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Filipenses 4 Estudo: Vencendo Tudo em Cristo

Em filipenses 4, Paulo exorta os moradores de Filipos a alegrar-se no Senhor Jesus Cristo e a perseverar em  oração. Mais uma vez os estimula a unidade e fala sobre como aprendeu a viver todas as situações da vida, tendo muito ou pouco. Por fim, ele os agradece por sua generosidade nas ofertas e roga a Deus que os abençoe.

Esboço de Filipenses 4:

Filipenses 4. 1 – 9: Unidade e alegria em oração;

Filipenses 4. 10 – 13: A satisfação de viver em Jesus Cristo;

Filipenses 4. 14 – 19: Paulo é grato à Igreja em Filipos;

Filipenses 4. 20 – 23: Oração final e bênção.

 

Comentário Filipenses 4. 1 – 9

Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se! (Filipenses 4:4)

Aos filipenses, o apóstolo Paulo dá a “receita” de uma Igreja vitoriosa: a unidade. Ele os estimula continuamente a viverem em comunhão e procura tratar de forma amorosa e espiritual cada foco de contenda.

A alegria deve ser algo notável entre os cristãos, a despeito de qualquer situação. Todos que nos cercam devem perceber nosso prazer de viver a vida em Jesus.

Nossa mente deve ser ocupada, preenchida, transbordante de pensamentos do alto. Além disso, os cristãos têm o dever de não apenas aprender mais, sobretudo devem colocar em prática o que já se sabe.

Comentário Filipenses 4.10 – 13

“Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. (Filipenses 4:12,13)

Paulo não era um interesseiro. O Senhor Jesus o ensinou, através das circunstâncias da vida a ser satisfeito com a provisão de Deus. Isso o capacitou a ser uma pessoa satisfeita em toda e qualquer circunstância.

Ao final, ele crava com uma das declarações mais poderosas da Palavra de Deus: “Tudo posso naquele que me fortalece”. O Espírito Santo o convence de que ele é capaz de suportar e vencer qualquer dificuldade, porque Jesus é o seu ajudador.

Comentário Filipenses 4. 14 – 19

“O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus”. (Filipenses 4:19)

Paulo expressa sua gratidão a generosidade dos filipenses em relação às ofertas enviadas. Elas foram de grande ajuda ao ministério do apóstolo.

Precisamos reconhecer as pessoas que nos servem no Evangelho de maneira genuína e sincera. Devemos honrá-los com ofertas que supra suas necessidades e os ajude a continuar pregando o Evangelho.

Paulo ora, para que Deus supra as necessidades de seus mantenedores assim como eles foram usados para suprir as suas.

 

Elogio a Generosidade

“Apesar disso, vocês fizeram bem em participar de minhas tribulações”. (Filipenses 4:14)

Paulo elogia a generosidade presente deles: “Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição”. É uma boa obra socorrer e ajudar um verdadeiro ministro em dificuldades.

Veja aqui qual é a natureza da verdadeira compaixão cristã: não somente estar interessado nos nossos amigos em suas dificuldades, mas fazer o que for possível para ajudá-los.

Eles tomaram parte da sua aflição, ao socorrê-lo no meio dela. Tiago questiona a validade da fé se não vier acompanhada de obras.

São aqueles que dizem: “Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?” (Tiago 2.16).

Ele se regozijou grandemente nisso (Filipenses 4.10), porque era uma evidência do carinho deles por ele e do sucesso do seu ministério entre eles.

Quando o fruto da caridade deles se tornou abundante para o apóstolo, parece que o fruto do seu ministério se tornou abundante no meio deles.

Cuidado Com a Intenção

Ele cuida para que não seja mal interpretado o fato de ele ressaltar tanto aquilo que foi enviado a ele. Isso não foi decorrência de descontentamento e desconfiança (Filipenses 4.11) ou da cobiça e amor pelo mundo (Filipenses 4.12).

Não foi decorrência de descontentamento ou desconfiança da Providência: “Não digo isto como por necessidade” (v. 11); não em relação a qualquer necessidade que sentisse, nem de alguma necessidade de que tivesse medo.

Ele estava contente com o pouco que tinha e isso o satisfazia; ele dependia da providência de Deus para prover por ele dia após dia, e isso o satisfazia, “…porque já aprendi a contentar-me com o que tenho”.

Temos aqui um relato do aprendizado de Paulo, não daquilo que recebeu aos pés de Gamaliel, mas daquilo que recebeu aos pés de Cristo. Ele aprendeu a estar contente.

Essa lição ele tinha tanta necessidade de aprender quanto a maioria das pessoas, levando em conta as privações e sofrimentos pelas quais foi exercitado.

Uma Grande Lição

Ele esteve frequentemente em cadeias, em prisões e necessidades; mas em todas essas situações ele aprendeu a estar contente, isto é, no seu interior ele aceitava essa condição e procurava tirar o máximo de proveito dela. “Sei estar abatido e sei também ter abundância” (v. 12).

Esse é um ato especial da graça: ajustar-nos de acordo com cada condição de vida e ter uma disposição mental e espiritual constante em todas as variedades do nosso estado.

Para ajustar-nos a uma condição angustiante – aceitar ser humilhado, estar com fome, sofrer necessidade, e não ser dominado pelas tentações que vêm com ela, perdendo nosso conforto em Deus ou desconfiando da sua providência, ou encontrando um caminho próprio para suprir as necessidades.

Para uma condição próspera – saber ter em abundância, saber ser cheio sem ser orgulhoso, seguro ou luxurioso.

E essa é uma lição tão difícil quanto a outra; porque as tentações em relação à abundância e prosperidade não são menores do que as que temos em relação à aflição e à necessidade.

Mas de que maneira devemos aprender essa lição?

“Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Temos a necessidade de obter forças de Cristo, para sermos capacitados a realizar não somente as obrigações puramente cristãs, mas mesmo aquelas que são frutos da virtude moral.

Precisamos da força dele para nos ensinar a como ficar contente em cada condição. Parecia que o apóstolo tinha se vangloriado quanto à sua própria força:

“Sei estar abatido” (Filipenses 4.12); mas aqui ele transfere todo o louvor a Cristo. “O que posso dizer acerca de saber estar abatido e saber ter em abundância? Somente em Cristo, que me fortalece, posso fazê-lo, não na minha própria força”.

Assim, requer-se de nós que sejamos “…fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Efésios 6.10), e “…fortalecidos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2.1).

Somos “…corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior’’ (Efésios 3.16). A palavra no original é um particípio presente, en to endynamounti me Christo, e denota um ato presente e contínuo.

Cristo Está Nos Fortalecendo

Como se ele tivesse dito: “Por meio de Cristo, que está me fortalecendo e continua me fortalecendo; é por meio da sua força constante e renovada que sou capacitado a agir em cada situação; dependo completamente dele para todo o meu poder espiritual”.

Não provinha de cobiça ou de uma atração pela riqueza mundana: “Não que procure dádivas (Filipenses 4.17); ou seja, recebo a bondade de vocês, não porque acrescenta algo ao meu gozo, mas porque acrescenta na conta de vocês”.

Ele não desejava essa dádiva tanto para o seu próprio bem, mas para o bem deles: “…procuro o fruto que aumente a vossa conta, isto é, que vós sejais capacitados a fazer um uso tão bom das vossas posses terrenas para que deis um relato delas com alegria.

Não falo isso com o intento de tirar mais de vós, mas para animar-vos a um exercício de beneficência tal que redundará em uma recompensa gloriosa no futuro”.

Tendo o Suficiente

Ele diz então: “…bastante tenho recebido e tenho abundância (Filipenses 4.18). O que uma pessoa pode desejar mais se tem o suficiente?

Não desejo uma dádiva por causa da dádiva, porque bastante tenho recebido e tenho abundância”. Eles lhe enviaram uma pequena lembrança, e ele não desejava mais do que isto.

Ele não era solícito por coisas supérfluas ou por um suprimento futuro: “…cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado”.

Uma boa pessoa logo terá o suficiente deste mundo; não somente de viver nele, mas de receber dele. Quanto mais uma pessoa mundana cobiçosa tem, mais ela quer; mas um cristão verdadeiro, embora tenha pouco, tem o suficiente. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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