feito a ele.

Então o “rei perguntou: “Quem está no pátio?” Ora, Hamã havia acabado de entrar no pátio externo do palácio para pedir ao rei o enforcamento de Mardoqueu na forca que ele lhe havia preparado”.

Xerxes mandou chamá-lo e pediu sugestão para honrar alguém a quem ele tinha estima. Hamã que estava cego pelo seu ego, acreditou que a honra era para ele. Pois pensava: ““A quem o rei teria prazer de honrar, senão a mim?”

Devemos orar a Deus, rogando que ele não permita que nos tornemos pessoas soberbas, vaidosas e arrogantes. Hamã estava tão cego por estas coisas que não foi capaz de ser prudente e imaginar que talvez o rei estivesse pensando em outra pessoa.

Quando descobriu que toda a sua sugestão de honra deveria ser aplicada a Mardoqueu, Hamã ficou possesso de vergonha e raiva.

Seus amigos que tanto o incitaram contra Mardoqueu que confiou em Deus, quando souberam do episódio, mudaram o discurso:

“Visto que Mardoqueu, diante de quem começou a sua queda, é de origem judaica, você não terá condições de enfrentá-lo. Sem dúvida, você ficará arruinado!”

Assim, acontece com quem é sábio aos seus próprios olhos. Sua ruína chega de repente, sem que ele perceba.

Esboço de Ester 6:

Ester 6.1 – 3: O rei perde o sono

Ester 6.4 – 9: O que fazer a quem o rei quer honrar?

Ester 6.10 – 14: Hamã honra Mardoqueu

 

O Engano de Hamã

“O rei ordenou então a Hamã: “Vá depressa apanhar o manto e o cavalo, e faça ao judeu Mardoqueu o que você sugeriu. Ele está sentado junto à porta do palácio real. Não omita nada do que você recomendou”. Então, Hamã apanhou o cavalo, vestiu Mardoqueu com o manto e o conduziu sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando à frente dele: “Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar! ” (Ester 6:10,11)

O rei pergunta a Hamã como poderia expressar sua afeição por alguém que tenha acolhido como seu favorito: Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada?

Observe: é uma qualidade desejável em reis, e superiores do mesmo gênero, deleitar-se em prestar recompensas, e não ter prazer em punir. Pais e mestres devem alegrar-se em recomendar e encorajar o que é bom nos que se encontram sob sua responsabilidade.

Hamã pensa ser ele o favorito a que o rei alude, e, portanto, prescreve as maiores expressões de honra que poderiam, de uma só vez, ser dispensadas a um súdito.

Seu coração orgulhoso sugere: “A quem gostará o rei de prestar honras senão a mim? Ninguém o merece tanto quanto eu”, pensa Hamã, “nem tem tantas chances disso”. Veja como o orgulho engana os homens.

Hamã estimava mais a seus próprios méritos do que estes mereciam: para ele não havia maior merecedor de honra do que ele mesmo. É tolice pensar que somos as únicas pessoas de mérito, ou mais merecedoras que qualquer outra.

O engano de nosso coração não é em lugar algum mais claro, que no bom conceito que temos de nós mesmos, e de nossos atos, contra o qual devemos estar em constante vigília e oração.

O Deus Que Honra

Acreditava estar em melhor estima do que era razoável presumir. Pensava que o rei não amava e estimava ninguém senão a ele, mas estava enganado.

Devemos suspeitar que a estima que os outros professam por nós não seja tão grande quanto pareça, embora às vezes queiramos crer que seja, para que não pensemos bem demais de nós mesmos, nem depositemos confiança demasiada nos outros.

Agora Hamã pensa estar granjeando honras para si mesmo, e portanto, o faz com grande liberalidade (Ester 6.8,9).

Ou antes, ele age de maneira presunçosa, prescrevendo honras grandes demais para serem conferidas a qualquer súdito: que se lhe vestissem trajes reais, e a coroa real, e montasse o cavalo do próprio rei.

Enfim, ele deve aparecer em toda a pompa e grandiosidade do próprio rei, apenas não podendo carregar o cetro, o emblema do poder. Ele deve ser servido por um dos príncipes do rei, que deve ser seu lacaio, e todas as pessoas devem notá-lo e prestar-lhe reverência.

Pois cavalgará em procissão majestosa pelas ruas, e que se o apregoe diante dele, para sua honra, e a exortação a todos a buscar agradar a seu governante, assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada, que tinha a mesma intenção da proclamação que se fez diante de José, ajoelhai, pois todo o bom súdito honrará àquele que o rei tem prazer em honrar.

E não honrará todo bom cristão àqueles a quem o Rei dos reis tem prazer em honrar, e chamá-los os santos que estão na terra, e os ilustres em quem está todo o meu prazer? (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

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Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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2 Comentários

  1. Joelson santos novais disse:

    Tenho cido ricamente abençoado os estudos sao uma bença que Deus em cristo abençoe.

  2. Marili Maria Ramos Roberto disse:

    Muito bom ?

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