Em Hebreus 13, o autor começa falando sobre a importância da hospitalidade. Devemos cultivar a prática de receber bem e com prazer aos nossos irmãos na fé, em casa. Isso fortalece a comunhão e o amorO Senhor Deus permanecerá nos ajudando em todas as nossas lutas, seu amor e cuidado permanecerão nos fortalecendo.

É nosso dever cuidar, respeitar e amar os líderes do povo de Deus que são fiéis na pregação do Evangelho. Não me refiro aos lobos ou mercenários, mas aos homens e mulheres de Deus que são fieis e dedicados ao ministério.

Por fim, ele nos recorda do sacrifício de Jesus Cristo fora da cidade de Jerusalém para santificar a humanidade, isso para ele significou humilhação e dor, para nós no entanto é motivo de honra e alegria.

Esboço de Hebreus 13:

Hebreus 13.1 – 3: A importância da hospitalidade

Hebreus 13.4 – 6: O Senhor é o nosso ajudador

Hebreus 13.7 – 11: Jesus Cristo é o mesmo

Hebreus 13.12 – 16: O sacrifício de Jesus fora da cidade

Hebreus 13.17 – 21: Submissão aos líderes espirituais dignos

Hebreus 13.22 – 25: Saudação final

 

Amor Constante

“Seja constante o amor fraternal. Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber alguns acolheram anjos. Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se fossem vocês mesmos que o estivessem sofrendo no corpo”. (Hebreus 13:1-3)

Estímulo ao amor fraternal: “Permaneça a caridade fraternal”. Com isso ele não quer dizer uma afeição geral por todos os homens, como os nossos irmãos por natureza, todos feitos do mesmo sangue.

Nem aquela afeição mais limitada que devemos àqueles que são filhos dos mesmos pais imediatos, mas aquela afeição especial e espiritual que deve existir entre os filhos de Deus.

Supõe-se aqui que os hebreus tinham esse amor uns pelos outros. Embora naquela época essa nação estivesse miseravelmente dividida e confusa em si mesma.

Tanto acerca de questões de religião quanto de questões do estado civil, mesmo assim ainda havia amor fraternal entre aqueles que entre eles criam em Cristo.

E isso apareceu de uma forma bem evidente naquele momento após o Espírito Santo ter sido derramado, quando tinham todas as coisas em comum, e venderam as suas posses para fazer um fundo comum para a subsistência dos seus irmãos.

O Espírito de Amor

O espírito do cristianismo é um espírito de amor. A fé opera por meio do amor. A verdadeira religião é o vínculo mais forte de amizade; se não for assim, em vão levam o seu nome.

Esse amor fraternal estava em perigo de se perder, e isso numa época de perseguição, quando seria mais necessário; estava em perigo de se perder em virtude daquelas disputas que havia entre eles com relação ao respeito que ainda deviam ter pelas cerimónias da lei mosaica.

Disputas acerca da religião muitas vezes produzem o declínio da afeição cristã; mas precisamos ser vigilantes acerca disso, e todos os meios precisam ser empregados para a preservação do amor fraternal.

Os cristãos devem sempre amar e viver como irmãos, e quanto mais crescerem em devoção e afeição por Deus, seu Pai celestial, tanto mais vão crescer em amor uns pelos outros por causa dele.

A Hospitalidade

 “Não vos esqueçais da hospitalidade” (v.v – 2)

Precisamos acrescentar ao amor fraternal a hospitalidade. O dever exigido é a hospitalidade, tanto para com aquelas pessoas que são estranhas à comunidade de Israel quanto para com aquelas que são estranhas à nossa pessoa.

Especialmente os que sabem que são estrangeiros aqui e estão buscando uma nova pátria, que é o caso do povo de Deus, e era assim nessa época.

Os judeus que criam estavam numa condição desesperadora e angustiante. Mas ele parece referir-se à hospitalidade em relação a estranhos como tais.

Embora não saibamos quem são, nem de onde vêm, mesmo assim, vendo que estão sem um lugar definido de hospedagem, devemos lhes dar lugar no nosso coração e na nossa casa, à medida que tivermos oportunidade e condições.

O motivo é “…porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”’, foi assim no caso de Abraão (Gênesis 18), e de Ló (Gênesis 19), e um dos que Abraão recebeu era o Filho de Deus.

E, embora não possamos supor que isso sempre seja o nosso caso, mas o que fizermos aos estranhos, em obediência a Ele, Ele vai considerar e recompensar como tendo sido feito a Ele mesmo (Mateus 25.35): “Era estrangeiro, e hospedastes-me”.

Deus com frequência concedeu honras e favores aos seus servos hospitaleiros, além de toda a imaginação e de forma inesperada. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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