Em Hebreus 2, o autor adverte para à atenção devida a mensagem do Evangelho. Ele considera que se a mensagem transmitida por anjos, ou a mensagem profética foi cabalmente cumprida, o que se dirá da mensagem anunciada pelo Filho de Deus.

Portanto, devemos tomar o cuidado de não desprezar os ensinamentos de Jesus Cristo. Porque o relacionamento de Deus com a humanidade é diferente em todos os aspectos.

Jesus venceu de forma poderosa e definitiva, a morte e o Diabo na crucificação. Sua morte trouxe redenção a todos os que invocarem seu nome como Salvador e os tornou seus irmãos, algo do qual ele não se envergonha.

Esboço de Hebreus 2:

Hebreus 2.1 – 4: A atenção devida à mensagem

Hebreus 2.5 – 9: Deus e os homens

Hebreus 2.10 – 13: O Autor da Salvação e seus irmãos

Hebreus 2.14 – 18: A morte de Jesus na Cruz derrotou o Diabo

 

Preste Atenção!

“Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Porque se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram”. (Hebreus 2:1-3)

O Castigo mais severo que Deus jamais infligiu aos pecadores não é nada mais do que o pecado merece: é uma justa retribuição; os castigos são tão justos e tão adequados ao pecado como a recompensa o é em relação à obediência.

Sim, até mesmo mais adequados do que a recompensa é adequada à obediência imperfeita. Como o evangelho é descrito.

E a salvação, uma grande salvação; é uma salvação tão grande que nenhuma outra salvação se compara a ela; tão grande que nenhuma outra pode expressar plenamente, nem mesmo conceber, quão grande ela é.

É uma grande salvação que o evangelho revela, pois revela um grande Salvador, que manifestou Deus para se reconciliar com nossa natureza, e ser reconciliável com nossa pessoa.

Mostra como podemos ser salvos de tão grande pecado e tão grande miséria, e como podemos ser restaurados a tão grande santidade e tão grande felicidade.

O evangelho nos revela um grande santificador, para nos habilitar para a salvação e para nos conduzir ao Salvador. O evangelho mostra uma grande e excelente dispensação da graça, uma nova aliança.

O grande título e instrumento é estabelecido e garantido a todos os que entram para o elo da aliança. Como é descrito o pecado contra o evangelho: é definido como a negligência de “…tão grande salvação”.

O Perigo do Desprezo

É um desprezo demonstrado pela graça salvadora de Deus em Cristo, tornando-a barata, não dando importância a ela, não considerando ser digno do seu tempo se familiarizar com ela, não considerando nem o valor da graça do evangelho.

Nem sua própria necessidade dela e o estado perdido sem ela; não usando seus esforços para discernir a bondade dela, para aprová-la, ou aplicá-la à sua vida. Nessas coisas, descobrem uma clara negligência dessa grande salvação.

Que todos tomemos cuidado para não acabarmos entre aqueles ímpios e infames pecadores que negligenciam a graça do evangelho. Como a miséria de tais pecadores é descrita: é descrita como sendo inevitável (v. 3): “…como escaparemos nós?”

Isso sugere que os que desprezam essa salvação já estão condenados, presos e nas mãos da justiça. Assim o foram por meio do pecado de Adão; e eles fortaleceram seus vínculos por meio de sua transgressão pessoal.

“Quem não crê já está condenado” (João 3.18). Que não há escapatória desse estado de condenação, a não ser ao aceitar a grande salvação revelada no evangelho.

Quanto aos que a negligenciam, a ira de Deus está sobre eles, e permanecerá sobre eles; eles não conseguem se desembaraçar, não conseguem emergir, não conseguem sair de debaixo dela.

Uma Grande Maldição

Que há uma maldição e uma condenação ainda mais graves esperando por todos os que desprezam a graça de Deus em Cristo, e que dessa maldição tão pesada eles não conseguem escapar.

Não podem esconder a sua pessoa naquele grande dia, nem negar o fato, nem subornar o juiz, nem quebrar a prisão. Já não há porta de misericórdia aberta para eles; já não haverá sacrifício pelo pecado; eles estão irrevogavelmente perdidos.

A inevitabilidade da miséria de tais pessoas é expressa aqui por meio de uma pergunta: Como escaparemos nós? E um apelo à razão universal, à consciência dos próprios pecadores.

É um desafio a todo o seu poder e astúcia, a todos os seus interesses e alianças, para ver se eles, ou alguém por eles, pode encontrar uma saída, ou forçar uma saída, uma forma de escapar da justiça e da ira vingativas de Deus. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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