Gênesis 25 Estudo: A Morte de Abraão

Quando Abraão se casou com Quetura é desconhecido, mas o verbo “pegou” e o adjetivo “outro” sugere que foi depois da morte de Sara. Na verdade, Quetura era uma concubina, 1 Crônicas 1:32. Isso significaria que havia um período máximo de 37 anos para o nascimento dos seis filhos dela com Abraão. Abraão tinha 138 anos quando Sara morreu e morreu aos 175 anos (Gênesis 25:1–4).

Tribos em Sabá e Dedã, na Arábia (Gênesis 25:3), bem como os midianitas (v. 4), vieram de Abraão. Isto foi em cumprimento das promessas de Deus ao seu servo,  de que ele se tornaria grande (12:2), uma vez que “muitas nações” o veem como seu ancestral (17:4).

Abraão amava todos esses meninos; ele deu-lhes presentes. Mas eles e seus descendentes podem ter ameaçado Isaque. Então, Abraão os mandou embora como fizera com Ismael (21:8-14). Ele os enviou para a terra do Oriente, preservando assim a primazia de Isaque e seu direito como herdeiro de Abraão.

Enquanto Isaque e Ismael juntos enterravam seu pai (que viveu 175 anos) na caverna onde Sara foi sepultada, a presença de Ismael pode ter representado uma possível ameaça aos direitos de Isaque, agora que seu pai estava morto. Mas a benção de Deus repousou sobre Isaque (Gênesis 25:7–11).

Isaque estava então morando em Beer-Laai-Roi. Este era um lugar onde Deus era conhecido por responder. Foi onde Deus havia ouvido Agar (16.14). E Isaque meditou lá quando esperava por sua futura esposa (24:62). Assim Isaque viveu em um lugar especial, um lugar onde Deus havia respondido a oração.

Quando Abraão, pela fé, mandou embora todos os seus outros filhos, ele providenciou a transferência de sua bênção para Isaque, que esperou no Senhor. Abraão morreu, mas o plano de Deus continuou.

Nenhum líder da aliança é indispensável, pois o plano de Deus para abençoar o mundo continuará crescendo e se expandindo de geração em geração. Cada um dos servos de Deus deve fazer tudo o que puder para garantir o andamento do trabalho de Deus, mas o trabalho é maior do que qualquer indivíduo (1).

Esboço de Gênesis 25:

25.1 – 10: A morte de Abraão

25.11 – 18: A genealogia de Ismael

25.19 – 28: O nascimento de Esaú e Jacó

25.29 – 34: Esaú vende o direito a primogenitura 

 

Gênesis 25.1 – 10: A morte de Abraão

1 Abraão casou-se com outra mulher, chamada Quetura.

2 Ela lhe deu os seguintes filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.

3 Jocsã gerou Sabá e Dedã; os descendentes de Dedã foram os assuritas, os letusitas e os leumitas.

4 Os filhos de Midiã foram Efá, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos esses foram descendentes de Quetura.

5 Abraão deixou tudo o que tinha para Isaque.

6 Mas para os filhos de suas concubinas deu presentes; e, ainda em vida, enviou-os para longe de Isaque, para a terra do oriente.

7 Abraão viveu cento e setenta e cinco anos.

8 Morreu em boa velhice, em idade bem avançada, e foi reunido aos seus antepassados.

9 Seus filhos, Isaque e Ismael, o sepultaram na caverna de Macpela, perto de Manre, no campo de Efrom, filho de Zoar, o hitita,

10 campo que Abraão comprara dos hititas. Foi ali que Abraão e Sara, sua mulher, foram sepultados.

Gênesis 25.11 – 18: A genealogia de Ismael

11 Depois da morte de Abraão, Deus abençoou seu filho Isaque. Isaque morava próximo a Beer-Laai-Roi.

12 Este é o registro da descendência de Ismael, o filho de Abraão que Hagar, a serva egípcia de Sara, deu a ele.

13 São estes os nomes dos filhos de Ismael, alistados por ordem de nascimento: Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, Quedar, Adbeel, Mibsão,

14 Misma, Dumá, Massá,

15 Hadade, Temá, Jetur, Nafis e Quedemá.

16 Foram esses os doze filhos de Ismael, que se tornaram os líderes de suas tribos; os seus povoados e acampamentos receberam os seus nomes.

17 Ismael viveu cento e trinta e sete anos. Morreu e foi reunido aos seus antepassados.

18 Seus descendentes se estabeleceram na região que vai de Havilá a Sur, próximo à fronteira com o Egito, na direção de quem vai para Assur. E viveram em hostilidade contra todos os seus irmãos.

Gênesis 25.19 – 28: O nascimento de Esaú e Jacó

19 Esta é a história da família de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou Isaque,

20 o qual aos quarenta anos se casou com Rebeca, filha de Betuel, o arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, também arameu.

21 Isaque orou ao Senhor em favor de sua mulher, porque era estéril. O Senhor respondeu à sua oração, e Rebeca, sua mulher, engravidou.

22 Os meninos se empurravam dentro dela, pelo que disse: “Por que está me acontecendo isso?” Foi então consultar o Senhor.

23 Disse-lhe o Senhor: “Duas nações estão em seu ventre, já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo”.

24 Ao chegar a época de dar à luz, confirmou-se que havia gêmeos em seu ventre.

25 O primeiro a sair era ruivo, e todo o seu corpo era como um manto de pêlos; por isso lhe deram o nome de Esaú.

26 Depois saiu seu irmão, com a mão agarrada no calcanhar de Esaú; pelo que lhe deram o nome de Jacó. Tinha Isaque sessenta anos de idade quando Rebeca os deu à luz.

27 Os meninos cresceram. Esaú tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os campos, ao passo que Jacó cuidava do rebanho e vivia nas tendas.

28 Isaque preferia Esaú, porque gostava de comer de suas caças; Rebeca preferia Jacó.

Gênesis 25.29 – 34: Esaú vende o direito a primogenitura

29 Certa vez, quando Jacó preparava um ensopado, Esaú chegou faminto, voltando do campo,

30 e pediu-lhe: “Dê-me um pouco desse ensopado vermelho aí. Estou faminto!” Por isso também foi chamado Edom.

31 Respondeu-lhe Jacó: “Venda-me primeiro o seu direito de filho mais velho”.

32 Disse Esaú: “Estou quase morrendo. De que me vale esse direito?”

33 Jacó, porém, insistiu: “Jure primeiro”. Ele fez um juramento, vendendo o seu direito de filho mais velho a Jacó.

34 Então Jacó serviu a Esaú pão com ensopado de lentilhas. Ele comeu e bebeu, levantou-se e se foi. Assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho.

 

Referências:

Ross, A. P. (1985). Genesis. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 68). Wheaton, IL: Victor Books.

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