Gênesis 2 Estudo: A Criação do Homem e da Mulher

O sétimo dia foi o dia de descanso, o sábado (Gênesis 2:1–3). A estrutura dos versos 2 e 3 no hebraico é bem ordenada em suas orações com ênfases paralelas no sétimo dia.

O número “sete” freqüentemente representa a aliança (o verbo “jura” é relacionado etimologicamente); assim, não é surpresa que o sábado se tornou o sinal da aliança de Deus no Sinai (Êxodo 31:13, 17).

Deus abençoou o sétimo dia e o santificou porque comemorava a conclusão ou cessação de Seu trabalho criativo. O descanso sabático de Deus tornou-se um motivo predominante das Escrituras.

Aqui antes da queda representou a criação perfeita, santificada e em repouso. Depois da Queda, esse descanso tornou-se um objetivo a ser buscado. O estabelecimento do descanso teocrático na terra, seja por Moisés ou por Josué na Conquista, exigiu e obediência.

Hoje, os crentes entram naquele descanso do sábado espiritualmente (Hebreus 4:8-10) e certamente compartilharão de sua completa restauração. O relato da Criação, visto pelos olhos da nova nação de Israel nos dias de Moisés, teve grande significado teológico.

Do caos e da escuridão do mundo pagão, Deus trouxe o seu povo, ensinando-lhes a verdade, garantindo-lhes a vitória sobre todos os poderes no céu e na terra, encarregando-os de serem Seus representantes e prometendo-lhes descanso teocrático. Assim também encorajaria os crentes de todas as idades (1).

Esboço de Gênesis 2:

2.1 – 3: O dia de descanso

2.4 – 6: Água que brota da terra

2.7: Do pó da terra

2.8 – 14: O jardim no Éden

2.15 – 17: A proibição

2.18: Não é bom que esteja sozinho

 2.19,20: Nomeação dos animais

2.21 – 25: Criação da mulher e do casamento

 

Gênesis 2.1 – 3: O dia de descanso

1 Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há.

2 No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou.

3 Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação.

Gênesis 2.4 – 6: Água que brota da terra

4 Esta é a história das origens dos céus e da terra, no tempo em que foram criados: Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus,

5 ainda não tinha brotado nenhum arbusto no campo, e nenhuma planta havia germinado, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e também não havia homem para cultivar o solo.

6 Todavia brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo.

Gênesis 2.7: Do pó da terra

7 Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.

Gênesis 2.8 – 14: O jardim no Éden

8 Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste, e ali colocou o homem que formara.

9 Então o Senhor Deus fez nascer do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

10 No Éden nascia um rio que irrigava o jardim, e depois se dividia em quatro.

11 O nome do primeiro é Pisom. Ele percorre toda a terra de Havilá, onde existe ouro.

12 O ouro daquela terra é excelente; lá também existem o bdélio e a pedra de ônix.

13 O segundo, que percorre toda a terra de Cuxe, é o Giom.

14 O terceiro, que corre pelo lado leste da Assíria, é o Tigre. E o quarto rio é o Eufrates.

Gênesis 2.15 – 17: A proibição

15 O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo.

16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: Coma livremente de qualquer árvore do jardim,

17 mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá.

Gênesis 2.18: Não é bom que esteja sozinho

18 Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”.

Gênesis 2.19,20: Nomeação dos animais

19 Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome.

20 Assim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens. Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse.

Gênesis 2.21 – 25: Criação da mulher e do casamento

21 Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne.

22 Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele.

23 Disse então o homem: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada”.

24 Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.

25 O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.

 

Referências:

Ross, A. P. (1985). Genesis. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 29–30). Wheaton, IL: Victor Books.

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