Em Hebreus 6, o autor continua, a princípio exortando os cristãos a prosseguirem para a maturidade em Jesus Cristo. Ele não deseja que eles continuem aprendendo sobre os assuntos básicos da fé, mais sim que eles prossigam para assuntos mais densos.

Ele adverte que o conhecimento da pessoa de Jesus Cristo está diretamente ligado a nossa segurança em Deus. Isso o leva a fazer uma advertência: O perigo da queda. Devemos ter o cuidado de não crucificar novamente a Cristo, isso quer dizer voltar a devassidão e o amor à vida de pecado.

Devemos ser perseverantes na fé, temos um Deus fiel e justo. A nossa esperança nele não será frustrada, Ele jurou por si mesmo e estabeleceu a Cristo como Sumo Sacerdote, segundo Melquisedeque.

Esboço de Hebreus 6:

Hebreus 6.1 – 3: A maturidade Cristã

Hebreus 6.4 – 8: O perigo da queda

Hebreus 6.9 – 15: A fidelidade de Deus

Hebreus 6.16 – 20: O juramento de Deus e a âncora da alma

 

Prossigamos

“Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno”. (Hebreus 6:1,2)

Temos aqui o conselho do apóstolo aos hebreus para que cresçam de um estado de infantilidade para o de plenitude da estatura do novo homem em Cristo.

Ele declara a sua prontidão de auxiliá-los em tudo que pudesse no seu progresso espiritual; e, para maior encorajamento, ele se coloca lado a lado com eles.

Para o bem do seu crescimento, os cristãos devem deixar os rudimentos da doutrina de Cristo. Como devem deixá-los? Não devem perdê-los, não devem desprezá-los, não devem esquecê-los.

Eles devem guardá-los no seu coração, e colocá-los como fundamento de toda a sua profissão e expectativa; mas não devem descansar e permanecer neles, não devem estar sempre colocando o fundamento, eles precisam avançar, e edificar sobre eles.

Precisa haver uma construção acima da terra; pois o fundamento é colocado de propósito para suportar a construção.

Aqui se pode perguntar por que o apóstolo resolveu pôr carne substanciosa diante dos hebreus, se sabia que eles eram apenas bebês?

Embora alguns deles fossem fracos, mesmo assim outros entre eles tinham obtido mais forças; e eles precisavam ser providos de forma adequada.

E, assim como os cristãos maduros precisam estar dispostos a ouvir as verdades mais simples para o bem dos mais fracos, assim os fracos precisam estar dispostos a ouvir as verdades mais difíceis e misteriosas pregadas para o bem dos que são maduros.

Ele esperava que eles crescessem em sua força e estatura espirituais, e assim estivessem dispostos a digerir a carne substanciosa.

Esperando Mais

“Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas próprias da salvação”. (Hebreus 6.9)

Franca e abertamente o autor declara a boa esperança que tem acerca deles, de que eles vão perseverar até o fim.

Há coisas que acompanham a salvação, coisas que nunca estão separadas da salvação, coisas que mostram que a pessoa está num estado de salvação, e que vão resultar em salvação eterna.

As coisas que acompanham a salvação são coisas melhores de que jamais um hipócrita ou apóstata desfrutou.

Elas são melhores em sua natureza e em seus resultados. E nossa obrigação esperar coisas boas daqueles em quem nada aparenta o contrário. Os ministros às vezes precisam falar por meio de precauções àqueles de cuja salvação têm boa esperança.

E aqueles que têm salvação eterna devem mesmo assim considerar seriamente como seria fatal o desapontamento se ficassem aquém. Por isso devem operar a sua salvação com temor e tremor.

Ele lhes propõe argumentos e encorajamentos para avançarem no caminho da responsabilidade.

Que Deus havia operado um princípio de amor e bondade eternos neles, que tinha se manifestado em obras apropriadas que não seriam esquecidas por Deus.

“Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho da caridade…” (v. 10). Boas obras e o labor procedentes do amor a Deus são recomendáveis; e o que for feito a qualquer um em nome de Deus não ficará sem recompensa.

É Preciso Perseverar

O que é feito aos santos, como tais, Deus aceita como feito a Ele mesmo. Os que esperam uma generosa recompensa pelo trabalho de amor precisam continuar nele enquanto tiverem habilidade e oportunidade. “…servistes aos santos e ainda servis.

Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim”. Os que perseveram no cumprimento diligente da sua tarefa devem atingir a “…completa certeza da esperança” no final.

A completa certeza é um degrau mais elevado de esperança, é completa certeza de esperança; elas não são diferentes em natureza, mas em intensidade. A completa certeza é atingível por meio de grande diligência e perseverança até ao fim. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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