Gênesis - Bíblia de Estudo Online

Em Gênesis 37 temos o início da história do último grande patriarca do livro, José. Era comum em seus dias, o uso de túnicas por todas as pessoas.

Ela assumia várias funções do dia-a-dia daquelas pessoas e normalmente eram de apenas uma cor e tinham mangas curtas. Porém. A de José era colorida e longa, sendo mais parecida com as túnicas usadas pelos reis (v. 3).

Por que ele a usava?

Esta túnica foi um presente de Jacó seu pai, por ser ele o seu filho preferido. Os irmãos de José, ao perceberem isso, ficaram indignados e passaram a trata-los com ódio e rancor.

Os pais precisam estar atentos as suas atitudes. Como líderes do lar, é sua função, garantir que ele seja equilibrado, pacifico e amoroso. Ao tratar José com preferência, Israel promoveu uma ruptura de relacionamento entre todos eles, algo que teria consequências drásticas.

O Sonho de José

Algo que estava ruim ficou ainda pior, quando o adolescente José, estando a família reunida, contou dois sonhos (Gênesis 37:6-11). Em ambos, o que ficava claro era que ele, governaria sobre toda a família, inclusive sobre seu pai, Israel.

Certo dia, quando por ordem de Jacó, José saiu a procura deles os encontrou perto de Dotã. Quando o viram, traçaram o plano para matá-lo, mas impedidos por Rúben, apenas o venderam como escravo a uma caravana que o levou para o Egito e disseram a seu pai que ele havia morrido.

A viagem durou aproximadamente trinta dias, pelo deserto escaldante e provavelmente acorrentado, José começou a enfrentar as adversidades que trabalhariam seu caráter e aperfeiçoariam seu relacionamento com Deus e revelariam inúmeras e preciosas habilidades em sua vida.

Fica claro que não era uma intriga casual ou ressentimento familiar. O que havia no coração dos irmãos de José era diabólico e ainda hoje tem destruído várias famílias.

Muitos assassinatos, traições e furtos tem acontecido em lares que não tem a presença de Deus, nem alguém com discernimento espiritual apurado.

Esboço de Gênesis 37:

37.1 – 4: José, o mais amado de Israel

37.5 – 11: Os sonhos de José

37.12 – 17: José vai à procura de seus irmãos

37.18 – 22: Os irmãos planejam o mal contra José

37.23 – 28: José é vendido como escravo

37.29 – 36: A tristeza de Israel 

 

Deus escolhe José

Deus confirmou a escolha de Jacó de seu filho fiel por dois sonhos (Gênesis 37:5–11). A revelação de Deus foi dada em diferentes formas no Antigo Testamento. Ele usou sonhos quando Seu povo estava saindo ou fora da terra, isto é, nas terras dos pagãos.

Em um sonho, Deus havia anunciado a Abraão o cativeiro egípcio em primeiro lugar (15:13); em um sonho, Deus prometeu proteção e prosperidade a Jacó no tempo que passou com Labão (28:12, 15); e por dois sonhos Deus predisse que José governaria sua família.

Os irmãos odiavam ainda mais José, por causa disso (Gênesis 37:5, 8) e tinham ciúmes dele, mas Jacó ponderou sobre o assunto (v. 11). Ele conhecia o agir de Deus; ele estava bem ciente de que o Senhor poderia escolher o mais novo para governar o mais velho, e que Deus poderia declarar sua escolha antecipadamente por um oráculo ou um sonho.

Os Sonhos

A cena do primeiro sonho era agrícola (v. 7). Pode haver alguma sugestão aqui da maneira pela qual a autoridade de José sobre seus irmãos seria alcançada (cf. 42:1–3). Seu feixe de grãos estava em pé, enquanto os feixes deles curvaram-se para os dele.

A cena do segundo sonho era celestial (v. 9). O sol, a lua e 11 estrelas se curvaram para ele. Nas culturas antigas, esses símbolos astronômicos representavam os governantes. O sonho, então, simbolicamente antecipou a elevação de José sobre toda a casa de Jacó (o pai de José, o sol; sua mãe, a lua; seus 11 irmãos, as estrelas, v. 10).

Sentindo que José deveria ser elevado à proeminência sobre eles, a inveja e ódio de seus irmãos é compreensível. No entanto, a reação deles em contraste com a honestidade e fidelidade de José demonstrou por que Jacó o tinha como preferido.

A escolha soberana de um líder por parte de Deus muitas vezes desperta a inveja daqueles que devem se submeter. Em vez de reconhecer a escolha de Deus, seus irmãos decidiram destruí-lo. Suas ações, embora induzidas pela crença de que deveriam liderar, mostram por que não deveriam ter liderado.

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