Hebreus foi escrito principalmente para os cristãos judeus que estavam sob perseguição e esmorecimento. O escritor procura fortalecê-los na fé em Jesus, demonstrando cuidadosamente a superioridade e finalidade da revelação e redenção da parte de Deus em seu Filho.

Demonstra que as disposições divinas para a redenção vistas no Antigo Testamento cumpriram-se e tornaram-se obsoletas pela vinda de Jesus e pelo estabelecimento de um Novo Testamento, mediante a sua morte na cruz.

O escritor aos Hebreus anima seus leitores a manterem firme sua confissão de Jesus Cristo até o fim, a prosseguirem para a maturidade espiritual, e não voltarem ao estado de condenação caso abandonem a fé em Cristo.

Hebreus: Visão Geral

Hebreus parece mais um sermão do que uma epístola. O autor descreve sua obra como “uma palavra de exortação”. Contêm três divisões principais. Primeiro, Jesus, o poderoso Filho de Deus, é declarado a plena salvação de Deus à humanidade – maior do que os profetas, anjos, Moisés e Josué.

Nesta divisão do livro, ocorre uma advertência solene no tocante às consequências do abandono da fé ou do endurecimento do coração pela incredulidade.

A segunda divisão apresenta Jesus como o sumo sacerdote, cujas qualificações, caráter e ministério, são perfeitos e eternos. Há uma solene advertência para quem permanecer espiritualmente imaturo ou mesmo “cair” depois de se tornar participante de Jesus Cristo.

A divisão final admoesta enfaticamente os crentes a perseverarem na salvação, na fé, no sofrimento e na santidade.

Hebreus: Capítulos 

Capítulo 1: A Superioridade do Filho de Deus

Capítulo 2: Jesus é o Autor da Salvação

Capítulo 3: Jesus é Superior a Moisés

Capítulo 4: Entrando no Descanso de Deus

Capítulo 5: Jesus o Sumo Sacerdote Eterno

Capítulo 6: Maturidade Cristã e Cuidado de Deus

Capítulo 7: Melquisedeque e Jesus Cristo

Capítulo 8: A Antiga e a Nova Aliança

Capítulo 9: O Poder do Sangue de Jesus

Capítulo 10: Jesus e o Caminho Para Deus

Capítulo 11: Os Heróis da Fé

Capítulo 12: A Nuvem de Testemunhas

Capítulo 13: Jesus Cristo é o Mesmo

 

A Autoridade da Inspiração

Com relação a essa epístola, precisamos investigar: A autoridade divina; pois esta tem sido questionada por alguns, cujos olhos desnorteados não puderam suportar a luz dela, ou cujos erros foram refutados por ela; como os arianos, que negam a divindade e a auto-existência de Cristo; e os socinianos, que negam sua expiação.

Mas, depois de todas as tentativas de tais homens para desacreditar essa epístola, o original divino dela transparece e brilha com raios tão intensos e claros que até quem está correndo consegue lê-la como parte eminente do Cânon das Escrituras.

A divindade do conteúdo, a sublimidade do estilo, a excelência do intento, a harmonia desta com outras partes das Escrituras e sua aceitação geral pela igreja de Deus em todas as épocas – essas são as evidências de sua autoridade divina.

Quanto ao escriba divino ou ao autor dessa epístola, não estamos tão certos; ela não traz o nome de ninguém no seu início, como o fazem as outras epístolas, e tem havido discordâncias entre os estudiosos com respeito ao autor a quem ela deve ser atribuída.

Não Se Sabe Ao Certo…

Alguns a atribuíram a Clemente de Roma; outros, a Lucas; e muitos, a Barnabé, achando que o estilo e a forma de expressão estão de acordo como o temperamento zeloso, afetuoso e marcado pela autoridade que Barnabé parece possuir no relato que temos dele nos Atos dos Apóstolos.

E um dos antigos pais da igreja cita uma expressão dessa epístola como palavras de Barnabé. Mas em geral ela é atribuída ao apóstolo Paulo; e algumas cópias e traduções posteriores inseriram o nome de Paulo no título.

Nos primórdios, era geralmente atribuída a ele, e o estilo e escopo dela concordam em grande parte com o seu espírito, que era uma pessoa de uma cabeça brilhante e de um coração afetuoso, cujos propósito e esforço principais eram exaltar a Cristo.

Alguns acham que o apóstolo Pedro se refere a essa epístola, e assim mostra que Paulo é o autor dela, ao dizer aos hebreus, a quem escreveu, sobre o fato de Paulo ter escrito a eles (2 Pedro 3.15).

Nunca lemos de nenhuma outra epístola que ele tenha escrito a eles, a não ser esta. E, embora tenha sido alegado que, visto ter Paulo acrescentado o seu nome a todas as suas outras epístolas, ele não o teria omitido aqui.

Outros têm respondido que ele, sendo o apóstolo aos gentios, que eram odiosos aos judeus, poderia ter imaginado adequado omitir o seu nome, para que o preconceito deles contra ele não os impedisse de ler e avaliar a epístola como o deveriam fazer. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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