Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Ezequiel 1 Estudo: A Visão de Ezequiel

Ezequiel 1 Estudo: A Visão de Ezequiel

Em Ezequiel 1, vemos o primeiro relato do profeta sobre suas visões. Aqui junto ao rio Quebar, onde viviam os cativos judeus na Babilônia o Senhor Deus se revela para o Seu servo.

É muito interessante pensar que o Senhor Deus revela-se para nós nos lugares comuns da vida. Perceba que o rio Quebar era uma das proximidades da nova casa de Ezequiel.

Sendo assim, podemos viver a expectativa de ver a glória de Deus em nosso trabalho, na escola, universidade, na internet, enfim.

O poderoso Deus tem prazer em revelar Sua glória para nós, contudo é muito importante que estejamos atentos a ela. Precisamos seguir o Espírito de Deus, assim como mostra a visão de Ezequiel.

Esboço de Ezequiel 1:

1.1 – 4: A visão de Ezequiel

1.5 – 14: Visão dos quatro seres viventes

1.15 – 21: A visão das rodas

1.22 – 28: Ezequiel vê a glória de Deus

 

Ezequiel 1.1 – 3: Chamado de Ezequiel

1 Era o quinto dia do quarto mês do trigésimo ano, e eu estava entre os exilados, junto ao rio Quebar. Abriram-se os céus, e eu tive visões de Deus.

Comentário v.v 1

Isso aconteceu por volta de 31 de julho de 593 a.C, o trigésimo ano, provavelmente é uma referência a idade de Ezequiel.

Apartir do versículo 4 até Ezequiel 2:7 vemos uma descrição detalhada dessas visões. Essa experiência com Deus, mudou completamente a vida dele.

2 Foi no quinto ano do exílio do rei Joaquim, no quinto dia do quarto mês.

3 A palavra do Senhor veio ao sacerdote Ezequiel , filho de Buzi, junto ao rio Quebar, na terra dos caldeus. Ali a mão do Senhor esteve sobre ele.

Comentário v.v 2

Ezequiel foi levado ao cativeiro no reinado de Joaquim, em março de 597 a.C.

 

v.v 3 a fonte de toda a mensagem a ser ministrada era, Deus. As palavras de Ezequiel não vieram de sua própria cabeça e ele descreve como recebeu a mensagem no Capítulo 2:8 até Ezequiel 3:11.

O poder de Deus impulsionou Ezequiel ao ministério. Ele não começou a agir por conta própria ou por motivações pessoais, o que vemos nesse livro é a descrição do projeto de Deus.

Deus é poderso para falar conosco mesmo em meio às situações mais adversas, em meio à dores. Mesmo nos momentos de grandes dificuldades, o Espírito Santo quer ter acesso ao nosso coração para nos conduzir por um caminho superior na tormenta.

Ezequiel 1.4 – 14: Visão dos quatro seres viventes

4 Olhei e vi uma tempestade que vinha do norte: uma nuvem imensa, com relâmpagos e faíscas, e cercada por uma luz brilhante. O centro do fogo parecia metal reluzente,

Olhando para o Norte o profeta percebeu que uma grande tempestade estava chegando, e com ela havia uma grande nuvem com ventos forte e relâmpagos reluzentes.

Comentário v.v 3

À medida que a tempestade se aproxima, o profeta percebe que havia uma luz brilhando no centro da tempestade que parecia um metal reluzente  (ḥašmāl).

Essa é uma palavra de ocorrência única no Antigo Testamento. Apenas Ezequiel a utiliza (v.27 e Capítulo 8:2). A intenção do profeta é relatar como o brilho é forte.

5 e no meio do fogo havia quatro vultos que pareciam seres viventes. Na aparência tinham forma de homem,

6 mas cada um deles tinha quatro rostos e quatro asas.

7 Suas pernas eram retas; seus pés eram como os de um bezerro e reluziam como bronze polido.

8 Debaixo de suas asas, nos quatro lados, eles tinham mãos humanas. Os quatro tinham rostos e asas,

9 e as suas asas encostavam umas nas outras. Quando se moviam andavam para a frente, e não se viravam.

Comentário v.v 5-9

Esse seres aparecem também em Ezequiel 10 e são citados como querubins, isto é, uma classe especial de anjos. Eles têm acesso a presença de Deus, como vemos no capítulo 28:14,16.

Devemos lembrar que na tampa da Arca da Aliança do Tabernáculo havia dois querubins com asas estendidas, esculpidos.

A imagem é um símbolo de que eles guardam a glória de Deus, ou estão onde Ela está como vemos em Êxodo 25:17-22; Números 7:89.

O Senhor está entronizado entre os querubins (como vemos em 1 Samuel 4:4; 2 Samuel 6:2; Salmos 80:1; Salmos 99:1; Isaías 37:16).

Sendo o Tabernáculo e o Templo uma representação da glória celestial (como vemos em Hebreus 8:5), a visão de Ezequiel se mostra verdadeira, apresentando o Trono de Deus em uma carruagem levada pelos querubins.

A aparência deles lembrava a do ser humano, mas não são idênticos. Eles tinham quatro asas e quatro rostos com caracteríticas particulares, como vemos nos versículos 10,11. Além disso, havia uma sincronia impressionante entre eles.

10 Quanto à aparência dos seus rostos, os quatro tinham rosto de homem, rosto de leão no lado direito, rosto de boi no lado esquerdo, e rosto de águia.

11 Assim eram os seus rostos. Suas asas estavam estendidas para cima; cada um deles tinha duas asas que se encostavam na de outro ser vivente, de um lado e do outro, e duas asas que cobriam os seus corpos.

12 Cada um deles ia sempre para a frente. Para onde quer que fosse o Espírito eles iam, e não se viravam quando se moviam.

13 Os seres viventes pareciam carvão aceso; eram como tochas. O fogo ia de um lado a outro entre os seres viventes, e do fogo saíam relâmpagos e faíscas.

14 Os seres viventes iam e vinham como relâmpagos.

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Comentário v.v 10 – 14

Ezequiel nos apresenta a descrição dos seres viventes com as seguintes palavras: rosto de um homem, rosto de um leão, rosto de boi e rosto de águia.

Estudiosos acreditam que isso representa inteligência, poder, serviço e agilidade. Outros, entendem que é uma demonstração de quão elevada é a vida no Reino de Deus.

Devemos perceber que a ordem de citada por Ezequiel, nos apresenta a sequência de domínio mostrada na Criação, em Gênesis, como o leão sendo o rei da selva, o boi representado o mais forte dos animais domésticos e a águia como líder entre os passáros.

 Observe que as asas dos querubins são descritas em disposição semelhante a que é descrita em Isaías 6:1-3, nos mostrando a reverência dos seres enquanto ministram diante do Senhor.

Os seres seguem a dirção do Espírito de Deus, por onde quer que Ele os dirija, eles seguem. Cercados por um brilho que parecia brasas de fogo flamenjantes ou tochas, os querubins nos mostram que a justiça de Deus era urgente sobre Judá

O Espírito Santo deseja aperfeiçoar nossa visão para além da nossa compreensão natural. É muito importante, seguir sua direção, entendendo ou não, Ele é nossa melhor escolha.

Ezequiel 1.15 – 21: A visão das rodas

15 Enquanto eu olhava para eles, vi uma roda ao lado de cada um deles, diante dos seus quatro rostos.

16 Esta era a aparência das rodas e a sua estrutura: reluziam como o berilo; as quatro tinham aparência semelhante. Cada roda parecia estar entrosada na outra.

17 Quando se moviam, seguiam nas quatro direções dos quatro rostos, e não se viravam enquanto iam.

18 Seus aros eram altos e impressionantes e estavam cheios de olhos ao redor.

Comentário v.v 15-18

Ezequiel percebeu que na parte de baixo de cada querubim haviam rodas que brilhavam com berilo (taršîš), uma pedra preciosa de cor verde-amarelo.

O fato das rodas estarem cercadas de olhos nos apontam para a onisciência de Deus (como vemos em 2 Crônicas 16:9 e Provérbios 15:3), deixando claro que Aquele que está assentado sobre a carruagem, vê todas as coisas.

19 Quando os seres viventes se moviam, as rodas ao seu lado se moviam; quando se elevavam do chão, as rodas também se elevavam.

20 Para onde quer que o Espírito fosse, os seres viventes iam, e as rodas os seguiam, porque o mesmo Espírito estava nelas.

21 Quando os seres viventes se moviam, elas também se moviam; quado eles ficavam imóveis, elas também ficavam; e quando os seres viventes se elevavam do chão, as rodas também se elevavam com eles, porque o mesmo Espírito deles estava nelas.

Comentário v.v 19-21

A visão nos mostra que apesar de todo os esplendor dos querubins, com sua agilidade, inteligência e força a Soberania pertence a Deus, que os dirigia por onde quer que fossem.

 

Temos enfrentado muitas lutas desnecessárias por nos faltar a sensibilidade e a fé necessárias para seguir o Espírito Santo. Devemos ter em mente que em Cristo, somos alimentados e alicerçados nele. Por isso, deve haver uma sintonia entre o que Ele quer e o que queremos.

A Glória de Deus – v.v 22 – 24

22 Acima das cabeças dos seres viventes estava o que parecia uma abóbada (extensão), reluzente como gelo, e impressionante.

23 Debaixo dela cada ser vivente estendia duas asas ao que lhe estava mais próximo, e com as outras duas asas cobria o corpo.

24 Ouvi o ruído de suas asas quando voavam. Parecia o ruído de muitas águas, parecia a voz do Todo-poderoso. Era um ruído estrondoso, como o de um exército. Quando paravam, fechavam as asas.

Comentário v.v 22-24

Acima das asas dos querubins havia um espaço que Ezequiel descreve como uma expansão (rāqîa ‘). Essa mesma palavra é utilizada em Gênsis 1:6-7 para descrever o firmamento qque sustentava as águas.

O brilho visto acima dos querubins, fez o profeta lembrar do reflexo dos cristais de gelo quando atingidos pela luz do sol, algo muito semelhante a descrição de João em Apocalipse 4:6, ao nos dizer que o trono de Deus é claro como o cristal.

O movimento das asas dos querubins fez Ezequiel pensar no som da águas correntes ou de cavalos correndo. Era um som intenso como a voz de Deus (como vemos em Jó 37:4,5; 40:9; Salmos 18:13; Salmos 104:7). Tudo isso lembra ao profeta a imagem de um exército em batalha.

O Trono de Deus – Ezequiel 1:25 – 28

25 Então veio uma voz de cima da abóbada sobre as suas cabeças, enquanto eles ficavam de asas fechadas.

26 Acima da abóbada sobre as suas cabeças havia o que parecia um trono de safira e, bem no alto, sobre o trono, havia uma figura que parecia um homem.

27 Vi que a parte de cima do que parecia ser a cintura dele, parecia metal brilhante, como que cheia de fogo, e a parte de baixo parecia fogo; e uma luz brilhante o cercava.

28 Tal como a aparência do arco-íris nas nuvens de um dia chuvoso, assim era o resplendor ao seu redor. Essa era a aparência da figura da glória do Senhor. Quando a vi, prostrei-me com o rosto em terra, e ouvi a voz de alguém falando.

Comentário v.v 25-28

Quando os querubins pararam de se movimentar o som que os acompanhava cessou. Nesse momento o profeta ouve a voz de Deus, que está assentado sobre o Trono.

 

Seu aspecto era semelhante ao de um homem. Ao seu redor, havia uma espécie de arco-íris muito semelhante ao brilho que cerca o trono de Deus em Apocalipse 4:3.

 

O Profeta a descreve como algo semelhante a Glória do Senhor, algo que ele repete 16 vezes no seu registro (que pode ser visto em 1:28; 3:12,23; 8:4; 9:3; 10:4,18-19; 11:22,23; 39:21; 43:2,4,5; 44:4.

 

É muito importante que prestemos atenção ao detalhe de que Ezequiel não viu a Deus diretamente, mas uma teofania, isto é, uma expressão da glória de Deus. Por isso, ele utiliza termos coomo “aperência” e “semelhante”. Contemplar a face de Deus resultaria em sua morte (como vemos em Êxodo 33:18-23; João 1:18).

 

Diante da expressão da glória de Deus, Ezequiel se prostrou com o rosto na terra, mostrando submissão e espanto. Dessa forma ele aproximou-se para ouvir ao Senhor.

 

É muito pregado em nossos dias que veremos a glória de Deus no “auge da nossa espiritualidade”, mas isso é um mito. Na verdade não existe receita pronta, é algo da Soberania de Deus, contudo, é necessário que não haja reservas em nós.

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3 Comentários

  1. Ana Maria disse:

    Que esperiência maravilhosa de Ezequiel.
    Pastor,muito obrigado,o senhor está sendo canal de Deus para nossas vidas.

  2. Joelson santos novais disse:

    A paz de cristo muito bom que Deus em cristo abençoe.

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