Outras três pragas do Egito são relatadas em Êxodo 8. A das rãs, que é objeto da ameaça de Deus, v.v. 1-4 e depois infligida, v.v. 5,6.

Contudo, é imitada pelos encantadores, v. 7 e removida, por humilde solicitação de Faraó (v.v. 8-14), que ainda assim tem seu coração endurecido, e, apesar da sua promessa enquanto a praga o afligia (v. 8), recusa-se a deixar ir Israel, v. 15.

A praga dos piolhos (v.v. 16,17), pela qual, os encantadores foram frustrados (v.v. 18,19), e, ainda assim, Faraó continuou endurecido, v. 19. A das moscas, acerca da qual Faraó é avisado com antecedência (v.v. 20,21), e é informado de que a terra de Gósen seria isenta desta praga, v.v.22,23.

Chega a praga, v. 24 e Faraó negocia com Moisés a libertação de Israel, e se humilha, v.v. 25-29. A praga, consequentemente, é removida (v. 31), e o coração de Faraó fica endurecido, v. 32. (Henry, Matthew, Comentário do Pentateuco)

Esboço de Êxodo 8:

Êxodo 8.1 – 7: A praga das rãs

Êxodo 8.8 – 14: O pedido de Faraó

Êxodo 8.15 – 19: A praga dos piolhos

Êxodo 8.20 – 23: As palavras de Deus

Êxodo 8.24 – 31: A praga das moscas

Êxodo 8.32: A obstinação de Faraó 

 

Êxodo 8.1 – 7: A praga das rãs

1 O Senhor falou a Moisés: Vá ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor: Deixe o meu povo ir para que me preste culto.

2 Se você não quiser deixá-lo ir, mandarei sobre todo o seu território uma praga de rãs.

3 O Nilo ficará infestado de rãs. Elas subirão e entrarão em seu palácio, em seu quarto, e até em sua cama; estarão também nas casas dos seus conselheiros e do seu povo, dentro dos seus fornos e nas suas amassadeiras.

4 As rãs subirão em você, em seus conselheiros e em seu povo.

5 Depois o Senhor disse a Moisés: “Diga a Arão que estenda a mão com a vara sobre os rios, sobre os canais e sobre os açudes, e faça subir deles rãs sobre a terra do Egito”.

6 Assim Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e as rãs subiram e cobriram a terra do Egito.

7 Mas os magos fizeram a mesma coisa por meio das suas ciências ocultas: fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.

Êxodo 8.8 – 14: O pedido de Faraó

8 O faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse: “Orem ao Senhor para que ele tire estas rãs de mim e do meu povo; então deixarei o povo ir e oferecer sacrifícios ao Senhor”.

9 Moisés disse ao faraó: “Tua é a honra de dizer-me quando devo orar por ti, por teus conselheiros e por teu povo, para que tu e tuas casas fiquem livres das rãs e sobrem apenas as que estão no rio”.

10 “Amanhã”, disse o faraó. Moisés respondeu: “Será como tu dizes, para que saibas que não há ninguém como o Senhor, o nosso Deus.

11 As rãs deixarão a ti, a tuas casas, a teus conselheiros e a teu povo; sobrarão apenas as que estão no rio.

12 Depois que Moisés e Arão saíram da presença do faraó, Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs que enviara sobre o faraó.

13 E o Senhor atendeu o pedido de Moisés; morreram as rãs que estavam nas casas, nos pátios e nos campos.

14 Foram ajuntadas em montões e, por isso, a terra cheirou mal.

Êxodo 8.15 – 19: A praga dos piolhos

15 Mas quando o faraó percebeu que houve alívio, obstinou-se em seu coração e não deu mais ouvidos a Moisés e a Arão, conforme o Senhor tinha dito.

16 Então o Senhor disse a Moisés: “Diga a Arão que estenda a sua vara e fira o pó da terra, e o pó se transformará em piolhos por toda a terra do Egito”.

17 Assim fizeram e, quando Arão estendeu a mão e com a vara feriu o pó da terra, surgiram piolhos nos homens e nos animais. Todo o pó de toda a terra do Egito transformou-se em piolhos.

18 Mas, quando os magos tentaram fazer surgir piolhos por meio das suas ciências ocultas, não conseguiram. E os piolhos infestavam os homens e os animais.

19 Os magos disseram ao faraó: “Isso é o dedo de Deus”. Mas o coração do faraó permaneceu endurecido, e ele não quis ouvi-los, conforme o Senhor tinha dito.

Êxodo 8.20 – 23: As palavras de Deus

20 Depois o Senhor disse a Moisés: Levante-se bem cedo e apresente-se ao faraó, quando ele estiver indo às águas. Diga-lhe que assim diz o Senhor: Deixe o meu povo ir para que me preste culto.

21 Se você não deixar meu povo ir, enviarei enxames de moscas para atacar você, os seus conselheiros, o seu povo e as suas casas. As casas dos egípcios e o chão em que pisam se encherão de moscas.

22 Mas naquele dia tratarei de maneira diferente a terra de Gósen, onde habita o meu povo; nenhum enxame de moscas se achará ali, para que você saiba que eu, o Senhor, estou nessa terra.

23 Farei distinção entre o meu povo e o seu. Este sinal milagroso acontecerá amanhã.

Êxodo 8.24 – 31: A praga das moscas

24 E assim fez o Senhor. Grandes enxames de moscas invadiram o palácio do faraó e as casas de seus conselheiros, e em todo o Egito a terra foi arruinada pelas moscas.

25 Então o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse: “Vão oferecer sacrifícios ao seu Deus, mas não saiam do país”.

26 “Isso não seria sensato”, respondeu Moisés; “os sacrifícios que oferecemos ao Senhor, o nosso Deus, são um sacrilégio para os egípcios. Se oferecermos sacrifícios que lhes pareçam sacrilégio, isso não os levará a nos apedrejar?

27 Faremos três dias de viagem no deserto, e ofereceremos sacrifícios ao Senhor, o nosso Deus, como ele nos ordena.

28 Disse o faraó: “Eu os deixarei ir e oferecer sacrifícios ao Senhor, o seu Deus, no deserto, mas não se afastem muito e orem por mim também”.

29 Moisés respondeu: “Assim que sair da tua presença, orarei ao Senhor, e amanhã os enxames de moscas deixarão o faraó, teus conselheiros e teu povo. Mas que o faraó não volte a agir com falsidade, impedindo que o povo vá oferecer sacrifícios ao Senhor”.

30 Então Moisés saiu da presença do faraó e orou ao Senhor,

31 e o Senhor atendeu o seu pedido: as moscas deixaram o faraó, seus conselheiros e seu povo; não restou uma só mosca.

Êxodo 8.32: A obstinação de Faraó

32 Mas também dessa vez o faraó obstinou-se em seu coração e não deixou que o povo saísse.

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