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Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Isaías 53 Estudo: O Sacrifício do Messias

Em Isaías 53, o profeta vê a figura do Filho de Deus nos dias de seu ministério. Isaías o vê diante de um grande desafio, por isso questiona: “Quem creu em nossa mensagem?”.

Ele prevê que um dos grandes adversários do Senhor Jesus seria a desconfiança. Isto, porque ele não era aparentemente imponente, nem havia estudado aos pés de um grande e influente mestre judeu.

O profeta o descreve como “raiz saída de uma terra seca”, ou seja, algo que aparentemente não frutificará. Isto porque o meio não lhe é favorável.

O Messias era um homem comum, ele cresceu em uma família pobre, não teve privilégios. Por isso o profeta diz que ele era um “homem de dores e experimentado no sofrimento”.

O Senhor conheceu as dores de trabalhar na segunda-feira. Soube o que era uma dor de cabeça, enfrentou o calor forte do deserto, foi contrariado. O Deus eterno sentiu cansaço, na pessoa de Jesus.

Tudo isso para levar nossas dores, limitações, doenças e sobretudo a morte. Aqueles que observaram a crucificação, o consideraram amaldiçoado por Deus, mas a grande verdade é que essa maldição era nossa.

Para nos conceder salvação e paz, Jesus foi dilacerado na cruz. Além disso, foi torturado pelos romanos e pelos judeus, que o insultavam e envergonhavam.

Ele fez isso quando nenhum de nós se interessava por Deus. Queríamos viver nossas vidas, seguir nossos planos. O céu não nos atraía.

Deus contudo, feriu o Senhor como cordeiro de redenção, para nos dar a chance de salvação eterna.

Durante o processo de crucificação, o Senhor Jesus pouco falou. Mas nos poucos momentos que o fez, percebemos que Ele orou por aqueles que o matavam.

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Não insultou, não amaldiçoou, não blasfemou. O silêncio de Jesus é também uma expressão do seu amor.

Ao final do seu sacrifício, o Senhor Jesus ressuscitou. Ele não será submetido aquilo novamente. Agora ao olhar para os que crêem, isto é os remidos, o Senhor se alegra com a trajetória que lhe causou tanta dor.

Um dos trechos que me deixa mais feliz neste texto é, “ele verá a luz e ficará satisfeito”. Hoje ao olhar para a Igreja o Ele se alegra. Temos um Deus feliz e satisfeito com aquilo que fez.

Para Ele não é um peso, um fardo, ou algo que não gostaria de ter feito. Jesus Cristo está feliz com o que fez por seu povo, e um dia nos encontraremos com Ele. 

 

Esboço de Isaías 53:

Isaías 53.1 – 4: A aparência do Messias

Isaías 53.5 – 8: O sacrifício do Messias

Isaías 53.9 – 12: O Senhor está satisfeito

 

O Desprezo ao Evangelho de Cristo (Isaías 53.1)

Aqui Isaías prediz, com assombro, a incredulidade dos judeus, apesar dos avisos anteriores que tiveram, no Antigo Testamento, da vinda do Messias, e da oportunidade que tiveram de conhecê-lo pessoalmente.

A incredulidade dos judeus na época do nosso Salvador é mencionada expressamente como sendo o cumprimento dessa palavra (João 12.38).

E ela é aplicada, da mesma maneira, ao pouco sucesso que a pregação dos apóstolos encontrou entre os judeus e gentios (Romanos 10.16).

Dos muitos que ouvem o relato do Evangelho há poucos que crêem nele. Ele é narrado abertamente, publicamente, e não sussurrado em um canto, ou confinado às escolas, mas proclamado a todos.

E é um relato tão fiel, e tão merecedor de toda aceitação, que poderíamos pensar que deveriam recebê-lo e crer nele, em todas as partes.

Mas o que acontece é exatamente o oposto. Poucos creram nos profetas que falaram sobre Cristo, quando Ele veio, em pessoa, nenhum dos governantes nem dos fariseus o seguiu, mas somente aqui e ali, algumas pessoas do povo comum.

E, quando os apóstolos levaram esse relato por todo o mundo, alguns, em todas as partes, creram, mas comparativamente, muito poucos.

Até hoje, dos muitos que professam crer nesse relato, há alguns poucos que cordialmente o aceitam e se submetem ao seu poder.

O Braço do Senhor

O povo não creu no relato do Evangelho porque o braço do Senhor não foi revelado a eles.

Eles não discernem, nem serão levados a reconhecer aquele poder divino que acompanha a palavra. O braço do Senhor está desnudo (como foi dito em Isaías 52.10).

Nos milagres que foram realizados para confirmar a doutrina de Cristo, no seu maravilhoso sucesso e na sua energia sobre a consciência.

Ainda que seja uma voz, é uma voz forte; mas eles não se dão conta disso, nem sentem, em si mesmos, essa obra do Espírito que torna a palavra eficaz.

Eles não crêem no Evangelho porque, rebelando-se contra a luz que possuíam, tinham perdido a graça de Deus, a qual, portanto, com razão, Ele lhes negava, e impedia o acesso deles a ela, e por não terem a graça, eles não creram.

Essa é uma coisa que deve nos afetar muito, isso deve ser objeto de assombro, e deve ser grandemente lamentado, e os ministros podem dirigir-se a Deus e queixar-se disso a Ele, como o profeta faz aqui.

Que pena que tão rica graça seja recebida em vão, que almas preciosas pereçam à margem do tanque, porque não desejam entrar nele e serem curadas!

O desprezo a Cristo, por causa da humildade da sua aparência (w. 2,3).

O fato de terem preconceito contra sua pessoa parece ser apresentado como razão para eles rejeitarem a sua doutrina.

Quando Ele esteve na terra, muitos que o ouviram pregar e que não podiam deixar de aprovar o que ouviram, não consideraram nem receberam a sua mensagem porque ela vinha de alguém que tinha uma aparência simples. Não havia qualquer vantagem exterior que o recomendasse.

A condição inferior a que Ele se submeteu, e como se humilhou e se esvaziou. A sua entrada no mundo e a sua aparência comum não estavam, de maneira nenhuma, de acordo com as ideias que os judeus tinham formado do Messias e suas expectativas a respeito dele.

Sob vários aspectos o Senhor era exatamente o oposto do que esperavam. Eles esperavam que a sua origem fosse grandiosa e nobre.

Ele deveria ser o Filho de Davi, de uma família que tivesse um nome como os nomes dos grandes homens que vivem na terra (2 Samuel 7.9).

Mas Ele nasceu dessa família real e famosa quando ela já estava reduzida e arruinada. E José, esse filho de Davi, que era seu suposto pai, era apenas um pobre carpinteiro.

Talvez um carpinteiro construtor de barcos, pois a maior parte de seus conhecidos era composta por pescadores.

Isso é indicado aqui pelo fato de Ele ser como raiz de uma terra seca, nascido de uma família inferior e desprezível, no norte, na Galileia, de uma família da qual, como uma terra seca e deserta, não se esperava nada verde, nada grandioso. (Henry, Matthew, Comentário dos livros proféticos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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