Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Hebreus 12 Estudo: A Nuvem de Testemunhas

Em Hebreus 12, o autor aos Hebreus nos exorta a permanecer na fé e apresentar na vida diária o exemplo de Jesus Cristo, isto deve acontecer porque estamos rodeados por uma tão grande nuvem de testemunhas.

A nossa fé deve estar fundamentada na pessoa de Jesus, os nossos olhos e a nossa esperança devem estar firmadas nele. Dessa forma, devemos considerar as adversidades como disciplina do Senhor Deus, que disciplina a todos os filhos que ama e quer bem.

Mais uma vez a santificação é anunciada. Ela deve ter papel fundamental na vida do cristão. Por isso, devemos estar atentos à voz do Senhor que bradará mais uma vez, e destruirá todo o mal.

Esboço de Hebreus 12:

Hebreus 12.1 – 3: A nuvem de testemunhas e o exemplo de Jesus

Hebreus 12.4 – 11: A disciplina do Senhor

Hebreus 12.12 – 15: A importância da santificação

Hebreus 12.16,17: O exemplo de Esaú

Hebreus 12.18 – 24: O monte Sião e a Jerusalém celestial

Hebreus 12.25 – 29: Deus é fogo consumidor

 

A Luta Contra o Pecado

“Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue. Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. (Hebreus 12:4-6)

Ele reconhece que eles sofreram muito, tinham lutado com agonia contra o pecado. A causa do conflito era o pecado, e estar engajado na luta contra o pecado é estar lutando numa boa causa, pois o pecado é o pior inimigo tanto de Deus quanto do homem.

Nossa luta espiritual é tanto honrosa quanto necessária; pois estamos nos defendendo a nós mesmos contra aquilo que quer nos destruir, se obtiver a vitória sobre nós.

Estamos lutando por nós mesmos, pela nossa vida, e por isso devemos ser pacientes e resolutos. Cada cristão está alistado sob a bandeira de Cristo, para lutar contra o pecado, contra doutrinas pecaminosas, práticas pecaminosas e hábitos e costumes pecaminosos, tanto em si mesmo quanto nos outros.

Ele os faz pensar que eles poderiam ter sofrido mais, que não sofreram tanto quanto os outros; pois ainda não tinham resistido até ao sangue. Não haviam sido desafiados ainda ao martírio, embora não soubessem quão cedo isso poderia acontecer.

O nosso Senhor Jesus, “…o Príncipe da nossa salvação” (Hebreus 2.10), não chama o seu povo para as suas provações mais duras no início, mas sabiamente o treina por meio de sofrimentos menos pesados para que esteja preparado para os maiores.

De Acordo Com Sua Força

Ele não vai colocar vinho novo em odres fracos. Ele é o bom pastor, Ele não vai sobrecarregar os seus filhos mais novos. É adequado que os cristãos observem a moderação com que Cristo adapta suas provações às forças deles.

Eles não devem aumentar suas aflições, mas devem observar a misericórdia que está combinada com elas, e devem ter piedade daqueles que são chamados às provações mais cruéis para resistirem até o sangue.

Não para derramar o sangue dos seus inimigos, mas para selar o seu testemunho com o seu próprio sangue. Os cristãos devem se envergonhar de desfalecer sob provações moderadas.

Quando veem que outros estão suportando provações mais pesadas, e não sabem quão cedo eles mesmos terão de enfrentar as piores provações.

Se corremos com os soldados de infantaria e nos cansamos, como vamos competir com os cavalos? Se estamos cansados numa terra de paz, o que faremos na enchente do Jordão? (Jeremias 12.5).

As Aflições

Ele argumenta com base na natureza peculiar e generosa daqueles sofrimentos que sobrevêm ao povo de Deus. Embora os inimigos e perseguidores sejam os agentes que infligem tais sofrimentos ao povo cristão, contudo eles são castigos divinos.

O Pai celestial tem a sua mão em tudo isso, e o seu sábio propósito em tudo. Ele lhes deu informações adequadas sobre isso, e eles não devem esquecer (Hebreus 12.5).

Aquelas aflições que talvez sejam verdadeiras perseguições no que tange ao envolvimento dos homens são também repreensões e castigos divinos no que concerne a Deus.

A perseguição por causa da fé é, às vezes, uma correção e repreensão pelos pecados dos que professam a religião. Os homens os perseguem porque são crentes; Deus os castiga porque não são mais devotos.

Os homens os perseguem porque não abrem mão da sua profissão de fé; Deus os castiga porque não vivem de acordo com a sua profissão de fé.

Deus orientou o seu povo acerca de como devia se comportar em todas as aflições; seus servos precisam evitar os extremos em que muitos incorrem.

Não devem desprezar o castigo do Senhor; não devem considerar insignificantes as aflições, e ser estúpidos e insensíveis quando estiverem nelas, pois são a mão e a vara de Deus, e a sua censura pelo pecado.

Os que não levam a sério as aflições, não levam Deus a sério e não levam o pecado a sério.  (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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