Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Isaías 54 Estudo: A Jerusalém Eterna

Em Isaías 54, o Deus Eterno incentiva seu povo a alargar as tendas. Isto é, o povo santo não seria restrito a Israel. Gente de todo o mundo, que invocasse o nome do Senhor Jesus faria parte dessa família.

A morte de Cristo, proporcionou a Jerusalém uma amplitude muito maior do que jamais teve. Os terrores do cativeiro na Babilônia seriam superados, porque agora pessoas de todas as tribos, línguas, raças e nações viriam adorar ao Senhor nos seus muros.

Agora, Jerusalém tem um futuro eterno. Nunca mais será oprimida por guerras, inimigos, pecado e terror. Nem mesmo a morte entrará nela. Haverá plenitude de vida, alegria, paz, prosperidade e vida. A promessa é de que:

“Todos os seus filhos serão ensinados pelo Senhor, e grande será a paz de suas crianças. Em retidão você será estabelecida: A tirania estará distante; você não terá nada a temer. O pavor estará removido para longe; ele não se aproximará de você”.

Para chegar até ela, é preciso receber Jesus como Senhor e Salvador. Ele é o Senhor da cidade e apenas seus irmãos morarão com Ele.

 

Esboço de Isaías 54:

Isaías 54.1 – 4: Alargue suas tendas

Isaías 54.5 – 10: O Criador é seu marido

Isaías 54.11 – 17: A Jerusalém eterna

 

A Prosperidade do Povo De Deus

Se aplicarmos isso à condição dos judeus depois de seu retorno do cativeiro, entendemos como uma profecia sobre o crescimento da sua nação depois que estivessem assentados em sua própria terra.

Jerusalém tinha estado na condição de uma esposa sem filhos, ou de uma viúva desolada e solitária; mas agora é feita a promessa de que a cidade seria repovoada, e a nação seria povoada outra vez.

De que não somente as ruínas de Jerusalém seriam consertadas, mas os seus arredores se estenderiam para todos os lados, e que muitos grandiosos edifícios seriam erigidos sobre novas fundações – que essas propriedades que tinham estado, por muitos anos, indevidamente nas mãos dos gentios babilônios retornariam, agora, aos seus legítimos proprietários.

Deus outra vez será um esposo para eles, e a vergonha do seu cativeiro e o pequeno número ao qual eles se viram reduzidos serão coisas esquecidas.

Promessa a Abraão

E deve-se observar que eles se multiplicaram enormemente em virtude da antiga promessa, feita a Abraão, da multiplicação da sua semente e da sua restauração à benevolência de Deus.

Aqueles que saíram da Babilônia pela primeira vez eram apenas 42 mil (Esdras 2.64), aproximadamente uma décima quinta parte do seu número quando saíram do Egito.

Muitos se somaram a eles, posteriormente, mas podemos supor que esse fosse o maior número de pessoas que chegou a entrar em um mesmo grupo.

E mais de quinhentos anos mais tarde, pouco tempo antes da sua destruição pelos romanos, foi feito um cálculo do número de cordeiros pascais, e o cálculo mais baixo, segundo a regra (permitindo somente dez por cordeiro, quando poderiam ser vinte), aproximou a nação dos três milhões de pessoas.

Josefo diz dois milhões e setecentos, aproximadamente (Jewish War 6.425). Mas nós devemos aplicar isso à igreja de Deus de modo geral.

Antes do Cristianismo

A condição humilde e deteriorada da religião no mundo, durante muito tempo, antes da chegada do cristianismo. Era como uma mulher estéril, que não podia dar à luz, nem sofrer as dores de parto.

Era como uma mulher desolada, que tinha perdido marido e filhos. A comunidade judaica tinha pouca abrangência, e produzia poucos frutos.

Os judeus eram, verdadeiramente, por profissão, casados com Deus, mas poucos prosélitos foram acrescentados a eles, as novas gerações eram pouco promissoras, e a devoção séria evidentemente perdia terreno entre eles.

Os gentios tinham menos religiosidade em seu meio do que os judeus; os seus prosélitos estavam em dispersão.

E os filhos de Deus, como os filhos de uma família dividida e reduzida, estavam dispersos (João 11.52), não apareciam nem eram consideráveis.

Multidões foram convertidas, dos ídolos ao Deus vivo. Esses eram os filhos da igreja que nasceram de novo, que passaram a participar de uma nova e divina natureza, pela palavra.

Mais “… são os filhos da solitária do que os filhos da casada”; havia mais pessoas boas, encontradas na igreja gentílica (quando ela foi estabelecida), que tinha estado afastada por muito tempo e sem Deus no mundo, do que jamais foram encontradas na congregação judaica.

Os assinalados de Deus, das tribos de Israel, foram contados (Apocalipse 7.4), e eram apenas uns poucos remanescentes, em comparação com os milhares de Israel.

Mas aqueles de outras nações eram tantos, e se aglomeravam tão intimamente, e estavam tão dispersos em todas as partes, que ninguém podia contá-los (Apocalipse 7.9).

Algumas vezes encontra-se mais do poder da religião naqueles lugares e famílias que pouco o demonstram, e eles desfrutam apenas um pouco dos meios da graça, do que em outros, que se distinguiram por uma próspera profissão de religiosidade e fé.

E então mais são os filhos da solitária, mais os frutos da sua justiça, do que daqueles da casada.

Os Últimos…

Assim, os últimos serão os primeiros. Isso é dito como motivo de grande alegria para a igreja, e é mencionado para motivar os cânticos de gratidão. O crescimento da igreja é a alegria de todos os seus amigos, e fortalece suas mãos.

Quanto mais tempo a igreja permanecer desolada maiores serão os arrebatamentos de alegria, quando ela começar a recuperar o terreno que perdeu, e a ganhar mais.

Mesmo no céu, entre os anjos de Deus, existe uma alegria incomum por um pecador que se arrepende, e muito mais por uma nação que se arrepende. Se a figueira estéril por fim produzir frutos, será bom. Ela exultará, e outras com ela. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Proféticos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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