Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Hebreus 4 Estudo: Entrando no Descanso de Deus

Em Hebreus 4, o autor destaca mais uma vez o descanso de Deus. Ele destaca que os hebreus que não conseguiram entrar, falharam porque a mensagem não encontrou a fé necessária em seus corações e nos adverte a tomar cuidado.

Para isso, devemos estar atentos ao tempo de Deus chamado “hoje”. Não é amanhã ou ontem. Hoje é o tempo oportuno para ouvir a voz do Senhor.

Ao dizer isso, ele prossegue exaltando a palavra de Deus. Ele a descreve com uma espada afiada, de dois gumes que penetra até o mais profundo da divisão entre espírito e alma. Ele declara isso com a intenção de mostrar que não há nada oculto aos olhos do nosso Deus.

Devemos portanto, reconhecer nossa fraqueza humana e nos aproximar de Cristo, nosso sumo sacerdote para recebermos dele graça e misericórdia, porque ele tem misericórdia de nós.

Esboço de Hebreus 4:

Hebreus 4.1 – 6: O descanso de Deus

Hebreus 4.7 – 11: Devemos entrar no descanso de Deus

Hebreus 4.12,13: A eficácia da Palavra de Deus

Hebreus 4.14 – 16: Jesus o nosso Sumo Sacerdote

 

A Promessa do Descanso de Deus

“Visto que nos foi deixada a promessa de entrarmos no descanso de Deus, temamos que algum de vocês pense que tenha falhado. Pois as boas novas foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles; mas a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram”. (Hebreus 4:1,2)

O apóstolo declara que os nossos privilégios por meio de Cristo sob o evangelho são não somente grandes, mas maiores do que os desfrutados sob a lei mosaica.

Ele especifica isso, que temos uma promessa que nos foi deixada para entrarmos nesse descanso; isto é, para entrarmos numa relação de aliança com Cristo, e para crescermos nela, até que sejamos aperfeiçoados em glória.

Temos revelações desse descanso, e propostas, e as melhores orientações para que cheguemos a ele. Essa promessa de descanso espiritual nos foi deixada pelo nosso Senhor Jesus Cristo no seu testamento final, como um legado precioso.

Nossa tarefa é nos empenharmos em sermos os herdeiros, para que reivindiquemos esse descanso e essa liberdade do domínio do pecado, de Satanás, e da carne.

Pelos quais a alma dos homens é mantida em servidão e privada de seu verdadeiro descanso, e para que também sejamos libertos do jugo da lei e de todos os seus penosos serviços e cerimónias.

E possamos desfrutar da paz com Deus em suas ordenanças e providências, e em nossa própria consciência, e assim tenhamos a perspectiva do perfeito e eterno descanso no céu.

Ele demonstra a verdade da sua afirmação, de que temos vantagens tão grandes quanto eles.

Pregação das Boas Novas

Pois, diz ele (v. 2): “Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles”; o mesmo evangelho em essência foi pregado sob os dois Testamentos, embora não tão claramente.

Não de maneira tão satisfatória sob o Antigo quanto sob o Novo Testamento. Os melhores privilégios que os antigos judeus tinham eram os privilégios do evangelho.

Os sacrifícios e cerimônias do Antigo Testamento eram o evangelho daquela dispensação; e, o que mais tinha de excelente nela foi o respeito que tinha por Cristo.

Agora, se esse era o mais alto privilégio deles, não somos inferiores a eles; pois temos o evangelho assim como eles, e em pureza e clareza maiores do que eles tinham.

Ele mais uma vez aponta a razão por que tão poucos dos antigos judeus se beneficiaram daquela dispensação do evangelho que eles desfrutavam: a falta de fé deles: “…a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” (v. 2).

A palavra é pregada para que nos beneficiemos dela, para que obtenhamos riquezas espirituais por meio dela; é um valor colocado em nossas mãos para que obtenhamos sabedoria, o rico dote da alma.

Em Todas as Épocas

Em todas as épocas, houve muitos ouvintes que não aproveitaram o que ouviram; muitos que se ocuparam muito em ouvir sermões, em ouvir a palavra de Deus, mas nada ganharam com isso para a sua alma.

E os que não se beneficiam pelo ouvir se tornam grandes perdedores. Aquilo que está na base disso, ou seja, de não aproveitarmos a Palavra pregada, é a nossa incredulidade.

Não combinamos a fé com o que ouvimos; é a fé que é a vida da palavra. Embora o pregador creia no evangelho, e se ocupe em combinar a fé com a sua pregação.

E em pregar como alguém que creu e por isso falou, contudo, se os ouvintes não tiverem fé em si mesmos para combinar com a Palavra, nunca se tornarão melhores por meio dela.

Essa fé precisa ser combinada com cada mensagem, e precisa estar em ação e em exercício enquanto estamos ouvindo.

E, depois de termos ouvido a palavra da pregação, tendo concordado com a verdade dela, aprovando-a, aceitando a misericórdia oferecida, aplicando-a a nós mesmos com os sentimentos adequados, então obteremos grandes benefícios e ganhos por meio da palavra pregada. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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2 Comentários

  1. Cleuza disse:

    Quero receber explicação completa e mais detalhadas de hebreus 4:5 ao 12

  2. Francisco vieira disse:

    Muito obrigado, por esse estudo,abriu muito a minha mente.

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