Bíblia de Estudo Online

Hebreus 9 Estudo: O Poder do Sangue de Jesus

Em Hebreus 9, o autor nos apresenta os elementos do santuário terreno de Israel e qual a sua função. Após isso, ele mostra que Jesus serve no santuário eterno e celestial, que está nos céus.

A função dos elementos da antiga aliança era ilustrar alguns dos princípios da nova aliança. Era algo temporário.

No entanto, Jesus de Nazaré é feito sacerdote eterno, de uma aliança superior e o seu sangue purifica definitivamente todos os que se achegam a ele.

Esboço de Hebreus 9:

Hebreus 9.1 – 6: Os elementos do santuário terreno de Israel

Hebreus 9.7 – 10: A função dos elementos da antiga aliança

Hebreus 9.11 – 14: O poder do sangue de Jesus Cristo

Hebreus 9.15 – 21: Jesus é o mediador da nova aliança

Hebreus 9.22 – 28: A importância do sangue na santificação

 

O Poder do Sangue

“Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:13,14)

O caminho para o Santo dos Santos ainda “…não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo” (v. 8), essa foi uma lição que o Espírito Santo nos ensinou por meio desses tipos.

O caminho para o céu não estava tão claro e plano, nem tão frequentado, sob o Antigo Testamento, como sob o Novo. E a honra de Cristo e do evangelho, e a felicidade dos que vivem sob ele, que agora a vida e a imortalidade foram trazidas à luz.

Não havia o livre acesso a Deus que há agora; Deus agora abriu uma porta mais ampla; e há lugar para mais, sim, para tantos quantos estiverem verdadeiramente dispostos a voltar a Ele por meio de Cristo.

Que o primeiro tabernáculo era somente uma figura do tempo então presente (v. 9). Era uma dispensação obscura, e de pouca duração, somente para um curto período para tipificar as grandes coisas de Cristo e do evangelho.

Que no devido tempo brilhariam em sua própria luz, e assim fariam com que todas as sombras fugissem e desaparecessem, como as estrelas diante do sol nascente.

Que nenhum dos dons e sacrifícios ali oferecidos podia tornar os ofertantes perfeitos com respeito à consciência (v. 9); isto é, não podiam remover o deserto, ou a profanação, ou o domínio do pecado.

Não podiam libertar a consciência do pavor da ira de Deus; nem podiam pagar as dívidas, nem resolver as dúvidas daquele que fazia o serviço.

Um homem podia percorrer todos eles em suas diversas ordens e frequentes retornos, e continuar a fazer isso todos os seus dias, e mesmo assim não encontrar paz nem pureza para a sua consciência por meio deles.

Ele podia assim ser salvo de castigos corporais e temporais que eram usados como ameaça contra os que não observavam a lei, mas não podia ser salvo por meio deles do pecado ou do inferno, como são salvos todos os que crêem em Cristo.

Ordenanças Externas

O Espírito Santo com isso quer dizer que as do Antigo Testamento foram impostas por meio de ordenanças externas carnais sobre eles até o tempo da correção (v. 10).

Sua natureza era apenas de carnes e comidas exteriores, e limpezas rituais. Tudo isso eram exercícios corporais, que têm pouco proveito; somente podiam satisfazer a carne, ou, no melhor dos casos, servir para a purificação da carne.

Não eram colocadas como opções para eles usarem ou não, mas impostas a eles por severos castigos corporais, e isso era feito de propósito para fazê-los olhar mais para a Semente prometida, e ansiar mais por Ele.

Essas instituições nunca foram designadas para a perpetuidade, mas somente para continuarem até o tempo da correção, até que as coisas melhores preparadas para eles lhes fossem concedidas.

Os tempos do evangelho são e devem ser tempos de correção; de luz mais clara com respeito às coisas que precisam ser conhecidas; de mais amor, induzindo-nos a não demonstrar má vontade a ninguém, mas boa vontade a todos, e ter complacência por todos.

De maior liberdade tanto de espírito quanto de palavra; e de uma vida mais santa de acordo com a regra do evangelho. Temos vantagens bem maiores sob o evangelho do que tinham os que estavam sob a lei; e então precisamos ser melhores ou senão seremos piores.

A convivência apropriada ao evangelho é uma excelente forma de vida; nada desprezível, nada tolo, nada vão ou servil é apropriado ao evangelho. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.