Gênesis - Bíblia de Estudo Online

Em Gênesis 44, vemos José dando ordens aos seus servos para que abasteçam de maneira generosa as bolsas de carga de seus irmãos, e por fim, que colocassem sua taça de prata na bagagem de Benjamim.

Este copo era uma espécie de símbolo de sua autoridade e sabedoria, dada por Deus, ou seja, qualquer um que a visse com Benjamim lhe trataria como criminoso astuto.

Tendo partido, o grupo foi posteriormente alcançado pelos servos de José, receberam ordens para voltar, sob acusação de que haviam roubado.

As Palavra de Judá

Quando as buscas começaram, a taça de José apareceu na bagagem de Benjamim. Diante disso, eles rasgaram suas vestes, mostrando sua humilhação e tristeza por tamanha adversidade.

Já estando na presença de José, sem saber quem ele era, Judá lhe contou como covardemente eles havia tratado a um de seus irmãos, como isso havia afetado a seu pai e como eles mesmos se arrependiam de ter feito aquilo.

Implorando, Judá pede que a caravana retorno com Benjamim, para que Israel não passe novamente pela dor de perder um filho, e que ele, Judá, seja feito prisioneiro em lugar do irmão mais novo.

Tal como havia prometido a seu pai, Judá agiu. Diferentemente do que fez anos atrás, quando queria matar José, ele agora colocava sua vida à disposição para preservar o irmão.

O tempo é uma grande ferramenta nas mãos de Deus. Se nos submetermos a Soberania do Senhor, Ele nos molda dia após dia, até que tenhamos um caráter aprovado.

Esboço de Gênesis 44:

44.1 – 3: A trama de José

44.4 – 12: A bagagem de Benjamim

44.13 – 17: José humilha seus irmãos

44.18 – 34: A súplica de Judá

 

Gênesis 44.1 – 3: A trama de José

1 José deu as seguintes ordens ao administrador de sua casa: Encha as bagagens desses homens com todo o mantimento que puderem carregar e coloque a prata de cada um na boca de sua bagagem.

2 Depois coloque a minha taça, a taça de prata, na boca da bagagem do caçula, junto com a prata paga pelo trigo. E ele fez tudo conforme as ordens de José.

3 Assim que despontou a manhã, despediram os homens com os seus jumentos.

Gênesis 44.4 – 12: A bagagem de Benjamim

4 Ainda não tinham se afastado da cidade, quando José disse ao administrador de sua casa: Vá atrás daqueles homens e, quando os alcançar, diga-lhes: Por que retribuíram o bem com o mal?

5 Não é esta a taça que o meu senhor usa para beber e para fazer adivinhações? Vocês cometeram grande maldade!

6 Quando ele os alcançou, repetiu-lhes essas palavras.

7 Mas eles lhe responderam: Por que o meu senhor diz isso? Longe dos seus servos fazer tal coisa!

8 Nós lhe trouxemos de volta, da terra de Canaã, a prata que encontramos na boca de nossa bagagem. Como roubaríamos prata ou ouro da casa do seu senhor?

9 Se algum dos seus servos for encontrado com ela, morrerá; e nós, os demais, seremos escravos do meu senhor.

10 E disse ele: “Concordo. Somente quem for encontrado com ela será meu escravo; os demais estarão livres”.

11 Cada um deles descarregou depressa a sua bagagem e abriu-a.

12 O administrador começou então a busca, desde a bagagem do mais velho até a do mais novo. E a taça foi encontrada na bagagem de Benjamim.

Gênesis 44.13 – 17: José humilha seus irmãos

13 Diante disso, eles rasgaram as suas vestes. Em seguida, todos puseram a carga de novo em seus jumentos e retornaram à cidade.

14 Quando Judá e seus irmãos chegaram à casa de José, ele ainda estava lá. Então eles se lançaram ao chão perante ele.

15 E José lhes perguntou: “Que foi que vocês fizeram? Vocês não sabem que um homem como eu tem poder para adivinhar?”

16 Respondeu Judá: “O que diremos a meu senhor? Que podemos falar? Como podemos provar nossa inocência? Deus trouxe à luz a culpa dos teus servos. Agora somos escravos do meu senhor, como também aquele que foi encontrado com a taça”.

17 Disse, porém, José: “Longe de mim fazer tal coisa! Somente aquele que foi encontrado com a taça será meu escravo. Os demais podem voltar em paz para a casa do seu pai”.

Gênesis 44.18 – 34: A súplica de Judá

18 Então Judá dirigiu-se a ele, dizendo: Por favor, meu senhor, permite-me dizer-te uma palavra. Não se acenda a tua ira contra o teu servo, embora sejas igual ao próprio faraó.

19 Meu senhor perguntou a estes seus servos se ainda tínhamos pai e algum outro irmão.

20 E nós respondemos: Temos um pai já idoso, cujo filho caçula nasceu-lhe em sua velhice. O irmão deste já morreu, e ele é o único filho da mesma mãe que restou, e seu pai o ama muito.

21 Então disseste a teus servos que o trouxessem a ti para que os teus olhos pudessem vê-lo.

22 E nós respondemos a meu senhor que o jovem não poderia deixar seu pai, pois, caso o fizesse, seu pai morreria.

23 Todavia disseste a teus servos que se o nosso irmão caçula não viesse conosco, nunca mais veríamos a tua face.

24 Quando voltamos a teu servo, a meu pai, contamos-lhe o que o meu senhor tinha dito.

25 Quando o nosso pai nos mandou voltar para comprar um pouco mais de comida,

26 nós lhe dissemos: Só poderemos voltar para lá, se o nosso irmão caçula for conosco. Pois não pode­remos ver a face daquele homem, a não ser que o nosso irmão caçula esteja conosco.

27 Teu servo, meu pai, nos disse então: “Vocês sabem que minha mulher me deu apenas dois filhos.

28 Um deles se foi, e eu disse: Com certeza foi despedaçado. E até hoje, nunca mais o vi.

29 Se agora vocês também levarem este de mim, e algum mal lhe acontecer, a tristeza que me causarão fará com que os meus cabelos brancos desçam à sepultura”.

30 Agora, pois, se eu voltar a teu servo, a meu pai, sem levar o jovem conosco, logo que meu pai, que é tão apegado a ele,

31 perceber que o jovem não está conosco, morrerá. Teus servos farão seu velho pai descer seus cabelos brancos à sepultura com tristeza.

32 Além disso, teu servo garantiu a segurança do jovem a seu pai, dizendo-lhe: Se eu não o trouxer de volta, suportarei essa culpa diante de ti pelo resto da minha vida!

33 Por isso agora te peço, por favor, deixa o teu servo ficar como escravo do meu senhor no lugar do jovem e permite que ele volte com os seus irmãos.

34 Como poderei eu voltar a meu pai sem levar o jovem comigo? Não! Não posso ver o mal que sobreviria a meu pai.

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