Em Gálatas 5, Paulo defende de forma enérgica a liberdade que foi dada aos cristãos em Cristo. Ele ensina que não importa o que aconteça devemos permanecer debaixo da graça de Deus.

No entanto, adverte que essa liberdade não pode ser pretexto para a prática do pecado. A liberdade em Jesus Cristo deve ser dirigida pelo Espírito Santo, devemos ser guiados por ele.

Por fim, de forma bem didática ele faz uma lista, apresentando quais são as obras da carne e quais são os frutos do Espírito.

Esboço de Gálatas 5:

Gálatas 5.1 – 6: Devemos permanecer na liberdade de Jesus Cristo

Gálatas 5.7 – 15: A liberdade não deve ser pretexto para o pecado

Gálatas 5.16 – 18: Guiados pelo Espírito Santo

Gálatas 5.19 – 26: As obras da carne e os frutos do Espírito

Exortação a Firmeza na Fé

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. (Gálatas 5:1)

Paulo argumenta a favor da firmeza na fé e liberdade do evangelho deles, uma vez que tinham sido afastados pela persuasão maléfica dos falsos mestres (Gálatas 5.8): “Esta persuasão não vem daquele que vos chamou”.

A opinião ou persuasão à qual o apóstolo se refere aqui era, sem dúvida, a necessidade de serem circuncidados, e de guardarem a lei de Moisés, ou de mesclarem a lei com a fé em Cristo no que se refere à justificação.

Essa era a imposição dos mestres judaizantes, em cuja cilada tinham caído tão facilmente.

Para convencê-los da insensatez deles, o apóstolo deixa claro que essa persuasão não vinha daquele que os havia chamado, isto é, Deus, por cuja autoridade o evangelho tinha sido pregado (e aceito por eles), ou pelo próprio apóstolo, que tinha sido usado como o instrumento para a transmissão do evangelho.

Essa persuasão não poderia vir de Deus, porque era contrária à forma de justificação e salvação que Ele tinha estabelecido.

Eles também não poderiam tê-la recebido de Paulo, porque, independentemente do que alguns pudessem estar insinuando, ele tinha sido sempre o opositor e não pregador da circuncisão.

E se, em algum momento tivesse se submetido a ela por amor à paz, ele nunca tinha insistido para que fosse imposta aos cristãos, como sendo necessária à salvação.

A Fragilidade Desta Persuasão

Tal persuasão não provém daquele que os chama. (Gálatas 5:8)

Uma vez que essa persuasão não vinha daquele que os tinha chamado, ele deixa que os gálatas julguem quando essa persuasão pode ter aparecido.

Ele deixa suficientemente claro que ninguém menos do que Satanás e seus instrumentos estavam empenhados em subverter a fé deles e obstruir o progresso do evangelho.

Portanto, os gálatas tinham todos os motivos para rejeitá-la e continuar firmes na verdade que haviam seguido anteriormente.

A fim de sermos imparciais no julgamento das diferentes persuasões religiosas que há no meio cristão, precisamos indagar se elas vêm daquele que nos chamou, ou seja, se estão fundadas na autoridade de Cristo e seus apóstolos ou não.

Se após esse exame, essas persuasões provam não estar sobre o fundamento correto, independentemente de quanto procuram impô-las a nós, não deveríamos, em hipótese alguma, nos submeter a elas, mas, sim, rejeitá-las.

O perigo de espalhar essa infecção, e a influência maléfica que ela podia ter sobre os outros. Esse é mais um argumento que o apóstolo usa para os gálatas não concordarem com as imposições desses falsos mestres.

Desculpa “Fiada”

“Um pouco de fermento leveda toda a massa”. (Gálatas 5.9)

E possível que, ao diminuir o próprio erro deles, eles estivessem dispostos a dizer que havia somente alguns falsos mestres entre eles que buscavam atraí-los para essa persuasão e prática.

Talvez eles tenham alegado que havia somente algumas questões menores em que concordavam com esses mestres – que embora concordassem em ser circuncidados, e em observar apenas alguns ritos das leis judaicas, no entanto, eles não tinham, de forma alguma, renunciado ao seu cristianismo e passado para o judaísmo.

Ou, suponha que a concordância deles com essas persuasões fosse de fato tão errada quanto o apóstolo tinha descrito, talvez argumentassem que havia apenas alguns entre eles que haviam se afastado do caminho, e, portanto, ele não precisava estar tão preocupado com essa questão.

Para remover esse tipo de desculpas, e para convencê-los de que havia mais perigo do que podiam imaginar, ele diz (Gálatas 5.9) que “um pouco de fermento leveda toda a massa”.

Em outras palavras, todo o cristianismo pode ser manchado e corrompido por um princípio erróneo como esse ou toda a sociedade cristã pode ser infectada por um membro dela.

Portanto, eles deveriam estar muito cuidadosos para não cair nesse erro, e, se alguém o tivesse feito, os gálatas deveriam esforçar-se em usar os métodos apropriados para eliminar a infecção entre eles.

O Perigo das Falsas Doutrinas

É perigoso para as igrejas cristãs apoiar aqueles que cogitam propagar erros destrutivos.

Esse era o caso aqui. A doutrina que os falsos mestres procuravam espalhar, à qual algumas pessoas dessas igrejas tinham sido atraídas, era subversiva ao próprio cristianismo, como o apóstolo tinha mostrado anteriormente.

Portanto, embora o número deles pudesse ser pequeno, eles precisavam levar em conta a tendência fatal dessa doutrina e a depravação da natureza humana, por meio da qual muitas pessoas estavam inclinadas a se deixarem influenciar por ela.

Por isso, o apóstolo queria que não agissem de maneira despreocupada, mas se lembrassem de que um pouco de fermento leveda toda a massa.

Se alguns deles cedessem, o contágio poderia logo se espalhar; e, se permitissem ser iludidos, essa questão poderia logo destruir a verdade e a liberdade do evangelho. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

1 COMENTÁRIO

  1. Glória Deus continue abençoando vcs ótimo capítulo nos ensina muito sobre a liberdade q o senhor Jesus Cristo nos libertou o cuidado com as doutrinas humanas para q possamos viver o evangelho puro e simples e mais importante verdadeiro.

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